"São dois grandes amores que, em última análise, decidem da sorte do homem. Já o vira o gênio de Agostinho. Na sua Obra, De Civitate Dei, que fundou a filosofia da história, ele divide o mundo das almas em duas grandes cidades, não separadas pelas fronteiras políticas ou raias geográficas, mas fundadas por duas atitudes da vontade, dois grandes amores: o amor de Deus, levado até o desprezo de si, o amor de si levado até o desprezo de Deus.
(...)
O amor de si levado até o desprezo de Deus e das exigências de sua verdade soberana: eis a raiz moral da incredulidade e o princípio de todas as infelicidades humanas.
Mas o homem é matéria e espírito, corpo e alma, animal e racional. O egoísmo funesto e anárquico pode, portanto, segundo as diversidades individuais dos temperamentos, apresentar-se sob duas formas, não digo isoladas ou exclusivas, mas nitidamente distintas.
Em alguns, o amor de si, que pode levar ao descaso de Deus, apega-se às parte superior do homem, ao espírito, ao racional: é a impaciência de qualquer submissão, é a pretensão a uma independência sem limites, é o orgulho.
Em outros, o amor desordenado orienta as suas preferências para o corpo e para os bens da vida animal: é a escravidão da carne, a febre do prazer, a sensualidade infrene.
Aqui e lá, uma mesma desordem fundamental que inverte o valor interno das coisas; uma tentativa frustrada de resolver o problema da felicidade fora da ordem essencial dos seres: o homem, que não sendo o Ser primeiro, ama-se a si mesmo acima de todas as coisas. O orgulho, impureza da alma; a sensualidade, orgulho do corpo. Orgulho e sensualidade, duas manifestações profundas de um mesmo egoísmo que atira o homem fora de sua trajetória natural em cujo termo se encontra a paz definitiva de seus verdadeiros destinos."
Padre Leonel Franca
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O amor de si levado até o desprezo de Deus e das exigências de sua verdade soberana: eis a raiz moral da incredulidade e o princípio de todas as infelicidades humanas.
Mas o homem é matéria e espírito, corpo e alma, animal e racional. O egoísmo funesto e anárquico pode, portanto, segundo as diversidades individuais dos temperamentos, apresentar-se sob duas formas, não digo isoladas ou exclusivas, mas nitidamente distintas.
Em alguns, o amor de si, que pode levar ao descaso de Deus, apega-se às parte superior do homem, ao espírito, ao racional: é a impaciência de qualquer submissão, é a pretensão a uma independência sem limites, é o orgulho.
Em outros, o amor desordenado orienta as suas preferências para o corpo e para os bens da vida animal: é a escravidão da carne, a febre do prazer, a sensualidade infrene.
Aqui e lá, uma mesma desordem fundamental que inverte o valor interno das coisas; uma tentativa frustrada de resolver o problema da felicidade fora da ordem essencial dos seres: o homem, que não sendo o Ser primeiro, ama-se a si mesmo acima de todas as coisas. O orgulho, impureza da alma; a sensualidade, orgulho do corpo. Orgulho e sensualidade, duas manifestações profundas de um mesmo egoísmo que atira o homem fora de sua trajetória natural em cujo termo se encontra a paz definitiva de seus verdadeiros destinos."
Padre Leonel Franca
Muito prezado Osvaldo,
salve Maria!
Em primeiro lugar, devo dizer-lhe que um símbolo, normalmente, é ambíguo.
O fogo pode representar o amor de Deus, como também o inferno. O leão representa Cristo, leão de Judá, e representa o demônio, pois São Pedro diz que o diabo ruge entre nós procurando a quem devorar.
A pomba é símbolo da mansidão, pois que Jesus nos recomendou ser mansos como as pombas (Mt., X, 16), mas também a pomba pode ser símbolo de estupidez , pois que, no Antigo Testamento Deus nos diz que a pomba e insensata ( Sof. III, 1). A serpente é símbolo do diabo, mas Cristo a apresenta também como símbolo da prudência ( Mt., X,16) , pelo seu modo cauto de atacar e de se defender.
No caso da serpente de bronze, Deus mandou Moisés fazer uma serpente de bronze e pendurá-la num madeiro. Quem fosse picado por serpentes venenosas( símbolo do demônio) e olhasse para a serpente de bronze, era curado .
Iss era uma figura profética de Jesus Cristo, que foi dependurado na cruz,por nossos pecados. Mas quem olha para Jesus crucificado, arrependido de seus pecados, pode alcançar o perdão.
Por isso, a serpente de bronze é símbolo de Jesus crucificado.
E São João profetiza sobre os Judeus dizendo: "E eles levantarão os olhos para aquele que eles transfixaram (Jo., XIX, 37) prevendo a conversão futura dos judeus.
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli
salve Maria!
Em primeiro lugar, devo dizer-lhe que um símbolo, normalmente, é ambíguo.
O fogo pode representar o amor de Deus, como também o inferno. O leão representa Cristo, leão de Judá, e representa o demônio, pois São Pedro diz que o diabo ruge entre nós procurando a quem devorar.
A pomba é símbolo da mansidão, pois que Jesus nos recomendou ser mansos como as pombas (Mt., X, 16), mas também a pomba pode ser símbolo de estupidez , pois que, no Antigo Testamento Deus nos diz que a pomba e insensata ( Sof. III, 1). A serpente é símbolo do diabo, mas Cristo a apresenta também como símbolo da prudência ( Mt., X,16) , pelo seu modo cauto de atacar e de se defender.
No caso da serpente de bronze, Deus mandou Moisés fazer uma serpente de bronze e pendurá-la num madeiro. Quem fosse picado por serpentes venenosas( símbolo do demônio) e olhasse para a serpente de bronze, era curado .
Iss era uma figura profética de Jesus Cristo, que foi dependurado na cruz,por nossos pecados. Mas quem olha para Jesus crucificado, arrependido de seus pecados, pode alcançar o perdão.
Por isso, a serpente de bronze é símbolo de Jesus crucificado.
E São João profetiza sobre os Judeus dizendo: "E eles levantarão os olhos para aquele que eles transfixaram (Jo., XIX, 37) prevendo a conversão futura dos judeus.
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli