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Trechos do artigo do Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia Serguei Lavrov "Sobre a Encenação como Método da Política do Ocidente", agência "Izvestia"

🔷️Atualmente, as Forças Armadas russas e as milícias das Repúblicas Populares de Donetsk e de Lugansk estão a resolver com firmeza as tarefas no âmbito de uma operação militar especial (OME), procurando pôr fim à discriminação flagrante e ao genocídio dos russos e eliminar as ameaças diretas à segurança da Federação da Rússia criada, durante anos, pelos EUA e os seus satélites em território ucraniano. Perdendo no campo de batalha, o regime ucraniano e os seus patronos ocidentais não hesitam em encenar "banhos de sangue" para demonizar o nosso país aos olhos da opinião pública internacional. As encenações feitas em Bucha, Mariupol, Kramatorsk e Kremenchuk são uma prova disso. O Ministério da Defesa da Rússia avisa regularmente com factos nas mãos sobre a preparação de novas encenações.

🔷️É nisso que reside o algoritmo da política ocidental: fabricar uma notícia falsa, apresentá-la como tragédia de dimensão planetária, bloquear o acesso às informações e avaliações de fontes alternativas e ignorar os factos que, apesar do bloqueio, vêm ao conhecimento da opinião pública ou mencioná-los nas últimas páginas dos noticiários em letras pequenas.

🔷️O Ocidente coletivo deve voltar do mundo de ilusão. As encenações, por mais que se façam, não funcionarão. Chegou o momento de jogar limpo, sem trapaças, com base no direito internacional. Quanto mais cedo todos perceberem que não existe alternativa aos processos históricos objetivos de formação de um mundo multipolar com base no respeito pelo princípio da igualdade soberana dos Estados, que é fundamental para a Carta das Nações Unidas e para toda a ordem mundial, tanto melhor.

🔗Versão completa disponível pelo link: https://mid.ru/pt/foreign_policy/news/1822333/
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O Presidente da Rússia Vladimir Putin após a visita de trabalho para o Irão fez várias declarações importantes para a imprensa. Oferecemos trechos desta conferência coletiva.

Sobre a situação no mercado de hidrocarbonetos na Europa:

A Gazprom sempre cumpriu, está a cumprir e pretende cumprir todas as suas obrigações. O facto de os nossos parceiros tentam transferir os seus próprios erros para a Rússia, para a Gazprom, não tem qualquer fundamento.

O que se passa com o fornecimento de combustíveis? Em 2020 o gás na Europa custou 100 euros por 1.000 metros cúbicos. Na primeira metade do ano passado, foram 250 euros. Hoje em dia são 1700 euros por mesmo volume.

Não sei se tenho de falar sobre as políticas energéticas dos países europeus, que optaram por ignorar a importância das fontes de energia tradicionais e por confiar em fontes renováveis, como a energia solar e eólica. Mas o Inverno acabou por ser longo, não houve vento. E o investimento em capital fixo em energia tradicional caiu devido as decisões políticas anteriores: os bancos não financiam, as companhias de seguros não seguram, e as autoridades locais não atribuem terrenos para novos desenvolvimentos, os óleo- e gasodutos não se desenvolvem. Este é o resultado das políticas da década anterior. É esta a raiz, não foi por causa de quaisquer ações da Rússia e da Gazprom.
Até há pouco tempo, fornecemos 170 mil milhões de metros cúbicos de gás natural à Europa: 55 mil milhões via Nord Stream-1, 33 mil milhões via gasoduto Yamal-Europa e o resto via mais dois gasodutos através da Ucrânia. Fornecemos também cerca de 12 mil milhões de metros cúbicos adicionais através da Turquia via Turkish Stream.

A Ucrânia anunciou o encerramento de uma das duas rotas que percorrem o seu território. Ostensivamente porque a estação de bombagem de gás não está sob o seu controlo, mas sim no território da República Popular de Lugansk. Mas estava sob controlo da República Popular de Lugansk já há vários meses, e eles simplesmente fecharam-na sem qualquer fundamento. Tudo estava a funcionar normalmente ali, ninguém interferia. Na minha opinião, encerraram-na simplesmente por razões políticas.

O volume de gás no mercado europeu desceu e o preço global no mercado subiu. Todos os europeus só perderam.

