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Com os recentes episódios bélicos se desvelando na região do Levante, a entrada abrupta dos “houthis” no conflito, anunciada com o bombardeio da cidade portuária de Eilat situada no mar vermelho pode ter passado despercebida pelos olhos de muitos, por vezes sendo categorizada como um "delírio", "radicalismo islâmico irracional" ou até mesmo como algo "irrelevante". No entanto, os houthis que controlam uma grande porção do território iemenita estenderam seus ataques a embarcações israelenses que transitam no golfo de Aden e nas imediações do mar vermelho, tais ataques representam uma grave ameaça ao frágil sistema logístico global e pode representar o início de uma nova "era de ouro da pirataria".
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Primordialmente, é necessário contextualizar a situação, mencionar piratas, saqueadores do mar, pirataria, é de certo reviver no imaginário de muitos um passado distante, do início da colonização das Américas, de barbas negras, de piratas chineses combatendo portugueses no extremo oriente ou até mesmo piratas da Somália com suas rústicas embarcações tentando saquear navios desavisados que transitam pelas costas do caótico país, porém, essa realidade é mais próxima do que parece e nunca a pirataria esteve tão viva, com constantes ataques de piratas no golfo da Guiné e até mesmo em regiões altamente movimentadas e famosas como o estreito de Malaca, onde a maior parte do comércio global perpassa, a média é de 115 ataques de piratas a navios anualmente, o número que parece modesto aos olhos mais leigos no entanto esconde uma realidade frágil,
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com o aumento de ataques a complexa cadeia de logística entra em pane com o aumento exponencial de preços e seguro, fazendo com que o preço se reflita diretamente nos mercados globais, tais “panes” não são incomuns à exemplo de quando o cargueiro “Ever Given” encalhou no canal de Suez causando caos em todo os mercados globais.
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Destarte, com os recentes ataques iemenitas contra embarcações israelenses transitando no mar vermelho a segurança numa das passagens mais estratégicas e essenciais para o comércio global se torna instável, o “Ansar-Allah” (Houthis) não é apenas um grupo insurgente como o Hamas, mas sim um estado militarizado e fortemente armado que pode semear o terror pela região com certa facilidade, sem a intervenção da toda poderosa armada americana, ocupada com conflitos na Ásia e no mediterrâneo e pouco interessada em proteger um comércio global o qual os Estados Unidos a cada dia tomam menos parte, as chamas podem facilmente sair de controle, a pirataria é altamente lucrativa e viciante, a região fortemente dependente do comércio energético a torna presa fácil e de especial lucratividade para aventureiros e grupos terroristas que desejam se alimentar da situação complexa da região.
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Há leituras de que a Ascenção dos Avis à Coroa foi uma "Burguesificação Precoce" de Portugal em razão do apoio desta classe à João I e pela "eleição" deste rei.
Em nosso ver, esta é uma leitura materialista. Dom João I de Avis era filho do rei Pedro I de Portugal, sendo sua sucessão legítima. Governava Portugal à época a rainha Leonor Telles, que se casou com o Reiescravoceta Fernando I após aquela anular seu casamento com outro fidalgo em sua ambição pelo poder. Com a morte do rei, Leonor assume o trono.
A Nobreza decide então apontar Dom João, Mestre da Ordem de Avis (uma Ordem de Cavalaria), num Golpe de Estado contra a rainha louca. Num ato de fraticídio e Lesa-Pátria, Leonor convida Castela a invadir Portugal.
Com o auxílio de um Santo, São Nuno Álvares, e de cruzados ingleses, Portugal derrota os espanhóis em Aljubarrota, fundando uma dinastia que transformaria Portugal numa Talassocracia e mudaria a História mundial. Não foi uma burguesificação, mas uma restauração aristocrática cavaleiresca.
Em nosso ver, esta é uma leitura materialista. Dom João I de Avis era filho do rei Pedro I de Portugal, sendo sua sucessão legítima. Governava Portugal à época a rainha Leonor Telles, que se casou com o Rei
A Nobreza decide então apontar Dom João, Mestre da Ordem de Avis (uma Ordem de Cavalaria), num Golpe de Estado contra a rainha louca. Num ato de fraticídio e Lesa-Pátria, Leonor convida Castela a invadir Portugal.
Com o auxílio de um Santo, São Nuno Álvares, e de cruzados ingleses, Portugal derrota os espanhóis em Aljubarrota, fundando uma dinastia que transformaria Portugal numa Talassocracia e mudaria a História mundial. Não foi uma burguesificação, mas uma restauração aristocrática cavaleiresca.
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"O vencedor Joane esteve os dias
Costumados no campo, em grande glória;
Com ofertas, despois, e romarias,
As graças deu a Quem lhe deu vitória.
Mas Nuno, que não quer por outras vias
Entre as gentes deixar de si memória
Senão por armas sempre soberanas,
Pera as terras se passa Transtaganas.
Ajuda-o seu destino de maneira
Que fez igual o efeito ao pensamento,
Porque a terra dos Vândalos, fronteira,
Lhe concede o despojo e o vencimento.
Já de Sevilha a Bética bandeira,
E de vários senhores, num momento
Se lhe derriba aos pés, sem ter defesa,
Obrigados da força Portuguesa."
Lusíadas, Canto IV, versos 45 e 46
Costumados no campo, em grande glória;
Com ofertas, despois, e romarias,
As graças deu a Quem lhe deu vitória.
Mas Nuno, que não quer por outras vias
Entre as gentes deixar de si memória
Senão por armas sempre soberanas,
Pera as terras se passa Transtaganas.
Ajuda-o seu destino de maneira
Que fez igual o efeito ao pensamento,
Porque a terra dos Vândalos, fronteira,
Lhe concede o despojo e o vencimento.
Já de Sevilha a Bética bandeira,
E de vários senhores, num momento
Se lhe derriba aos pés, sem ter defesa,
Obrigados da força Portuguesa."
Lusíadas, Canto IV, versos 45 e 46
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