Forwarded from Penitência e Expiação (I. Albert Weiß y Bernardes)
Penitência e Expiação
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"Desfazia-se o povo em tributos e mais tributos, em imposições e mais imposições, em donativos e mais donativos, em esmolas e mais esmolas (até que à humildade deste nome se sujeitava a necessidade ou se abatia a cobiça), e no cabo nada aproveitava, nada luzia, nada aparecia. Por quê? Porque o dinheiro não passava das mãos por onde passava. [...]
Aparece uma nuvem no meio daquela Bahia, lança uma manga ao mar, vai sorvendo por oculto segredo da natureza grande quantidade de água, e depois que está bem cheia, depois que está bem carregada, dá-lhe o vento, e vai chover daqui a trinta, daqui a cinquenta léguas. Pois nuvem ingrata, nuvem injusta, se na Bahia tomaste água, se na Bahia te encheste, por que não choves também na Bahia? Se a tiraste de nós, por que não a despendes conosco? Se a roubaste a nossos mares, por que não restituis a nossos campos?
Por isso nada lhe luz ao Brasil, por mais que dê, nada lhe monta e nada lhe aproveita, por mais que faça, por mais que se desfaça. E o mal mais para sentir de todos é que a água que por lá chovem e esperdiçam as nuvens não é tirada de abundância ao mar, como outro tempo, senão das lágrimas do miserável e dos suores do pobre, que não sei como atura já tanto a constância e fidelidade destes vassalos."
(Padre António Vieira, Sermão da Visitação de Nossa Senhora, 1638)
Aparece uma nuvem no meio daquela Bahia, lança uma manga ao mar, vai sorvendo por oculto segredo da natureza grande quantidade de água, e depois que está bem cheia, depois que está bem carregada, dá-lhe o vento, e vai chover daqui a trinta, daqui a cinquenta léguas. Pois nuvem ingrata, nuvem injusta, se na Bahia tomaste água, se na Bahia te encheste, por que não choves também na Bahia? Se a tiraste de nós, por que não a despendes conosco? Se a roubaste a nossos mares, por que não restituis a nossos campos?
Por isso nada lhe luz ao Brasil, por mais que dê, nada lhe monta e nada lhe aproveita, por mais que faça, por mais que se desfaça. E o mal mais para sentir de todos é que a água que por lá chovem e esperdiçam as nuvens não é tirada de abundância ao mar, como outro tempo, senão das lágrimas do miserável e dos suores do pobre, que não sei como atura já tanto a constância e fidelidade destes vassalos."
(Padre António Vieira, Sermão da Visitação de Nossa Senhora, 1638)
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Debate de alto nível
https://youtu.be/Zhm5_AXcqcA?si=Gl7QuUpoBd5qxSv2
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DEBATE: Is the Doctrine of Purgatory True? (Horn vs. White)
In this debate hosted on February 17, 2024, Trent Horn and James White debate the question: Is the Doctrine of Purgatory True?
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00:00:00 - Introduction
00:03:08 – Horn Opening
00:18:05 – White…
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Forwarded from Legio Sancti Iosephi
Oração para pedir a Deus a reforma dos costumes - Santo Agostinho
I. Senhor e Deus meu Todo-Poderoso, pela vossa infinita misericórdia dignai-vos de me conceder graça, para que com todas as potências e sentidos da minha alma ansiosamente vos deseje, e desejando, vos busque com desvelo; buscando, vos ache com ventura; achando, ardentissimamente vos ame; e amando-vos, como devo, não reincida nos males de que uma vez me tendes livrado. Dai, Senhor e Criador meu amabilíssimo, verdadeiro arrependimento ao meu coração e perfeita contrição ao meu espírito de todas as enormes maldades com que temerariamente, sem temer do Céu e sem pejo da Terra, ultrajei vossa suprema e divina majestade; abri duas fontes de lágrimas em meus olhos, para que as chore sem interrupção; depositai nas minhas mãos o dom de esmola e liberalidade, para que abrindo-as em socorro dos necessitados, possa de algum modo remir a minha iniqüidade.
