Resenha de Fome de Poder (enfoque em negócios)
A história de uma grande empresa é sempre motivo de curiosidade, quando falamos de Mc Donald’s, um símbolo norte-americano, a atenção aumenta na proporção do tamanho da mega rede de lanchonetes.
Não falarei sobre relações comportamentais do filme mas de negócios.
Fome de Poder conta a trajetória da rede Mc Donald’s desde a fundação pelos irmãos Dick e Mac e seu relacionamento com um sócio de franquias Ray Kroc, entrando de cabeça em todos os aspectos do mundo empresarial e de relações humanas. Na verdade o filme “gabarita” o que poderia ocorrer em uma relação empresarial, pois há visão, empreendedorismo, desafios, pilantragem, traição, pessoas com falta e de bom caráter, sorte, ingenuidade, estratégia, etc.
Há dois pontos de inflexão na história que podem passar desapercebidos, mas que fez a diferença na relação dos sócios, no futuro da empresa e é fundamental na gestão de negócio.
O primeiro é quando Ray Kroc (Michael Keaton) está atolado em dívidas e próximo de perder a casa. Ele sugere aos irmãos Dick e Mac renegociar o valor da porcentagem dos franqueados. A alteração não foi aceita. Essa era uma característica dos irmãos, inflexibilidade, tanto em mudanças estruturais ou organizacionais. Eram pessoas boas, inteligentes e com ideias, mas pouco hábeis para negócios, o que se mostrou logo no início quando mostraram sua ideia para um desconhecido (Kroc). Era difícil para os irmãos terem percebido que naquele momento poderiam transformar seu sócio em adversário, e um adversário acuado iria mostrar seu caráter e vontade de poder, pois não iria largar o negócio pois tinha a visão clara da sua potencialidade. Na verdade sócios devem ter uma relação amigável e respeitosa, uma relação de ganha-ganha, se um está perdendo, algo está errado na relação. Talvez o momento fosse de renegociar e abaixar a tensão. A partir daquele momento Kroc viu os irmãos como inimigos, inclusive uma das frases de Kroc sobre adversários mostrava quem era Ray Kroc nos negócios: “se eu ver o adversário se afogando, termino de enfiar uma mangueira na boca dele! Você não faria o mesmo? Então você não tem estomago para os negócios”. Depois de ouvir isso, os irmãos Mc Donald’s deveriam saber com quem estava lidando, só não perceberam que Kroc já o via como inimigos e colocaria a mangueira em suas bocas rapidamente.
O segundo ponto foi um momento de sorte, em um daqueles encontros que o destino muda a vida e a história de empresas e pessoas.
Harry Sonneborn um executivo da área de finanças abordou Ray Kroc com uma proposta de mudança de conceito na atuação do Mc Donalds. Sonneborn dizia a Kroc que ele não possuía um negócio de hambúrguer, mas um negócio imobiliário. A posse de terreno das lojas McDonald daria controle sobre o franqueado e um lucro certo e significativo. A adoção desse modelo levou ao crescimento rápido dos negócios. Para se ter um ideia, o modelo persiste até hoje e analistas dizem que foi a decisão mais importante da história do McDonald’s e responsável pelo crescimento da empresa. Além de ser um dos maiores proprietários de imóveis no mundo, as participações imobiliárias do McDonald's representam US$ 37,7 bilhões em seu balanço patrimonial e cerca de 35% de sua receita.
Não é incomum, em um negócio, uma atividade secundária ser fonte principal de lucros. É o caso da Tesla que lucra mais com vendas regulatórias de créditos de carbono do que com venda de carros.
Ray Kroc passaria por cima de qualquer pessoa, era desprovido de princípios éticos e isso foi acentuado pela inflexibilidade dos irmãos Mc que não tinham ambições e naquele momento virou um empecilho para a expansão e mudanças no Mc Donald’s.
Porém, fica claro, que o Mc Donalds não seria a gigante atual sem a visão de Kroc, que teve sorte, era flexível e empreendedor, buscava ouvir sugestões e mudanças como na questão imobiliária, que foi decisiva. Há diversos outros pontos interessantes no filme que é excelente.
