Wisdom – Telegram
"Presta mais atenção a ti mesmo do que no que fazem os outros. Julgar o outro é perder tempo, correr o risco de errar e pecar, ainda que levemente. Mas é sempre proveitoso julgar a si mesmo e questionar o próprio agir" - Tomás de Kempis, Imitação de Cristo
"Oxalá se todos procurassem extirpar os vícios e praticar as virtudes com o mesmo afã com que se discutem as grandes questões. Não haveria tantas desordens e escândalos entre o povo, nem tantos desmandos entre os religiosos.
No momento do juízo ninguém será interrogado sobre os livros que leu, mas sobre o bem que fez ou disse e sobre a vida que levou.

Onde estão agora os mestres e doutores que conheceste em vida, florescendo no meio acadêmico? Seus cargos passaram a outros que talvez deles nem se lembrem. Em vida eram muito famosos, mas agora nem se ouve mais falar deles. Sic Transit Gloria Mundi." - Tomás de Kempis, Imitação de Cristo
Nessa ocasião, chegaram ao local alguns trânsfugas procedentes da Arcádia, pedindo alimento e oferecendo-se para trabalhar. Um dos persas encarregados de levá-los à presença do rei perguntou-lhes de que se ocupavam os gregos no momento. “No momento — responderam eles — os gregos celebram os Jogos Olímpicos e assistem aos exercícios gímnicos e às corridas de cavalos”. O mesmo persa perguntou-lhes ainda qual era o prêmio nessas justas. “Uma coroa de oliveira” — responderam. Conta-se que, nessa ocasião, Tritantecmes, filho de Artatanes, ao saber que o prêmio não consistia em dinheiro, mas em uma coroa de oliveira, exclamou na presença de todos: “Pelos deuses, Mardônio, que espécie de homens são esses que nos levas a atacar. Insensíveis ao interesse, não combatem senão pela glória!” Isso lhe valeu acerba censura da parte do próprio soberano persa. - Heródoto, Histórias
"Os egípcios usam o escaravelho, o dragão, o falcão e outras criaturas como símbolos da divindade, de acordo com Maneto em sua Epítome de Doutrinas Físicas e com Hecataios no primeiro livro de sua obra Da Filosofia Egípcia. Eles também erigem estátuas e templos aos animais sagrados porque não conhecem a forma verdadeira da divindade. Para eles o universo foi criado (1), é perecível (2) e esférico (3), as estrelas compõem-se de fogo (4) e os eventos na terra ocorrem de conformidade com a mistura de fogo nelas (5); os egípcios dizem ainda que a lua entra em eclipse quando fica na sombra da terra, que a alma sobrevive à morte e transmigra para outros corpos e que a chuva decorre de alterações na atmosfera; segundo Hecataios e Aristágoras os egípcios dão explicações naturais para todos os outros fenômenos (6)." - Diógenes Laércio, Vidas e Doutrinas dos Filósofos Ilustres.

Mesmo não sabendo das noções mais profundas dos egípcios sobre a natureza, essas afirmações são, na luz da ciência moderna, muito precisas para um povo antigo sem método científico.
(1): Big Bang; Gênesis; Cosmogonias.
(2): Alguma noção de entropia e morte do universo (?).
(3): Duas teorias são propostas sobre o formato do universo, ele ser em formato de sela ou esférico, dependendo de constantes não determinadas ainda, como a densidade do universo.
(4): Apesar das estelas não serem exatamente de fogo, chegaram muito perto. Provavelmente uma conclusão de raciocínio por analogia de fenômenos: Se o fogo brilha e as estrelas também, é muito provável que estas sejam feitas de fogo, assim como Benjamin Franklin quando notou a similaridade entre centelhas elétricas de suas máquinas e os raios, concluindo sua mesma natureza elétrica a partir da analogia.
(5): Alguma noção de energia no sentido científico (?); todas as mudanças físicas envolvem energia (Gibbs, trabalho, energia de ativação...).
(6): Explicação natural aos fenômenos, incluindo a esfericidade da terra e eclipses.
"Quem quer que defenda uma restauração dos valores depara-se cedo ou tarde com a objeção de que não é possível voltar atrás o, como diz o ditado, "o que passou, passou". Desse modo, a objeção, pressupondo que somos prisioneiros do presente, revela perfeitamente qual é a posição filosófica do modernismo. Aquele que crê na verdade, por outro lado, é compelido a afirmar que as coisas de valor mais elevado não são afetadas pela passagem do tempo. Caso contrário, o próprio conceito de verdade torna-se impossível. Quando afirmamos que desejamos recuperar ideias e valores perdidos, voltamos nossa atenção para um domínio ontológico atemporal. Apenas o mais completo relativismo teima em afirmar que a passagem do tempo torna inalcançável um ideal, enquanto nos obriga a aceitar outros. Portanto, aqueles que dizem que podemos ter a integração do que desejamos e aqueles que negam isso se diferenciam por suas ideias a respeito da realidade última, porque estes postulam a primazia do tempo e da matéria. E esse é o tipo de divisão que nos impede de ter um mundo unido.