II. Rei meu, infinitamente soberano, apagai os incêndios com que me abrasam os depravados apetites de sensualidade; ateai, acendei em minha alma o fogo sempre vivo do vosso Divino amor. Redentor meu piedosíssimo, apartai de mim o espírito da soberba, e enriquecei-me com o tesouro precisíssimo da vossa humildade. Salvador meu clementíssimo, extingui inteiramente em mim o furor e qualquer ímpeto da ira, e armai-me com o escudo da paciência e mansidão. Criador meu supremo, arrancai de minha alma o desabrimento do ódio e da pertinácia; e infundi-lhe a doçura da paz e brandura. Concedei-me, Pai amorosíssimo, uma fé sempre viva, esperança firme e caridade perfeita. Altíssimo Governador do Universo, fazei por vossa bondade imensa que eu totalmente me dispa da vaidade no idear e discorrer, da inconstância no bem obrar, e de todas, ainda que levíssimas, distrações do coração. Protetor de todos, que em vós esperam, refreai a soltura da minha língua; abatei e humilhai a altivez dos meus olhos; reprimi o apetite da gula; e embotai o incentivo da glutonaria. Liberador misericordiosíssimo, desviai-me da infâmia mais ligeira do próximo, e de toda a culpa de detração. Livrai-me dos estímulos sempre perigosos da curiosidade, da cobiça das riquezas, da ambição de mandar, dos desejos desordenados da glória vã e mundana, da malignidade da hipocrisia, do veneno da lisonja, do desprezo dos pobres, da opressão dos fracos, da vexação dos humildes e covardes.
III. Conservador providentíssimo, alentai a minha fraqueza, para que não pereça; mitigai a sede insaciável da avareza e inveja, que me mata; e matai em minha alma a morte de qualquer desacato e injúria vossa; dissipai e destruí toda a temeridade e presunção; a obstinação e pertinácia; a ociosidade e inquietação; a sonolência e preguiça; a rudeza e estupidez; a dureza de entendimento, a rebeldia da vontade, a grosseria da memória, a inconstância do coração, a insensibilidade dos sentidos, a aspereza dos costumes, a desobediência aos preceitos, a inflexibilidade aos conselhos, a repugnância ao bem, a inclinação ao mal e a desenvoltura da língua. Não seja eu cruel e desabrido com os pobres, violento com os fracos, calunioso com os inocentes, descuidado com os súditos, severo com os domésticos, escabroso com os próximos, ingrato com os benfeitores, e com os inimigos insofrível e insolente. Deus meu e misericórdia minha, prostrado na vossa divina presença, humildemente vos suplico, por vosso diletíssimo Filho, e Senhor meu amantíssimo, me assistais sempre com eficazes auxílios da vossa graça, para que com fervor me exercite em todas as obras de piedade e misericórdia, que me compadeça dos miseráveis, encaminhe os perdidos, ensine aos ignorantes, socorra aos necessitados, ajude os pobres, levante os caídos, favoreça os desamparados, alegre os tristes, perdoe aos devedores, ame os que me ofendem e aborrecem, retribua bem por mal, a ninguém despreze, a todos respeite, imite os bons, evite os maus, abrace as virtudes, fuja dos vícios; nas adversidades tenha paciência, temperança nas prosperidades, ponha freio à minha boca, pise a Terra, anele e aspire só ao Céu.
I. Senhor e Deus meu Todo-Poderoso, pela vossa infinita misericórdia dignai-vos de me conceder graça, para que com todas as potências e sentidos da minha alma ansiosamente vos deseje, e desejando, vos busque com desvelo; buscando, vos ache com ventura; achando, ardentissimamente vos ame; e amando-vos, como devo, não reincida nos males de que uma vez me tendes livrado. Dai, Senhor e Criador meu amabilíssimo, verdadeiro arrependimento ao meu coração e perfeita contrição ao meu espírito de todas as enormes maldades com que temerariamente, sem temer do Céu e sem pejo da Terra, ultrajei vossa suprema e divina majestade; abri duas fontes de lágrimas em meus olhos, para que as chore sem interrupção; depositai nas minhas mãos o dom de esmola e liberalidade, para que abrindo-as em socorro dos necessitados, possa de algum modo remir a minha iniqüidade.
II. Rei meu, infinitamente soberano, apagai os incêndios com que me abrasam os depravados apetites de sensualidade; ateai, acendei em minha alma o fogo sempre vivo do vosso Divino amor. Redentor meu piedosíssimo, apartai de mim o espírito da soberba, e enriquecei-me com o tesouro precisíssimo da vossa humildade. Salvador meu clementíssimo, extingui inteiramente em mim o furor e qualquer ímpeto da ira, e armai-me com o escudo da paciência e mansidão. Criador meu supremo, arrancai de minha alma o desabrimento do ódio e da pertinácia; e infundi-lhe a doçura da paz e brandura. Concedei-me, Pai amorosíssimo, uma fé sempre viva, esperança firme e caridade perfeita. Altíssimo Governador do Universo, fazei por vossa bondade imensa que eu totalmente me dispa da vaidade no idear e discorrer, da inconstância no bem obrar, e de todas, ainda que levíssimas, distrações do coração. Protetor de todos, que em vós esperam, refreai a soltura da minha língua; abatei e humilhai a altivez dos meus olhos; reprimi o apetite da gula; e embotai o incentivo da glutonaria. Liberador misericordiosíssimo, desviai-me da infâmia mais ligeira do próximo, e de toda a culpa de detração. Livrai-me dos estímulos sempre perigosos da curiosidade, da cobiça das riquezas, da ambição de mandar, dos desejos desordenados da glória vã e mundana, da malignidade da hipocrisia, do veneno da lisonja, do desprezo dos pobres, da opressão dos fracos, da vexação dos humildes e covardes.
