5 Sonetos, José Albano
I.
Amar é desejar o sofrimento
E contentar-se só de ter sofrido,
Sem um suspiro vão, sem um gemido,
No mal mais doloroso e mais cruento.
É vagar desta vida tão isento
É deste mundo enfim tão esquecido,
É pôr o seu cuidar num só sentido
E todo o seu sentir num só tormento.
É nascer qual humilde carpinteiro,
De rudes pescadores rodeado,
Caminhando ao suplício derradeiro.
É viver sem carinho nem agrado,
É ser enfim vendido por dinheiro,
E entre ladrões morrer crucificado.
II.
Mata-me puro Amor, mas docemente,
Para que eu sinta as dores que sentiste
Naquele dia tenebroso e triste
De suplício implacável e inclemente.
Faze que a dura pena me atormente
E de todo me vença e me conquiste,
Que o peito saudoso não resiste
E o coração cansado já consente.
E como te amei sempre e sempre te amo,
Deixa-me agora padecer contigo
E depois alcançar o eterno ramo.
E, abrindo as asas para o etéreo abrigo,
Divino Amor, escuta que eu te chamo,
Divino Amor, espera que eu te sigo.
III.
Senhor, assim pregado ao duro lenho,
Não negas a ninguém o seu socorro;
A mim, pois, que de mágoa vivo e morro,
Dá-me o brando sossego que não tenho.
Em te amar sempre ponho todo o empenho,
Vendo do puro sangue o frio jorro,
E com suspiros aos teus braços corro
E ao pé da santa cruz deitar-me venho.
Olha como foi triste o meu destino,
Sem esperanças quase e sem ventura,
Apenas com os sonhos que imagino.
Lembra-te destas dores tão escuras,
De que tu és o meu Pastor divino
E de que eu sou a ovelha que procuras.
IV.
Eu não sabia que me amavas tanto,
Ó meu Deus, ó meu Pai brando e bondoso,
Senão quando perdi ventura e gozo,
Esperança, alegria, sonho e encanto.
Então no meio de mortal quebranto,
Sem achar um momento de repouso,
Conheci quanto o amor é poderoso,
Quanto é puro e profundo, meigo e santo.
E se castigar-me não desistes,
E mandas que a tortura mais me aperte,
Rogo-te que de todo me conquistes;
Para, quando a alma às dores se converte,
Erguer ao claro céu os olhos tristes
E com maior ternura bendizer-te.
V.
Bom Jesus, amador das almas puras,
Bom Jesus, amador das almas mansas,
De ti vêm as serenas esperanças,
De ti vêm as angélicas doçuras.
Em todas parte vejo que procuras
O pecador ingrato e não descansas,
Para lhe dar as bem-aventuranças
Que os espíritos gozam nas alturas.
A mim, pois, que de mágoa desatino
E, noute e dia, em lágrimas me banho,
Vem abrandar o meu cruel destino.
E, terminado este degredo estranho,
Tem compaixão de mim, Pastor Divino,
Que não falte uma ovelha ao teu rebanho!
I.
Amar é desejar o sofrimento
E contentar-se só de ter sofrido,
Sem um suspiro vão, sem um gemido,
No mal mais doloroso e mais cruento.
É vagar desta vida tão isento
É deste mundo enfim tão esquecido,
É pôr o seu cuidar num só sentido
E todo o seu sentir num só tormento.
É nascer qual humilde carpinteiro,
De rudes pescadores rodeado,
Caminhando ao suplício derradeiro.
É viver sem carinho nem agrado,
É ser enfim vendido por dinheiro,
E entre ladrões morrer crucificado.
II.
Mata-me puro Amor, mas docemente,
Para que eu sinta as dores que sentiste
Naquele dia tenebroso e triste
De suplício implacável e inclemente.
Faze que a dura pena me atormente
E de todo me vença e me conquiste,
Que o peito saudoso não resiste
E o coração cansado já consente.
E como te amei sempre e sempre te amo,
Deixa-me agora padecer contigo
E depois alcançar o eterno ramo.
E, abrindo as asas para o etéreo abrigo,
Divino Amor, escuta que eu te chamo,
Divino Amor, espera que eu te sigo.
III.
Senhor, assim pregado ao duro lenho,
Não negas a ninguém o seu socorro;
A mim, pois, que de mágoa vivo e morro,
Dá-me o brando sossego que não tenho.
