"O sagrado introduz nas relatividades uma qualidade de absoluto, ele confere a coisas perecíveis uma textura de eternidade.”
– Frithjof Schuon
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(...) O verdadeiro e o belo são afins. A verdade é contemplada pelo intelecto, que é saciado pelas relações de satisfação máxima do inteligível: a beleza é contemplada pela imaginação, que é saciada pelas relações de satisfação máxima do sensível.
— James Joyce em “Um retrato do artista quando jovem”
Pintura: "Question to the stars", Karl Wilhelm Diefenbach.
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Forwarded from Círculo Belicoso 🏴☠️
Em 25 de novembro de 1970 Yukio Mishima tira a própria vida em Tóquio como um ato de protesto e insurreição contra a sociedade burguesa do pós-guerra e a morte espiritual do povo japonês.
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O mito é o nada que é tudo.
O mesmo sol que abre os céus
É um mito brilhante e mudo —
O corpo morto de Deus,
Vivo e desnudo.
Este, que aqui aportou
Foi por não ser existindo.
Sem existir nos bastou.
Por não ter vindo foi vindo
E nos criou.
Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade,
E a fecundá-la decorre.
Em baixo, a vida metade
De nada, morre.
– Fernando Pessoa, Ulisses
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O mesmo sol que abre os céus
É um mito brilhante e mudo —
O corpo morto de Deus,
Vivo e desnudo.
Este, que aqui aportou
Foi por não ser existindo.
Sem existir nos bastou.
Por não ter vindo foi vindo
E nos criou.
Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade,
E a fecundá-la decorre.
Em baixo, a vida metade
De nada, morre.
– Fernando Pessoa, Ulisses
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Forwarded from Círculo Belicoso 🏴☠️
Sonhos, memórias, o sagrado — todos eles são semelhantes no sentido de que estão além do nosso alcance. Uma vez que estamos, mesmo que marginalmente separados do que podemos tocar, o objeto é santificado; ele adquire a beleza do inatingível, a qualidade do milagroso.
― Yukio Mishima, Neve de Primavera
𝐎𝐓𝐈𝐔𝐌 𝐄𝐓 𝐁𝐄𝐋𝐋𝐔𝐌
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É a poesia que permite ao homem habitar sua essência. A poesia deixa habitar em sentido originário.
– Martin Heidegger, Ensaios e Conferências
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O ser deve, antes de tudo, identificar o centro da sua própria individualidade (representado pelo coração no simbolismo tradicional) com o centro cósmico do estado de existência ao qual pertence essa individualidade, e que ele vai tomar como base para se elevar aos estados superiores.
– René Guénon, "O Esoterismo de Dante"
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Estendi os meus braços p’ra abraçar-te
E entre nós uma porta se cerrou.
Um sopro de rubins em mim voou,
Sopro que permitiu poder sonhar-te.
Saía a tua sombra p’las janelas
E perdia-se, ao largo, em arvoredos...
Os meus dedos cismando caravelas,
Eram prolongamentos dos teus dedos.
Num parque de oliveiras te sonhei
Erguendo-te do oiro que queimei
Nas ânforas do templo do meu Ser.
Parece que te vejo e tu estás longe...
Afastei-me de mim para ser monge...
Meus olhos são a sombra de te ver!
- Alfredo Pedro Guisado, “Ver-te”
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Forwarded from Orphic Inscendence
"The Yule Goat", John Bauer (4 June 1882 – 20 November 1918), Swedish
The Julbock is a gift bringer in Scandinavian folklore & is also a common Christmas decoration in Scandinavia . The goat is associated with the Sun's transit into the astrological sign of Capricorn (the birth of the Sun), symbolised by the goat. It is also connected to the goats Tanngrisnir & Tanngnjóstr who pull the Thor's chariot.
The Julbock is a gift bringer in Scandinavian folklore & is also a common Christmas decoration in Scandinavia . The goat is associated with the Sun's transit into the astrological sign of Capricorn (the birth of the Sun), symbolised by the goat. It is also connected to the goats Tanngrisnir & Tanngnjóstr who pull the Thor's chariot.
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Sem uma substância eterna, não há verdades eternas. É possível derivar disso também uma prova acerca de Deus: Ele é a raiz da possibilidade, sendo Seu espírito a própria região das ideias ou verdades.
– Gottfried Wilhelm Leibniz, Échantillon de découvertes sur les secrets de la natureprise en général
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(...) A Fraternitas Saturni coloca uma grande ênfase nas doutrinas astrológicas ou astrosóficas. Os ensinamentos que envolvem Saturno derivam de uma cosmologia basicamente gnóstica, na qual o planeta Saturno é identificado com o Demiurgo e com o Guardião do Limiar (Hüter der Schwelle), que se interpõe entre o iniciado que se eleva através das esferas planetárias e o seu acesso ao firmamento e à luz.
– Stephen E. Flowers, “Fire & Ice”
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Forwarded from Centro de Estudos Minayba
«Nordicismo, Anglofilia e Germanofilia... estas mentalidades estrangeiras foram-nos trazidas por autores e pensadores nazis, que ironicamente se autodenominam "nacionalistas"... O Logos Mediterrâneo não precisa de mentalidades estrangeiras»
~ Fernando Trujillo.
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O que sou eu? - senão uma dentre
infinitas outras possibilidades do que eu não fui?
– Emil Cioran
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A beleza é uma coisa que é muito difícil de definir, mas é uma coisa que é muito fácil de sentir.
– John Keats
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Forwarded from Camarada Dracuiale (*Yalyos Dēwodānus)
Portanto, o Grande Homem calmo não tem preocupações e não tem ansiedades. Ele toma o Céu como seu dossel; a Terra como sua carruagem; as quatro estações como seus corcéis; e o yin e o yang como seus condutores. Ele cavalga nas nuvens e plana pelo céu para se tornar uma companhia do poder que nos produz e nos transforma. Deixando sua imaginação voar a grandes alturas e relaxando seu controle, ele galopa através da vasta abóbada [dos céus]. (...) Desta forma, com o Céu como seu dossel, nada será revelado; com a Terra como sua carruagem, nada ficará sem suporte; com as quatro estações como seus corcéis, nada ficará sem emprego. Com o yin e o yang como condutores, nada será incompleto.
Huainanzi
Huainanzi
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No décimo terceiro ano após sua renúncia ao mundo e iniciação como asceta, Mahāvīra ficou em um lugar não muito distante das colinas de Pārasnāth, chamado Jrimbhaka-grāma. Havia um campo pertencente a um fazendeiro chamado Samāga, que circundava um antigo templo, e o rio Rijupālikā corria por esse campo. Certa tarde, Mahāvīra estava sentado sob a sombra de uma árvore de Sāla nesse tranquilo campo, em profunda meditação. Assim como antes de sua iniciação, agora ele havia jejuado por dois dias e meio sem sequer tocar na água e, enquanto estava sentado ali, perdido em pensamentos, alcançou pacificamente o conhecimento supremo. A partir de então, ele possuía o 'completo e pleno, desobstruído, desimpedido, infinito e supremo, o melhor conhecimento e intuição chamado Kevala jñāna’.
- MRS. Sinclair Stevenson, “The Heart of Jainism”
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