III. Conservador providentíssimo, alentai a minha fraqueza, para que não pereça; mitigai a sede insaciável da avareza e inveja, que me mata; e matai em minha alma a morte de qualquer desacato e injúria vossa; dissipai e destruí toda a temeridade e presunção; a obstinação e pertinácia; a ociosidade e inquietação; a sonolência e preguiça; a rudeza e estupidez; a dureza de entendimento, a rebeldia da vontade, a grosseria da memória, a inconstância do coração, a insensibilidade dos sentidos, a aspereza dos costumes, a desobediência aos preceitos, a inflexibilidade aos conselhos, a repugnância ao bem, a inclinação ao mal e a desenvoltura da língua. Não seja eu cruel e desabrido com os pobres, violento com os fracos, calunioso com os inocentes, descuidado com os súditos, severo com os domésticos, escabroso com os próximos, ingrato com os benfeitores, e com os inimigos insofrível e insolente. Deus meu e misericórdia minha, prostrado na vossa divina presença, humildemente vos suplico, por vosso diletíssimo Filho, e Senhor meu amantíssimo, me assistais sempre com eficazes auxílios da vossa graça, para que com fervor me exercite em todas as obras de piedade e misericórdia, que me compadeça dos miseráveis, encaminhe os perdidos, ensine aos ignorantes, socorra aos necessitados, ajude os pobres, levante os caídos, favoreça os desamparados, alegre os tristes, perdoe aos devedores, ame os que me ofendem e aborrecem, retribua bem por mal, a ninguém despreze, a todos respeite, imite os bons, evite os maus, abrace as virtudes, fuja dos vícios; nas adversidades tenha paciência, temperança nas prosperidades, ponha freio à minha boca, pise a Terra, anele e aspire só ao Céu.
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Forwarded from Dubia ad Papam🇻🇦
ACI Digital
O perigo mais feio é a ideologia de gênero, diz o papa Francisco
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Forwarded from Laura Machado
Irmãos, se puderem rezem um Ave Maria nas intenções da alma da minha tia, o nome dela é Dilceia, ela faleceu agora de manhã. Obrigada 🙏🏼
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Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar.
Mateus 18:6
Mateus 18:6
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Forwarded from Legio Sancti Iosephi
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Canto "Media Vita", Entoado por seminaristas do Instituto do Bom Pastor.
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Forwarded from Legio Sancti Iosephi
DA HUMILDADE
"Sou homem, e nada do que é humano me é estranho", dizia Terêncio.
Santo Agostinho pareceu dar um sentido cristão a esta frase, quando disse que não há nada de cruel que um ser humano tenha feito, que ele também não seria capaz de fazer, se a mão de Deus não o amparasse.
Santo Agostinho, como um bom santo, era humilde.
E a humildade é a verdade, segundo Santa Teresa.
Ora, é verdadeiro que não temos nada de bom que de Deus não tenhamos recebido (I Coríntios 4,7)
Verdadeira humildade consiste, pois, em atribuir a Deus tudo o que temos de bom. E atribuir a nós tudo o que temos de ruim.
Se, pois, não nos reconhecemos totalmente dependentes de Deus, que é a Fonte de todos os bens, dificilmente conseguiremos perseverar em Seu caminho.
E, não basta somente reconhecer: É preciso pedir, e pedir com pureza de intenção.
"Sou homem, e nada do que é humano me é estranho", dizia Terêncio.
Santo Agostinho pareceu dar um sentido cristão a esta frase, quando disse que não há nada de cruel que um ser humano tenha feito, que ele também não seria capaz de fazer, se a mão de Deus não o amparasse.
Santo Agostinho, como um bom santo, era humilde.
E a humildade é a verdade, segundo Santa Teresa.
Ora, é verdadeiro que não temos nada de bom que de Deus não tenhamos recebido (I Coríntios 4,7)
Verdadeira humildade consiste, pois, em atribuir a Deus tudo o que temos de bom. E atribuir a nós tudo o que temos de ruim.
Se, pois, não nos reconhecemos totalmente dependentes de Deus, que é a Fonte de todos os bens, dificilmente conseguiremos perseverar em Seu caminho.
E, não basta somente reconhecer: É preciso pedir, e pedir com pureza de intenção.
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