Qui habitat in caelis irridebit eos, et Dominus subsannabit eos.² 😁 – Telegram
Qui habitat in caelis irridebit eos, et Dominus subsannabit eos.² 😁
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Grupo puramente católico

“Vamos quebrar suas correntes”, dizem eles, *
“e lançar longe de nós o seu domínio!”
–4 Ri-se deles o que mora lá nos céus; *
zomba deles o Senhor onipotente.
– Felizes hão de ser todos aqueles *
que põem sua esperança no Senhor
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𝗗𝗼 𝘃𝗮𝗹𝗼𝗿 𝗱𝗼𝘀 𝘀𝗮𝗰𝗿𝗶𝗳í𝗰𝗶𝗼𝘀 𝗲𝘀𝗰𝗼𝗻𝗱𝗶𝗱𝗼𝘀.

A nossa bússola espiritual será esta belíssima afirmação de Nosso Senhor Jesus Cristo:

"Teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará.” — (Mateus 6,4)

Os sacrifícios escondidos, ou os nossos pequenos atos cotidianos escondidos nas sombras do amor oferecidos sem aplausos e elogios do mundo são expressões de pura caridade, porque nascem do desejo de agradar a Deus e unir-se à Cruz de Cristo. Para ajudar a elevar o nosso coração, Deus ama e valoriza os pequenos sacrifícios ocultos oferecidos em silêncio sem holofotes, elogios e aplausos. O sacrifício escondido purifica o amor, pois busca a Deus por Deus.

“O homem vê a aparência, mas o Senhor olha o coração.” — (1 Samuel 16,7)

Com efeito, Deus mede o valor espiritual pela intenção interior. Um pequeno ato, feito por amor a Deus, pode ter peso eterno. O sacrifício escondido é um ato de amor plantado no silêncio, cujo fruto é agradar a Deus.

“O sacrifício escondido oferecido por amor ao Senhor e ao próximo, brilha mais no Céu e na terra do que todas às obras à vista dos aplausos e elogios na terra.”

Assim, quando o sacrifício busca reconhecimento, ele perde seu caráter sobrenatural e deixa de ser expressão de amor puro a Deus. Toda obra feita para ser vista pelos homens por meio da hipocrisia, se encerra no aplauso humano e não ultrapassa os limites desta vida. Pois, como disse o Senhor Jesus:

“em verdade vos digo: já recebeu a sua recompensa” — (Mt 6,2.5.16)

E assim, nos recorda Santo Agostinho:

"Aquele que busca o louvor dos homens, fecha para si a porta do louvor de Deus.” — (Sermão 354)

Santo Agostinho mostra que há uma escolha: ou a glória humana, ou a glória divina. Por isso, somos convidados ao heroísmo escondido, onde o mundo vê insignificância, Deus vê amor; onde há silêncio nas obras, Ele vê oblação; e onde há pequenos sacrifícios escondidos, ali se constrói uma santidade profunda, sólida e fecunda para a Igreja inteira. Vejamos alguns exemplos para auxiliar na prática dos sacrifícios ocultos no cotidiano.

1. Silenciar a uma resposta dura: Engolir um sapo de resposta dura, quando desce rasgando à alma, mesmo onde se tem razão, e responder com mansidão ou silêncio é um ato heróico. Pois...

“Uma resposta branda acalma a ira” (Pr 15,1).

A pessoa ofendida que renuncia a responder a altura, mesmo com alma ferida em chamas. Mas, não respondeu por amor a Deus. Aqui o sacrifício não é externo, mas um martírio heróico interior.

2. Aceitar ser esquecido ou não reconhecido:

Fazer o bem sem receber agradecimento, elogio ou retorno. É um sacrifício direto do desejo humano de reconhecimento.

3. Cumprir deveres com amor quando não há ânimo:

Realizar tarefas rotineiras mesmo no cansaço, na aridez (secura) espiritual ou na tristeza.

“Tudo o que fizerdes, fazei-o de coração, como para o Senhor” (Cl 3,23).

Lembremos aqui, que o valor está na intenção, não no sentimento.

4. Suportar pequenas contrariedades sem reclamar: Barulhos, atrasos, mudanças de planos, pequenas dores físicas ou desconfortos. Aqui a virtude da paciência transforma o incômodo em oferta.

5. Ser amável com quem tem temperamento difícil:

Tratar com delicadeza alguém que é ríspido, ingrato ou indiferente. Muitas vezes são meios de santificação, pelo fato apenas de serem difíceis no convívio diário.

6. Renunciar a pequenas preferências pessoais:

Abrir mão do próprio gosto, conforto ou opinião para preservar a paz, desde que não contrarie a verdade do evangelho. Pequenas renúncias educam a vontade e curam o egoísmo.

7. Oferecer sofrimentos físicos leves sem se queixar:

Dor de cabeça, fadiga, incômodos corporais, quando unidos à Cruz de Cristo. Lembremos São Paulo:

“Completo na minha carne o que falta às tribulações de Cristo” (Cl 1,24).

8. Rezar quando não se sente consolação espiritual e nem gosto:

“É necessário orar sempre, sem jamais desanimar” (Lc 18,1).

Permanecer fiel à oração mesmo na secura espiritual. Esse é um dos sacrifícios mais puros, pois é feito sem gosto algum.

9. Corrigir-se em silêncio:
Perceber uma falha própria, pedir perdão interiormente a Deus e lutar para melhorar sem se justificar. Pois, a humildade cresce no silêncio da consciência.

10. Oferecer tudo por uma intenção escondida:

Oferecer a Cristo pequenas renúncias por alguém que sofre, pela Igreja, pelos pecadores ou pelas almas do purgatório. O sacrifício oculto unido a Cristo, torna-se um meio de intercessão silenciosa e valiosa aos olhos de Deus.

Assim....

A via dos sacrifícios escondidos revela que a santidade é possível aqui e agora, nas situações mais simples da vida. Quando cada gesto, cada renúncia e cada silêncio são oferecidos a Deus com amor, o ordinário torna-se lugar de encontro com o divino. É nesse caminho discreto, sustentado pela Graça, humildade e confiança, que a alma se conforma a Cristo e coopera silenciosamente para a salvação do mundo e a libertação das almas do Purgatório.

Assim, vivendo fiéis no pouco, aprendemos a amar no muito e deixamos que Deus faça grandes obras a partir de corações totalmente entregues.

E por fim...

"É mas antes, enxugar gelo no oculto das sombras do amor a Deus. Do que, fazer um milagre para obter aplausos e elogios."

E as almas dos fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descansem em paz!

℣. Dai-lhes Senhor, o descanso eterno.
℟. E a luz perpétua os ilumine.

Descansem em paz. Amém.

℣. Senhor, escutai a minha oração,
℟. E chegue até vós o meu clamor.

"Para Cristo,
por Maria e José,
em súplicas pelas
almas do purgatório".🙏🏾

† Jesus e Maria eu vos amo, salvai almas!
'Por que será que a arte cristã representa José como um velho de cabelos brancos?

Os artistas fizeram, pois, José, um marido casto, mais pela idade do que pela virtude. Se aos pés da Cruz,Jesus confiou Sua Mãe a um homem novo, João, por que teria colocado ao lado d'Ele um velho, junto do Seu berço? Provavelmente José era um homem novo, forte, viril, atletico, belo, casto e disciplinado. Ao invés de ver nele um homem incapaz de amar, antes o devemos considerar capaz de amor ardente, que conservou sua energia guardando-a para Deus e para suas divinas intenções"

- Fulton Sheen