Em te amar sempre ponho todo o empenho,
Vendo do puro sangue o frio jorro,
E com suspiros aos teus braços corro
E ao pé da santa cruz deitar-me venho.
Olha como foi triste o meu destino,
Sem esperanças quase e sem ventura,
Apenas com os sonhos que imagino.
Lembra-te destas dores tão escuras,
De que tu és o meu Pastor divino
E de que eu sou a ovelha que procuras.
IV.
Eu não sabia que me amavas tanto,
Ó meu Deus, ó meu Pai brando e bondoso,
Senão quando perdi ventura e gozo,
Esperança, alegria, sonho e encanto.
Então no meio de mortal quebranto,
Sem achar um momento de repouso,
Conheci quanto o amor é poderoso,
Quanto é puro e profundo, meigo e santo.
E se castigar-me não desistes,
E mandas que a tortura mais me aperte,
Rogo-te que de todo me conquistes;
Para, quando a alma às dores se converte,
Erguer ao claro céu os olhos tristes
E com maior ternura bendizer-te.
V.
Bom Jesus, amador das almas puras,
Bom Jesus, amador das almas mansas,
De ti vêm as serenas esperanças,
De ti vêm as angélicas doçuras.
Em todas parte vejo que procuras
O pecador ingrato e não descansas,
Para lhe dar as bem-aventuranças
Que os espíritos gozam nas alturas.
A mim, pois, que de mágoa desatino
E, noute e dia, em lágrimas me banho,
Vem abrandar o meu cruel destino.
E, terminado este degredo estranho,
Tem compaixão de mim, Pastor Divino,
Que não falte uma ovelha ao teu rebanho!
Forwarded from Stat Crux...🇦🇷⚔ (Federico)
“¿Pero qué cosa es esto? Hoy un gran silencio envuelve la tierra; un gran silencio y una inmensa soledad. Un gran silencio, porque el Rey duerme. La tierra está temerosa y sobrecogida, porque Dios se ha dormido en la carne y ha despertado a los que dormían desde antiguo. Dios ha muerto en la carne y ha puesto en conmoción al abismo”.
Breviario Romano; de una antigua homilía en el gran Sábado Santo
Breviario Romano; de una antigua homilía en el gran Sábado Santo
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Forwarded from CAPITANIA DE SÃO PAULO
Tropeiros Paulistas, 1910. Em Triunfo - Rio Grande do Sul.
O caminho das tropas foi um percurso comercial de mais de 1500km de transporte de animais (cavalos, mulas, ovelhas e gado), fazendas (tecidos, chá mate, couros e outros produtos) e também escravizados de São Paulo ao Rio Grande do Sul, iniciado no século XVII e auge no XVIII.
O caminho das tropas foi um percurso comercial de mais de 1500km de transporte de animais (cavalos, mulas, ovelhas e gado), fazendas (tecidos, chá mate, couros e outros produtos) e também escravizados de São Paulo ao Rio Grande do Sul, iniciado no século XVII e auge no XVIII.
Forwarded from Forgotten Bible quotes
ANOINTING AT BETHANY
When he was in Bethany reclining at table in the house of Simon the leper, a woman came with an alabaster jar of perfumed oil, costly genuine spikenard. She broke the alabaster jar and poured it on his head.
There were some who were indignant. “Why has there been this waste of perfumed oil?
It could have been sold for more than three hundred days’ wages and the money given to the poor.” They were infuriated with her.
Jesus said, “Let her alone. Why do you make trouble for her? She has done a good thing for me.
The poor you will always have with you, and whenever you wish you can do good to them, but you will not always have me.
She has done what she could. She has anticipated anointing my body for burial.
Amen, I say to you, wherever the gospel is proclaimed to the whole world, what she has done will be told in memory of her.”
MARK 14:3-9
When he was in Bethany reclining at table in the house of Simon the leper, a woman came with an alabaster jar of perfumed oil, costly genuine spikenard. She broke the alabaster jar and poured it on his head.
There were some who were indignant. “Why has there been this waste of perfumed oil?
It could have been sold for more than three hundred days’ wages and the money given to the poor.” They were infuriated with her.
Jesus said, “Let her alone. Why do you make trouble for her? She has done a good thing for me.
The poor you will always have with you, and whenever you wish you can do good to them, but you will not always have me.
She has done what she could. She has anticipated anointing my body for burial.
Amen, I say to you, wherever the gospel is proclaimed to the whole world, what she has done will be told in memory of her.”
MARK 14:3-9
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