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𝐎 𝐇𝐨𝐦𝐞𝐦 𝐝𝐨 𝐒𝐮𝐛𝐬𝐨𝐥𝐨
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Devaneios envoltos em arte, literatura, filosofia e metafísica.
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“Toda cultura que perdeu o mito perdeu, da mesma forma, o seu poder natural de criatividade. Só um horizonte rodeado de mitos pode unificar a cultura, as forças da imaginação só são salvas pelo mito.”
- Friedrich Nietzsche em "O nascimento da Tragédia: ou Os gregos e o pessimismo".
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Entre 1880 a 1901, o pintor simbolista suíço Arnold Böcklin criou cinco versões de sua obra mais famosa, intitulada "Isle of the Dead". As três primeiras versões da pintura foram feitas no Cemitério Inglês de Florença, onde está enterrada uma das filhas de Bocklin. Em meados dos anos 30, a pintura tornou-se tão popular que o escritor russo Vladimir Nabokov escreveu no seu romance "Despair" (1936) que elas podiam ser encontradas em “todas as casas de Berlim”.


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Busto de um romano budista, século II DC. (Museu Nacional de Roma)
Do livro "Roman Empire and the Indian Ocean", R. McLaughlin.



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"Direto de seu rosto imortal no céu
Seus raios rolam pela terra. Grande beleza surge
E irradia. O ar que era sem luz brilha.
Os raios de sua coroa dourada permanecem por toda parte."
-Hino Homérico 32 - À Selene

Pintura: "Selene e Endimião", por Albert Aubletz.

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I. Auguste Raynaud, “La Nuit”
II. William-Adolphe Bouguereau, “Evening Mood”
III. Carl Schweninger, “Luna”

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"[...] Assim falei; e a alma do neto de Éaco de pés velozes partiu com largas passadas pelo prado de asfódelos, regozijando-se porque lhe falara da proeminência do filho."

- Odisseia, Canto XI



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"Dizem que ele (Orfeu) chorou durante sete meses inteiros, um a um, sob um rochedo elevado, junto às águas do Estrimão deserto, e que recordou tais fatalidades nas frias cavernas, abrandando os tigres e movendo os carvalhos pelo seu canto. Tal qual a triste Filomela sob a sombra do choupo lamenta os filhotes perdidos, os quais o cruel lavrador, tendo visto, retirou-os implumes do ninho. Ela, porém, chora durante a noite e, pousando no ramo, restabelece o canto triste e enche vastamente as regiões com as lúgubres lamentações. Nenhum amor, nem himeneu algum dobraram-lhe o coração. Solitário percorria os gelos hiperbóreos, o Tânais coberto de neve e as vastidões nunca desprovidas de gelos dos montes Rifeus, lamentando a Eurídice raptada e os favores inúteis de Dite. As matronas dos Cícones, rejeitadas por causa das exéquias, espalharam o jovem despedaçado pelos campos extensos, durante os ritos dos deuses e as orgias de Baco noturno. Então, como o éagro Hebro corresse levando no meio de sua corrente a cabeça separada do pescoço marmóreo, a própria voz e a frígida língua chamavam “Eurídice”, ah!, “mísera Eurídice”, ao fugir-lhe a vida; as margens repercutiam “Eurídice” por todo o rio."

- Virgílio, "Geórgicas", Livro IV
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Saturn, Jupiter, Mars, and Mercury by Hans Thoma (1910)



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"Todos vivemos numa ilusão. A ilusão tem permeado gradualmente a realidade e vivemos num mundo onde nem sequer podemos ter certeza do amanhã."
- Yukio Mishima, 'The Decline and Fall of the Suzaku'



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"(...) Ela começara a reproduzir de memória as músicas que ouviu; então ela improvisou. Privada do azul do céu, do dourado do sol, do verde das árvores, e, finalmente, do mundo das cores, ela se lançou neste outro mundo, imenso como ele, composto de sons. Com um, ela substituiu o outro. Há uma relação necessária entre o rouxinol e as estrelas, entre a imensidão e os sons das ondas, entre as trevas e os gritos das feras. Parece até que o sentido musical, desenvolvendo-se sem as distrações da visão, torna-se mais profundo, que o seu isolamento das coisas externas deve torná-lo, por assim dizer, mais musical."

- Armand Renaud, "La Griffe Rose"

Pintura: "Adagio", por Georges Antonie de Zevenberghen.


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(...) E mesmo que o fio que nos conduz por toda a vida vez ou outra nos escape, sempre poderemos retomá-lo mais adiante.

- Johann W. Goethe, em "De minha vida: Poesia e Verdade"

Pintura: "Goethe in der roemischen Campagna", por Johann Heinrich Wilhelm Tischbein.





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"Chegou depois o arauto, trazendo pela mão o exímio aedo, a quem a Musa muito amava. Dera-lhe tanto o bem como o mal. Privara-o da vista dos olhos; mas um doce canto lhe concedera."
- Odisseia, Canto VIII

Pintura: "Homero e seu guia", por William-Adolphe Bouguereau


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