A Polónia impôs sanções à Yamal-Europa. E 33 mil milhões estavam a ser bombeados para lá. Temos mais uma rota pronta a percorrer - Nord Stream 2. Pode ser lançado, mas não permitem.

O que tem a Gazprom a ver com isto? Fecharam uma via, segunda via, sancionaram várias estações de bombagem de gás. A Gazprom está pronta para fornecer tanto quanto necessita a Europa. Eles próprios fecharam tudo.

Sobre as negociações com a Ucrânia:

Houve negociações em Istambul quando chegámos a um acordo, tudo o que restava era rubricá-lo. Depois disso, a fim de criar as condições, as nossas tropas retiraram-se do centro da Ucrânia, de Kiev. Mas as autoridades ucranianas recusaram-se a implementar estes acordos. Foram, de facto, alcançados. Assim, o resultado final não depende, evidentemente, dos mediadores, mas da vontade das partes negociadoras de implementar os acordos alcançados. E hoje vemos que as autoridades de Kiev não têm esse desejo.

Material completo em inglês está disponível pelo link: http://en.kremlin.ru/events/president/news/69036

Foto: tass.ru
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Hoje, em 20 de Julho, o Embaixador da Rússia Alexander Surikov participou na cerimónia de lançamento da Escola Diplomática criada com base na Universidade Joaquim Chissano.

No evento foram feitas intervenções por Sua Magnificência Professor Doutor José Mário Joaquim Magode, Reitor da UJC, Sua Excelência Joaquim Chissano, Antigo Presidente da República, e Sua Excelência Manuel Gonçalves, Vice-Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.

No âmbito da cerimónia realizou-se a apresentação do livro “Elementos para Análise e Compreensão da Política Externa e da Diplomacia de Moçambique” por Professor Doutor Emílio Jovando Zeca.
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Ontem as forças do regim nazista de Kiev perpetraram mais um ataque contra infraestrutura civil crítica.

Com uso de drones foi bombardeada a central nuclear de Zaporozhie, a maior deste tipo na Europa. Apesar do ataque, a central continua funcionamento na ordem normal, os níveis de radiação não aumentaram.

A tentativa de danificar uma central nuclear poderia ter consequências catastróficas para o meio ambiente na região para séculos. Isto demonstra mais uma vez que o único objetivo do regime de Kiev é causar o máximo número de danos e sofrimentos para a população civil, quer nas zonas controladas por eles, quer nas áreas já libertadas do nazismo.
Na véspera de visita do Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia Serguei Lavrov a vários países do Continente Africano foi publicado o artigo “Rússia e África – parceria virada para o futuro”. Oferecemos aqui alguns trechos importantes:

🔷️É importante que todos os nossos amigos africanos compreendam que a Rússia continuará a cumprir de boa fé as suas obrigações de acordo com contratos internacionais em termos de exportação de alimentos, fertilizantes, energia e outros bens essenciais para África. Todas as medidas para este fim estão a ser tomadas pela Rússia.

🔷️É bem conhecido que, já durante a “coronacríse”, o Ocidente coletivo, utilizando o mecanismo de emissão de moeda, reorientou os fluxos de mercadorias e alimentos para si próprio, agravando a situação nos países em desenvolvimento dependentes da importação de alimentos. Foi naquela altura que a difícil situação no mercado alimentar começou a tomar forma. As sanções ocidentais impostas contra a Rússia nos últimos meses exacerbaram ainda mais as tendências negativas.

🔷️Apreciamos a posição equilibrada dos Africanos sobre o que está a acontecer na Ucrânia e em torno dela. Apesar de uma pressão externa sem precedentes, os países africanos não aderiram às sanções anti-russas. Esta linha soberana merece um profundo respeito.

🔗Link para o artigo completo: https://mid.ru/pt/foreign_policy/news/1823250/
🗣Comentário da Embaixada da Rússia em Moçambique em relação à entrevista do Embaixador da UE em Moçambique Antonio Sánchez-Benedito Gaspar para agência Lusa citada por AIM.

🔷️Na entrevista o Embaixador Gaspar acusou sem fundamentos que a Rússia usa gás natural como um “instrumento de guerra”.

