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A Origem do Dinheiro – Carl Menger [PDF]
VI – SOBRE A GÊNESE DOS MEIOS DE TROCA
(Parte II)
Menger enfatiza que o hábito desempenha um papel fundamental na gênese dos meios de troca geralmente aceitos. Embora esteja no interesse econômico de cada indivíduo trocar mercadorias menos vendáveis por outras mais vendáveis, a aceitação de um meio de troca pressupõe o reconhecimento de que esse bem poderá ser novamente trocado no futuro, mesmo sem possuir utilidade direta.
Esse conhecimento não surge de forma simultânea entre todos os agentes econômicos. Inicialmente, apenas alguns indivíduos mais atentos percebem a vantagem desse procedimento, que, por si só, já os aproxima de seu objetivo final: a aquisição de bens úteis às suas necessidades.
Com o tempo, o sucesso econômico desses agentes torna-se evidente e passa a ser imitado por outros, dando origem ao hábito. Assim, bens altamente vendáveis passam a ser aceitos por um número crescente de agentes, não apenas de forma ocasional, mas com a intenção deliberada de serem novamente trocados. Desse processo gradual e espontâneo — guiado exclusivamente pelo interesse individual e sem qualquer convenção, imposição legal ou planejamento central — surgem os meios de troca gerais. Sua origem, portanto, não pode ser explicada como orgânica ou primitiva, mas como o resultado não intencional da progressiva discriminação dos diferentes graus de vendabilidade das mercadorias.
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VI – SOBRE A GÊNESE DOS MEIOS DE TROCA
(Parte II)
Menger enfatiza que o hábito desempenha um papel fundamental na gênese dos meios de troca geralmente aceitos. Embora esteja no interesse econômico de cada indivíduo trocar mercadorias menos vendáveis por outras mais vendáveis, a aceitação de um meio de troca pressupõe o reconhecimento de que esse bem poderá ser novamente trocado no futuro, mesmo sem possuir utilidade direta.
Esse conhecimento não surge de forma simultânea entre todos os agentes econômicos. Inicialmente, apenas alguns indivíduos mais atentos percebem a vantagem desse procedimento, que, por si só, já os aproxima de seu objetivo final: a aquisição de bens úteis às suas necessidades.
Com o tempo, o sucesso econômico desses agentes torna-se evidente e passa a ser imitado por outros, dando origem ao hábito. Assim, bens altamente vendáveis passam a ser aceitos por um número crescente de agentes, não apenas de forma ocasional, mas com a intenção deliberada de serem novamente trocados. Desse processo gradual e espontâneo — guiado exclusivamente pelo interesse individual e sem qualquer convenção, imposição legal ou planejamento central — surgem os meios de troca gerais. Sua origem, portanto, não pode ser explicada como orgânica ou primitiva, mas como o resultado não intencional da progressiva discriminação dos diferentes graus de vendabilidade das mercadorias.
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