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𝐎 𝐇𝐨𝐦𝐞𝐦 𝐝𝐨 𝐒𝐮𝐛𝐬𝐨𝐥𝐨
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Devaneios envoltos em arte, literatura, filosofia e metafísica.
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"As virtudes elogiadas por Homero não são morais, mas estéticas. Ele acredita na unidade do ser humano definida pelo seu estilo e pelos seus atos. Assim, os homens se definem com referência ao belo e ao feio, ao nobre e ao vil, não ao bom ou o mal. Ou, dito de outra forma, a luta pelo belo é a condição do bem."
- Dominique Venner



@Homemdosubsolo
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“Se o romantismo já percebera a falsidade da ideia de progresso, entre fins do século XIX e início do século XX, essa consciência vai se disseminando cada vez mais. No campo filológico, assistimos à desconstrução do conceito de tempo e de história tais quais eram entendidos até aquele momento, de Nietzsche, o primeiro a questionar a concepção linear do tempo em favor da concepção cíclica dos antigos, a Bergson, Benjamin e Bloch, que discutem a ‘história’ enquanto tal. Para este último, em particular, não existe uma ‘história’ unitária, mas um conjunto de ‘histórias’, todas igualmente válidas, configurando um multiversum à semelhança de uma polifonia de vozes. Assim, além da concepção de história como linha unitária, entra em crise a própria ideia de progresso e, portanto, a noção de modernidade. O desenvolvimento técnico levado a extremos nos mostrou que o conceito de progresso é vazio, pois seu valor final consiste em propiciar condições nas quais sempre seja possível continuar progredindo: sem um objetivo último, o percurso em si deixa de ter significado. Por experiência própria, vivemos numa situação de finitude da história entendida como ´ir adiante´: à expectativa de um crepúsculo do mundo ocidental, junta-se uma espécie de estranhamento devido justamente à fase extrema da evolução técnica a que chegamos e que nos dá a sensação, por um lado, de correr em círculos, sem rumo nenhum, e, por outro, de permanecer imóveis.”
- Chiara Nejrotti

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"A arquitetura é música petrificada." - Friedrich Schelling


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"Dante and Virgil", by Henri de Triqueti, 1862.


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“(...) A dita transformação conseguir-se-ia por meio da iniciação, no sentido mais restrito do termo. Mediante a iniciação, alguns homens escapavam duma natureza e alcançavam a outra, deixando assim de ser homens. A sua aparição noutra forma de existência constituía, no plano desta última, um acontecimento rigorosamente equivalente ao da geração e do nascimento físico. Assim, pois, aqueles homens re-nasciam, eram re-gerados (ou re-«generados»). Tal como o nascimento físico implica a perda da consciência do estado superior, também a morte significa a perda da consciência do estado inferior. Daí que, na medida em que se perde toda a consciência do estado superior — quer dizer, segundo os termos que já conhecemos, na medida em que sobrevêm a «identificação» [a «ensimesmação»] —, nessa mesma medida a perda de consciência do estado inferior (a humana), provocada pela morte e pela desintegração do sustentáculo de tal consciência (o corpo), equivale à perda de toda a consciência no sentido pessoal. Ao sono eterno, à existência larvar no Hades, à dissolução pensada como destino de todos aqueles para quem as formas desta vida humana constituem o princípio e o fim, a tudo isso só escaparão aqueles que ainda em vida souberam orientar a sua consciência para o mundo superior. Os Iniciados, os Adeptos, encontram-se no extremo desse caminho. Conseguida a «recordação», a Άνάμνεσις, segundo a expressão de Plutarco, fazem-se livres, desligam-se dos liames e, coroados, celebram os «mistérios» e veem sobre a terra a massa dos que não são iniciados nem são «puros» a afundarem-se e a perecerem no lodo e nas trevas.” – Julius Evola, em “A Tradição Hermética”

@Homemdosubsolo
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Forwarded from Go to @OdeToPower3 (Джонни.Caminante)
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“Podem reconstituir-se algumas das estruturas da religião indo-europeia comum. Há antes de mais, indicações, sumárias mais preciosas, trazidas pelo vocabulário religioso. Desde o começo dos estudos, reconheceu-se o radical indo-europeu deiwos, «céu», nos termos que designam o «deus» (lat. deus, sansc. deva, iran, div., lit. diewas, antigo germânico tivar) e nos nomes dos principais deuses: Dyaus, Zeus, Júpiter. A ideia de deus revela-se solidáriada da sacralidade celeste, isto é, da luz e «transcendência» (altura), e, por extensão, da ideia de soberania e de criatividade, no seu sentido imediato: cosmogonia e paternidade. O (deus do) Céu é, acima de tudo, o Pai: cf, o indiano Dyauspitar, o grego Ζεύς πατήρ, o ilírio Daipatûres, o latino Jupiter, o cita Zeus-Papaios, o trácio-frígio Zeus Pappos.”
- Mircea Eliade, em “História das Crenças e Idéias Religiosas (Vol. I)


@Homemdosubsolo
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"Angel of the Divine Presence Bringing Eve to Adam", by William Blake (1893).