🤝Notamos que durante mais de 40 anos a União Soviética, depois a Rússia, tem sido o parceiro impecável de confiança que oferece fornecimentos estáveis de gás natural em plena concordância com as suas obrigações contratuais. A Rússia nunca vinculou a questão de exportar gás natural para Europa com exigências de caráter político. O fornecimento de gás em volumes e preços prognosticáveis foi a base de alta competitividade da indústria europeia, bem-estar dos seus cidadãos durante décadas. As intermitências pontuais em fornecimentos deviam-se exclusivamente à manutenção de infraestruturas, outras razões técnicas ou factos comprovados de roubo do produto (como pela Ucrânia em 2009).

Até hoje em dia a Rússia segue com os fornecimentos deste combustível segundo os contratos concluídos previamente. Agora, devido às decisões soberanas dos mesmos países da UE e a Ucrânia, está a funcionar apenas um gasoduto que vem através do território ucraniano e o Nord Stream-1. O último está em obras de manutenção planeadas anteriormente e objetivamente não pode funcionar a 100% da capacidade. Estes planos foram programados meses atrás.

🔷️O aspeto pouco agradável para a UE consiste em que a falta de gás (e, como consequência, de energia elétrica) no mercado europeu, bem como paragem de fábricas ou declínio drástico da sua competitividade devem-se exclusivamente à decisão politizada em 2021 de rejeitar o início de operacionalização do gasoduto Nord Stream-2 e uma decisão consciente de recusar-se do gás russo para submeter-se ao LNG norte-americano.

📉Resulta que é a UE que, por razões políticas, rejeita a possibilidade de comprar gás natural russo a preços acessíveis. Agora tenta transferir a responsabilidade à Rússia pelas próprias decisões irrefletidas. Se falamos em termos das armas, torna-se claro que Bruxelas com suas próprias mãos criou de gás russo uma pistola, cujo cano agora está virado contra a sua própria população e economia.

🔷️Lamentamos que os políticos da União Europeia durante 8 anos estavam a enganar o público fazendo vista grossa aos crimes do regime nazista de Kiev a matar minoria etnolinguística em Donbass. Agora estão a enganar os eleitores tentando culpar a Rússia pelos problemas domésticos. Entretanto a Rússia nem começou a responder às ações hostis europeias.

🔷️A entrevista do Embaixador Gaspar parece uma tentativa de chatear (mais uma vez) a sociedade dos países da África. Mas como se diz um provérbio popular: “a verdade é como agua que sempre encontrará o seu caminho”.
🕯Hoje as Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk, bem como a Rússia, honram a memória de crianças que faleceram em Donbass por culpa do regime nazista ucraniano que desde 2014 trava a guerra contra seu próprio povo.

💀Durante 8 anos de bombardeios de bairros residenciais com artilharia e lançadores múltiplos de foguetes, o regime de Kiev matou mais de 150 crianças. Este número continua a subir devido a fornecimentos de artilharia de longo alcance por parte dos países da OTAN para a Ucrânia.

A Embaixada expressa solidariedade com as famílias das vítimas inocentes.

Foto: RIA Novosti
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De 24 a 27 de Julho o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia Serguei Lavrov fez um turné na África, visitando Egito, República do Congo, Uganda e Etiópia. As ideias ocidentais de “isolamento” da Rússia não coincidem com a realidade objetiva.

Durante a viagem Serguei Lavrov manteve encontros com seus homólogos, Chefes de Estados, bem como com os líderes das organizações regionais – Liga Árabe e União Africana.

As negociações decorreram na atmosfera amigável. Foi reiterada a prontidão de desenvolver e reforçar a cooperação mutuamente benéfica com os países do Continente Africano na esfera política, económica, social, humanitária, de educação e investimentos. Em especial foco estão os setores de energia, infraestrutura, telecomunicações, segurança informática, produção agrícola e exploração do subsolo.

A Rússia reafirma o cumprimento de obrigações contratuais referente a fornecimento de produtos alimentares essencias para os países da África.

As posições e visões acerca dos problemas regionais e globais da Rússia e países da África coincidem ou são próximos. Partem do respeito às normas do direito internacional, princípios da Carta da ONU em primeiro lugar. Notamos que as tentativas dos EUA e seus “aliados” de impor as suas visões, modelos de desenvolvimento alheios contradizem estas bases legais.

Fotos: Serviço de Imprensa do MNE da Rússia
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