"Se fosse verdade que o mundo conhecido, desde o surgimento da escrita, passou por quatro éons, que são os grandes períodos de tempo em que podemos dividir as principais linhas da história, podemos dizer que o homem americano do norte encarna o éon prometeico e o ibero-americano o éon gótico-barroco. O primeiro dirige o seu olhar para a dominação da terra e o segundo o seu olhar para as alturas, que tampouco possuem limites. O homem prometeico é o arrogante titã que se rebelou contra os deuses, o astuto usufrutuário da natureza, por meio do uso do fogo. O homem gótico-barroco nas vastas planícies, sem obstáculos, percebe sua pequenez e impotência. Olha o sublime em silêncio e o atrai. Não vai contra o divino, mas se coloca a seu serviço."
- Alberto Buela.
- Alberto Buela.
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Forwarded from The Exaltation of Beauty
The Vesuvius Erupting, the Artist and His Father, Carle Vernet, in the Foreground (1822), by Horace Vernet
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O imenso, o ilimitado, aquilo que o filósofo pré-socrático Anaximandro denominou “to ápeiron”, marcou para sempre o caráter do homem sul- americano, sobretudo no Brasil e na Argentina. “O pampa, disse Drieu la Rochelle viajando com Jorge Luís Borges, é uma vertigem horizontal” e o sertão “sempre uma impressionante lonjura”.
O fato de não ver os limites fez dele um homem naturaliter livre. A solidão da imensidão fez dele um individualista, não da maneira liberal, mas um individualista fraternal, que sempre se conduziu no trato com o outro tendo como referência a ideia de hospitalidade.
- Alberto Buela
O fato de não ver os limites fez dele um homem naturaliter livre. A solidão da imensidão fez dele um individualista, não da maneira liberal, mas um individualista fraternal, que sempre se conduziu no trato com o outro tendo como referência a ideia de hospitalidade.
- Alberto Buela
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Forwarded from Dark & Fascinating Art (Vin's Favourite Artwork Archive)
Moonlit Shipwreck at Sea, by Thomas Moran, 1901
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Forwarded from Cabo Das Tormentas (AR)
O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
À roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,
E disse, "Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tetos negros do fim do mundo?"
E o homem do leme disse, tremendo,
"El-Rei Dom João Segundo!"
"De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?"
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,
Três vezes rodou imundo e grosso.
"Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?"
E o homem do leme tremeu, e disse,
"El-Rei Dom João Segundo!"
Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer três vezes,
"Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um Povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!"
-Fernando Pessoa, em 'Mensagem', Segunda Parte , Canto Sexto, IV, O Monstrengo.
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Media is too big
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Feliz Aniversário de 537 anos da dobra do Cabo das Tormentas!
03 de Fevereiro de 1488
03 de Fevereiro de 1488
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Forwarded from 𝐎 𝐇𝐨𝐦𝐞𝐦 𝐝𝐨 𝐒𝐮𝐛𝐬𝐨𝐥𝐨
Que símbolo fecundo
Vem na aurora ansiosa?
Na Cruz Morta do Mundo
A Vida, que é a Rosa.
Que símbolo divino
Traz o dia já visto?
Na Cruz, que é o Destino,
A Rosa que é o Cristo.
Que símbolo final
Mostra o sol já desperto?
Na Cruz morta e fatal
A Rosa do Encoberto.
– Fernando Pessoa, "O Encoberto"
@Homemdosubsolo
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Forwarded from Dark & Fascinating Art (Vin's Favourite Artwork Archive)
Jean-Paul Raphaël Sinibaldi
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Forwarded from Dark & Fascinating Art (Vin's Favourite Artwork Archive)
The Fleet leaves the Port the last Time by Christian Mølsted
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Forwarded from O Último Arconte ♄
Se queres ver [a Deus], pensa no Sol, pensa no curso da Lua, pensa na ordem das estrelas. Quem é o preservador da ordem? O Sol é o maior Deus dos Deuses no Céu, ao qual todos os Deuses celestes se submetem como a um Rei e Dinastia. (Corpus Hermeticum V, 3)
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