@Homemdosubsolo
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“Para mim, ‘povo’ é uma unidade de alma. Os grandes acontecimentos históricos não são propriamente obra de povos; eles, ao contrário, produziram os povos. Cada ação modifica a alma de quem age. Não existe outro conteúdo da palavra ‘povo’. Não são decisivos nem os conteúdos da unidade de idioma nem o da procedência física. O que distingue o povo de uma população, destacando-o dela e incorporando-o novamente nela, é sempre a experiência íntima do ‘nós’. Quanto mais profundo for esse sentimento, tanto mais intensa será a energia vital do conjunto.
E, todavia, é lícito unir os conceitos do povo e da raça, porém não na acepção – muito difundida no nossos dias – que os darwinistas deram ao segundo. Não se pense que povo algum tenha podido manter-se unido pela mera identidade de procedência corpórea; essa forma não teria subsistido nem sequer durante dez gerações. Nunca se insistirá em demasia no fato de que tal origem biológica tem valor tão-somente para a ciência, mas nunca para a consciência popular. Nenhum povo entusiasmou-se jamais por esse ideal do ‘sangue puro’. Ter raça não é uma particularidade material, mas algo cósmico, uma direção, a sensação da concordância do destino, a marcha pela história, com igual rumo e no mesmo ritmo.”
- Oswald Spengler, em “The Decline of the West”


@Homemdosubsolo
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“Quando perguntaram a Pitágoras [porque é que os seres humanos existem], ele disse: ‘para observar os céus’, e costumava afirmar que ele próprio era um observador da natureza, e foi por essa razão que ele passou pela vida.”

– Aristóteles, em “Protrepticus”

Pintura: “Orpheus Charming the Animals”, by Gustave Surand.


@Homemdosubsolo
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"Assim, nesta reavaliação da antiga tradição sagrada romana que Juliano tentou, o que importa é a ideia 'esotérica' da natureza dos 'deuses' e o 'conhecimento' deles. Tal conhecimento significa realização interior. Desta perspectiva, os deuses parecem não ser ficções poéticas ou abstrações teológico-filosóficas, mas sim símbolos e projeções de estados transcendentais de consciência.

Assim, Juliano, que foi ele próprio um iniciado nos Mistérios Mitraicos, associa estritamente um autoconhecimento superior ao caminho que conduz ao 'conhecimento dos deuses' - um fim tão elevado, que ele não hesita em dizer que o domínio sobre todos as terras, tanto romanas quanto bárbaras, não é nada comparado a isso."

- Julius Evola, em "Recognitions: Studies on Men and Problems from the Perspective of the Right"


Pintura por Cornelis van Poelenburgh



@Homemdosubsolo
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Considere sua origem. Você não foi criado para viver como as feras, mas para seguir os preceitos da virtude e do conhecimento.

- Dante Alighieri / 'A Divina Comédia'
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@CanalMajestosaMente
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A ōnusa (大幣) ou nusa (幣)


Os bastões apresentados ao invocar o Kami ou ao exorcizar pecados ou imperfeições (tsumi) eram chamados de nusa, e feitos principalmente a partir do bastão interno da amoreira de papel (yū), fibras de linho (asa) e, mais tarde, de tecidos e papel. No seu Kojikiden, Motoori Norinaga definiu ōnusa como oferendas divinas de seda, yū ou linho. Um uso antigo pode ser visto no registro do Kojiki do Imperador Chūai, no qual uma ōnusa foi usada no Grande Ritual de Purificação (ōharae). A Ōnusa usada nos rituais de purificação pode ser feita de serpentinas de linho ou de papel (shide) presas a um ramo da árvore sakaki, ou as serpentinas podem ser presas a um bastão hexagonal ou octogonal de madeira inacabada. Antigamente, a pessoa que queria se purificar segurava a ōnusa na mão para transferir para ela os pecados (tsumi) e as poluições (kegare), ou então a ōnusa era agitada (esquerda, direita, esquerda) sobre o objeto a purificar. Mais tarde, porém, passou a ser habitual acenar a ōnusa sobre a pessoa ou o objeto.

- Motosawa Masashi, “Encyclopedia of Shinto”


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