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𝐎 𝐇𝐨𝐦𝐞𝐦 𝐝𝐨 𝐒𝐮𝐛𝐬𝐨𝐥𝐨
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Devaneios envoltos em arte, literatura, filosofia e metafísica.
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'DIONÍSIA' - Pierre Auguste Cot, 1870


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"As virtudes elogiadas por Homero não são morais, mas estéticas. Ele acredita na unidade do ser humano definida pelo seu estilo e pelos seus atos. Assim, os homens se definem com referência ao belo e ao feio, ao nobre e ao vil, não ao bom ou o mal. Ou, dito de outra forma, a luta pelo belo é a condição do bem."
- Dominique Venner



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“Se o romantismo já percebera a falsidade da ideia de progresso, entre fins do século XIX e início do século XX, essa consciência vai se disseminando cada vez mais. No campo filológico, assistimos à desconstrução do conceito de tempo e de história tais quais eram entendidos até aquele momento, de Nietzsche, o primeiro a questionar a concepção linear do tempo em favor da concepção cíclica dos antigos, a Bergson, Benjamin e Bloch, que discutem a ‘história’ enquanto tal. Para este último, em particular, não existe uma ‘história’ unitária, mas um conjunto de ‘histórias’, todas igualmente válidas, configurando um multiversum à semelhança de uma polifonia de vozes. Assim, além da concepção de história como linha unitária, entra em crise a própria ideia de progresso e, portanto, a noção de modernidade. O desenvolvimento técnico levado a extremos nos mostrou que o conceito de progresso é vazio, pois seu valor final consiste em propiciar condições nas quais sempre seja possível continuar progredindo: sem um objetivo último, o percurso em si deixa de ter significado. Por experiência própria, vivemos numa situação de finitude da história entendida como ´ir adiante´: à expectativa de um crepúsculo do mundo ocidental, junta-se uma espécie de estranhamento devido justamente à fase extrema da evolução técnica a que chegamos e que nos dá a sensação, por um lado, de correr em círculos, sem rumo nenhum, e, por outro, de permanecer imóveis.”
- Chiara Nejrotti

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"A arquitetura é música petrificada." - Friedrich Schelling


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"Dante and Virgil", by Henri de Triqueti, 1862.


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“(...) A dita transformação conseguir-se-ia por meio da iniciação, no sentido mais restrito do termo. Mediante a iniciação, alguns homens escapavam duma natureza e alcançavam a outra, deixando assim de ser homens. A sua aparição noutra forma de existência constituía, no plano desta última, um acontecimento rigorosamente equivalente ao da geração e do nascimento físico. Assim, pois, aqueles homens re-nasciam, eram re-gerados (ou re-«generados»). Tal como o nascimento físico implica a perda da consciência do estado superior, também a morte significa a perda da consciência do estado inferior. Daí que, na medida em que se perde toda a consciência do estado superior — quer dizer, segundo os termos que já conhecemos, na medida em que sobrevêm a «identificação» [a «ensimesmação»] —, nessa mesma medida a perda de consciência do estado inferior (a humana), provocada pela morte e pela desintegração do sustentáculo de tal consciência (o corpo), equivale à perda de toda a consciência no sentido pessoal. Ao sono eterno, à existência larvar no Hades, à dissolução pensada como destino de todos aqueles para quem as formas desta vida humana constituem o princípio e o fim, a tudo isso só escaparão aqueles que ainda em vida souberam orientar a sua consciência para o mundo superior. Os Iniciados, os Adeptos, encontram-se no extremo desse caminho. Conseguida a «recordação», a Άνάμνεσις, segundo a expressão de Plutarco, fazem-se livres, desligam-se dos liames e, coroados, celebram os «mistérios» e veem sobre a terra a massa dos que não são iniciados nem são «puros» a afundarem-se e a perecerem no lodo e nas trevas.” – Julius Evola, em “A Tradição Hermética”

@Homemdosubsolo
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Forwarded from Go to @OdeToPower3 (Джонни.Caminante)
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“Podem reconstituir-se algumas das estruturas da religião indo-europeia comum. Há antes de mais, indicações, sumárias mais preciosas, trazidas pelo vocabulário religioso. Desde o começo dos estudos, reconheceu-se o radical indo-europeu deiwos, «céu», nos termos que designam o «deus» (lat. deus, sansc. deva, iran, div., lit. diewas, antigo germânico tivar) e nos nomes dos principais deuses: Dyaus, Zeus, Júpiter. A ideia de deus revela-se solidáriada da sacralidade celeste, isto é, da luz e «transcendência» (altura), e, por extensão, da ideia de soberania e de criatividade, no seu sentido imediato: cosmogonia e paternidade. O (deus do) Céu é, acima de tudo, o Pai: cf, o indiano Dyauspitar, o grego Ζεύς πατήρ, o ilírio Daipatûres, o latino Jupiter, o cita Zeus-Papaios, o trácio-frígio Zeus Pappos.”
- Mircea Eliade, em “História das Crenças e Idéias Religiosas (Vol. I)


@Homemdosubsolo
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"Angel of the Divine Presence Bringing Eve to Adam", by William Blake (1893).



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“Para mim, ‘povo’ é uma unidade de alma. Os grandes acontecimentos históricos não são propriamente obra de povos; eles, ao contrário, produziram os povos. Cada ação modifica a alma de quem age. Não existe outro conteúdo da palavra ‘povo’. Não são decisivos nem os conteúdos da unidade de idioma nem o da procedência física. O que distingue o povo de uma população, destacando-o dela e incorporando-o novamente nela, é sempre a experiência íntima do ‘nós’. Quanto mais profundo for esse sentimento, tanto mais intensa será a energia vital do conjunto.
E, todavia, é lícito unir os conceitos do povo e da raça, porém não na acepção – muito difundida no nossos dias – que os darwinistas deram ao segundo. Não se pense que povo algum tenha podido manter-se unido pela mera identidade de procedência corpórea; essa forma não teria subsistido nem sequer durante dez gerações. Nunca se insistirá em demasia no fato de que tal origem biológica tem valor tão-somente para a ciência, mas nunca para a consciência popular. Nenhum povo entusiasmou-se jamais por esse ideal do ‘sangue puro’. Ter raça não é uma particularidade material, mas algo cósmico, uma direção, a sensação da concordância do destino, a marcha pela história, com igual rumo e no mesmo ritmo.”
- Oswald Spengler, em “The Decline of the West”


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“Quando perguntaram a Pitágoras [porque é que os seres humanos existem], ele disse: ‘para observar os céus’, e costumava afirmar que ele próprio era um observador da natureza, e foi por essa razão que ele passou pela vida.”

– Aristóteles, em “Protrepticus”

Pintura: “Orpheus Charming the Animals”, by Gustave Surand.


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