A história de uma grande empresa é sempre motivo de curiosidade, quando falamos de Mc Donald’s, um símbolo norte-americano, a atenção aumenta na proporção do tamanho da mega rede de lanchonetes.
Não falarei sobre relações comportamentais do filme mas de negócios.
Fome de Poder conta a trajetória da rede Mc Donald’s desde a fundação pelos irmãos Dick e Mac e seu relacionamento com um sócio de franquias Ray Kroc, entrando de cabeça em todos os aspectos do mundo empresarial e de relações humanas. Na verdade o filme “gabarita” o que poderia ocorrer em uma relação empresarial, pois há visão, empreendedorismo, desafios, pilantragem, traição, pessoas com falta e de bom caráter, sorte, ingenuidade, estratégia, etc.
Há dois pontos de inflexão na história que podem passar desapercebidos, mas que fez a diferença na relação dos sócios, no futuro da empresa e é fundamental na gestão de negócio.
O primeiro é quando Ray Kroc (Michael Keaton) está atolado em dívidas e próximo de perder a casa. Ele sugere aos irmãos Dick e Mac renegociar o valor da porcentagem dos franqueados. A alteração não foi aceita. Essa era uma característica dos irmãos, inflexibilidade, tanto em mudanças estruturais ou organizacionais. Eram pessoas boas, inteligentes e com ideias, mas pouco hábeis para negócios, o que se mostrou logo no início quando mostraram sua ideia para um desconhecido (Kroc). Era difícil para os irmãos terem percebido que naquele momento poderiam transformar seu sócio em adversário, e um adversário acuado iria mostrar seu caráter e vontade de poder, pois não iria largar o negócio pois tinha a visão clara da sua potencialidade. Na verdade sócios devem ter uma relação amigável e respeitosa, uma relação de ganha-ganha, se um está perdendo, algo está errado na relação. Talvez o momento fosse de renegociar e abaixar a tensão. A partir daquele momento Kroc viu os irmãos como inimigos, inclusive uma das frases de Kroc sobre adversários mostrava quem era Ray Kroc nos negócios: “se eu ver o adversário se afogando, termino de enfiar uma mangueira na boca dele! Você não faria o mesmo? Então você não tem estomago para os negócios”. Depois de ouvir isso, os irmãos Mc Donald’s deveriam saber com quem estava lidando, só não perceberam que Kroc já o via como inimigos e colocaria a mangueira em suas bocas rapidamente.
O segundo ponto foi um momento de sorte, em um daqueles encontros que o destino muda a vida e a história de empresas e pessoas.
Harry Sonneborn um executivo da área de finanças abordou Ray Kroc com uma proposta de mudança de conceito na atuação do Mc Donalds. Sonneborn dizia a Kroc que ele não possuía um negócio de hambúrguer, mas um negócio imobiliário. A posse de terreno das lojas McDonald daria controle sobre o franqueado e um lucro certo e significativo. A adoção desse modelo levou ao crescimento rápido dos negócios. Para se ter um ideia, o modelo persiste até hoje e analistas dizem que foi a decisão mais importante da história do McDonald’s e responsável pelo crescimento da empresa. Além de ser um dos maiores proprietários de imóveis no mundo, as participações imobiliárias do McDonald's representam US$ 37,7 bilhões em seu balanço patrimonial e cerca de 35% de sua receita.
Não é incomum, em um negócio, uma atividade secundária ser fonte principal de lucros. É o caso da Tesla que lucra mais com vendas regulatórias de créditos de carbono do que com venda de carros.
Ray Kroc passaria por cima de qualquer pessoa, era desprovido de princípios éticos e isso foi acentuado pela inflexibilidade dos irmãos Mc que não tinham ambições e naquele momento virou um empecilho para a expansão e mudanças no Mc Donald’s.
Porém, fica claro, que o Mc Donalds não seria a gigante atual sem a visão de Kroc, que teve sorte, era flexível e empreendedor, buscava ouvir sugestões e mudanças como na questão imobiliária, que foi decisiva. Há diversos outros pontos interessantes no filme que é excelente.
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Logistica é tudo 🍻
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Este é um relatório semanal do Departamento de agricultura dos EUA. É bem interessante e vou postar aqui semanalmente.
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Este video foi boicotado pelo Twitter do Presidente. Vamos divulgar nas redes sociais