Ora, o retorno proposto pelos idealistas não é uma viagem de volta no tempo, mas um retorno ao centro, que deve ser concebido metafísica ou ontologicamente. Eles estão a procura da única coisa que perdura, e não das muitas que mudam e passam, e essa procura só pode ser descrita como a busca pela verdade. Eles estão retornando a antiga afirmação de que há um centro para todas as coisas e chamam a atenção para o fato de que todos os traços da desintegração moderna são frutos do afastamento desse centro em direção à sua periferia. A atual desintegração também pode ser descrita como um movimento que parte da unidade e vai em direção ao individualismo (...).
(...) Em poucas palavras, não é necessário ter um ponto de vista próprio para compreender o que é eterno. Enquanto isso, lembremo-nos de que a ideia mesma de verdades eternas é repugnante à mentalidade moderna." - Richard M. Weaver, As Ideias Têm Consequências.
"(...) Daí vem o sintoma mais importante da nossa situação: a extraordinária preferência pela informação factual. É naturalmente impossível que uma pessoa avance sem algum conhecimento que considere confiável. Já que os relativistas disseram que ela não pode possuir a verdade, ela agora possui "fatos". Observa-se que até mesmo na linguagem cotidiana a palavra fato tomou o lugar da palavra verdade. "Isso é um fato", agora é a fórmula da afirmação categórica. Onde o fato é tido como critério, o conhecimento é transformado como algo inacessível. E o povo é instruído sistematicamente a cair nessa confusão fatal entre os fatos particulares e sabedoria. Apareceram nas rádios, nas revistas e nos jornais inúmeros jogos e testes desenvolvidos para medir o estoque de fatos de uma pessoa. O aprendizado de minúcias sem conexão umas com as outras se torna um fim em si mesmo e acaba tomando o lugar do verdadeiro ideal educacional (...). (...) Já há algum tempo a mesma atenção dedicada a assuntos periféricos invadiu as escolas. Devemos reconhecer que isso alcançou os níveis mais altos, transformando os estudos literários em algo absurdo e quase arruinando a história. Naturalmente, a crença de que os fatos falam por si é apenas mais uma renúncia à inteligência." - Richard M. Weaver, As Ideias Têm Consequências.
"Dizem que os médicos, às vezes, perguntam aos pacientes: 'Você quer realmente ficar bom?' E, para ser perfeitamente realista quanto ao assunto em questão, é preciso questionar se a civilização moderna quer mesmo sobreviver. É possível detectar indícios de um impulso suicida; e, por vezes, é possível sentir que o mundo moderno está clamando por músicas mais loucas e por vinhos mais fortes, está suplicando um delírio que o afastará totalmente da realidade." - Richard M. Weaver, As Ideias Têm Consequências.
"Levaste Tales do estádio, Zeus Solar, enquanto ele assistia a uma competição atlética. Louvo-te por havê-lo conduzido para perto de ti, pois o ancião já não podia enxergar os astros daqui da terra."

"Não ouviste? Sepultamos Polêmon, trazido para cá pela enfermidade, o mal terrível dos homens. No entanto, não é Polêmon, mas apenas seu corpo, que ele, indo para os astros, deixou consumido na terra."

