Si linguis hominum loquar et angelorum, caritatem non habeam, factus sum velut aes sonans
Forwarded from CHAD SOLAIRE 🌻
Essa era uma loja de armas de São Paulo em 1987 (propaganda na Revista Magnum). Note as prateleiras cheias de rifles e espingardas e o balcão lotado de armas. Nessa época, bastava entrar na loja com RG e CPF, pagar uma taxa mínima e você comprava a arma. Em 48 horas estava tudo pronto.
Havia "faroeste" no meio das ruas? Não. As pessoas se matavam com armas em "brigas de bar"? Não. Havia quase 60 mil assassinatos por ano como temos atualmente? Havia caos nas ruas se a polícia eventualmente parasse um dia que fosse? Não.
Em 1987 foram assassinadas 23 mil pessoas no Brasil (16,2 homicídios por 100 mil habitantes contra os atuais 29,1 homicídios por 100 mil habitantes). Havia muito mais segurança do que hoje.
Cada brasileiro pode e deve voltar a ter a liberdade para se defender. A liberdade funciona.
Havia "faroeste" no meio das ruas? Não. As pessoas se matavam com armas em "brigas de bar"? Não. Havia quase 60 mil assassinatos por ano como temos atualmente? Havia caos nas ruas se a polícia eventualmente parasse um dia que fosse? Não.
Em 1987 foram assassinadas 23 mil pessoas no Brasil (16,2 homicídios por 100 mil habitantes contra os atuais 29,1 homicídios por 100 mil habitantes). Havia muito mais segurança do que hoje.
Cada brasileiro pode e deve voltar a ter a liberdade para se defender. A liberdade funciona.
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Forwarded from Acervo do Jão
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José
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio — e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?
Carlos Drummond de Andrade
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio — e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?
Carlos Drummond de Andrade
Forwarded from Estudos
"Nada encontrei a respeito do método adotado por Tolstói, outro estudioso do grego que iniciou a aprendizagem ainda mais tarde, depois dos cinquenta anos. Romain Rolland cita-lhe uma carta inédita em que se patenteia todo o deslumbramento que lhe trouxe o novo estudo: 'Sem o conhecimento do grego, não há instrução... Estou convencido de que até agora eu nada sabia de tudo aquilo que no verbo humano é realmente belo, de uma beleza simples' (O deslumbramento foi tão durável que dois anos depois a esposa de Tolstói lhe pedia que abandonasse o estudo, que, segundo ela, o alheava do presente, fazendo-o como que um homem antigo, um morto.)"
Forwarded from Jornada Intelectual (João)
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Forwarded from Jornada Intelectual (Ramón)
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