"Não, por Zeus, não deixarei de mencionar Lícon, que morreu de gota. Causa-me admiração acima de tudo o fato de ele, que somente podia caminhar com os pés dos outros, em uma única noite ter conseguido percorrer o longo caminho até o Hades."

"Quiseste deixar aos homens, Heracleides, a fama de que logo após a morte te transformaste numa serpente viva. Mas te enganaste, sofista, porque a besta era de fato uma serpente, ao passo que tu revelaste uma besta, e não um sábio."

"Aqui jaz o célebre Zênon, caro a Cítion, que escalou agora o Ôlimpos sem sobrepor o Pélion ao Ossa e sem se cansar com os trabalhos de Héracles, porém descobriu o caminho que leva às estrelas - apenas a moderação."

Epitáfios/Epigramas - Diogenes Laertius, Vidas e Doutrinas dos Filósofos Ilustres.
"A great god is Ahuramazda, who created this earth, who created heaven, who created man, who created happiness for man, who made Xerxes king, one king of many kings, commander of many commanders.
I am Xerxes, the great king, the king of kings, the king of all countries and many men, the king in this great earth far and wide, the son of Darius, an Achaemenid.
King Xerxes says: by the favor of Ahuramazda this Gate of All Nations I built. Much else that is beautiful was built in this Persepolis (Pârsâ), which I built and my father built. Whatever has been built and seems beautiful - all that we built by the favor of Ahuramazda.
King Xerxes says: may Ahuramazda preserve me, my kingdom, what has been built by me, and what has been built by my father. That, indeed, may Ahuramazda preserve." - XPa Innoscription, Gate of All Nations, Persepolis
"Enquanto em certa ocasião o filósofo tomava sol no Cranêion, Alexandre, O Grande, chegou, pôs-se a sua frente e falou: 'Pede-me o que quiseres!', Diógenes respondeu: 'Deixa-me o meu sol!'.

Diógenes deu a seguinte resposta a alguém que sustentava que não existe o movimento: levantou-se e começou a caminhar.

Platão definira o homem como um animal bípede, sem asas, e recebeu aplausos; Diógenes depenou um galo e o levou ao local das aulas, exclamando: 'Eis o homem de Platão'.

Alguém perguntou: 'Que espécie de homem pensas que Diógenes é?' A resposta de Platão foi: 'Um Sócrates demente.'

Durante o dia Diógenes andava com uma lanterna acesa dizendo: 'Procuro um homem!'

Enquanto ele fazia a refeição na praça do mercado os circunstantes repetiam: 'Cão!', e Diógenes dizia: 'Cães sois vós, que estais à minha volta enquanto faço a minha refeição!'.

Vendo um mau arqueiro, Diógenes sentou-se perto do alvo, dizendo: 'Para não ser atingido.'"

- Diogenes Laertius, Vidas e Doutrinas dos Filósofos Ilustres.
"A apresentação difere da imaginação arbitrária. Esta última é na realidade uma visão falsa da mente como acontece nos sonhos, ao passo que a apresentação é impressão na alma, ou seja, um processo de modificação, como admite Crísipos no segundo livro de sua obra Da Alma. (...)

Segundo os estoicos, algumas apresentações devem-se a sensações e outras não; as primeiras são determinadas por um ou mais órgãos sensoriais, enquanto temos as segundas por meio do pensamento, como as relativas a objetos incorpóreos e tudo que é percebido pela razão. As apresentações devidas a sensações formam-se com base no existente e têm a nossa aprovação e nosso consenso. Há, todavia apresentações que são aparências que se nos mostram como se proviessem do existente. (...)

Outra distinção das apresentações é em racionais e irracionais; são racionais as dos seres racionais, e irracionais as dos seres irracionais; as racionais são um efeito da inteligência, e as irracionais não têm nome. Além disso há apresentações técnicas e não-técnicas (por exemplo, ma estátua é olhada de um modo pelo artista e de outro modo pelo leigo.)" - Diogenes Laertius, Vidas e Doutrinas dos Filósofos Ilustres.
"Heracleides do Pontos assinala que Pitágoras dizia de si mesmo que em outra encarnação fora Aitalides, e que se considerava filho de Hermes, e que Hermes lhe concedera a graça de escolher o que quisesse, à exceção da imortalidade. Ele pediu para poder, seja enquanto vivo, seja depois de morto, guardar a recordação de tudo que acontecesse. Por isso conseguia recordar-se de tudo enquanto vivo, e depois de morto conservou a mesma memória. Subsequentemente voltou ao mundo no corpo de Êuforbos, e foi ferido por Menêlaos. Êuforbos, por seu turno, dizia que em outra encarnação tinha sido Aitalides, e que havia recebido de Hermes aquela concessão, e contava as peregrinações de sua alma, para quantas plantas e animais sua alma passara e todos os sofrimentos que suportara no Hades, e quais os padecimentos das outras almas."
- Diogenes Laertius, Vidas e Doutrinas dos Filósofos Ilustres.
"Pitágoras dedicou-se principalmente ao estudo do aspecto aritmético da geometria, e descobriu o cânone monocórdio. Não descurou tampouco a medicina. Apolôdoros, o teórico do cálculo, afirma que ele sacrificou uma hecatombe por haver descoberto que o quadrado da hipotenusa num triângulo retângulo é igual à soma dos quadrados de seus catetos. E há um epigrama nos seguintes termos:

"Quando Pitágoras descobriu a famosíssima figura, dedicou-lhe então um famoso sacrifício de bois.""

- Diogenes Laertius, Vidas e Doutrinas dos Filósofos Ilustres.
"Se aquilo que chamamos vazio ou espaço, ou aquilo que por natureza é intangível, não tivesse uma existência real, nada haveria em que os corpos pudessem estar, e nada através de que eles pudessem mover-se, como parece que se movem" - Epicurismo, Diogenes Laertius, Vidas e Doutrinas dos Filósofos Ilustres.
"Acostuma-te a crer que a morte nada é para nós. Efetivamente, todos os bens e males estão na sensação, e a morte é a privação das sensações. (...)

Não há realmente nada de terrível na vida para quem tem a consciência clara de que nada existe de terrível na cessação da vida. É insensato, portanto, quem diz que teme a morte não porque sua presença pode causar sofrimento, mas porque sua perspectiva faz sofrer. Aquilo que não perturba quando está presente causa somente um sofrimento infundado quando é esperado. Então o mais pavoroso dos males - a morte - nada é para nós, pois enquanto existimos a morte não está presente, e quando a morte está presente, já não existimos. Nada é, então, a morte para os vivos, e nada é para os mortos, porque para os vivos ela não existe, e os mortos já não existem." - Diogenes Laertius, Vidas e Doutrinas dos Filósofos Ilustres.
"Seria melhor, realmente, aceitar os mitos sobre os deuses do que aceitar ser o escravo do destino adotado pelos filósofos naturalistas, pois os mitos têm como se fosse impressa em si mesmos a esperança de que os deuses podem ceder às preces e homenagens que lhes são prestadas, enquanto o destino dos filósofos naturalistas é uma necessidade inflexível. Tampouco um homem sábio supõe que o acaso seja uma divindade, como crê a maioria, pois não há desordem nos atos dos deuses; nem supõe que seja uma causa, embora incerta, pois não crê que nenhum bem ou mal seja concedido por acaso aos homens de maneira a fazer a vida feliz, embora proporcione o ponto de partida de grandes bens e grandes males. Ele crê que o infortúnio do sábio é melhor que a prosperidade do insensato, pois acha melhor numa ação humana o fracasso daquilo que é bem escolhido que o sucesso por obra do acaso daquilo que é mal escolhido." - Diogenes Laertius, Vidas e Doutrinas dos Filósofos Ilustres
"Primeiramente, então, com os textos dos poetas, para que comecemos daqui, visto que são diversos em relação às palavras, não deem atenção sempre para eles, mas, quando mostrarem para vocês ações ou palavras dos bons homens, deve-se amá-los e invejá-los e o quanto possível tentar ser desse modo; mas, quando se voltarem para a imitação de homens sórdidos, deve-se fugir deles com os ouvidos tapados não menos do que eles mesmos dizem que Odisseu fugiu dos cantos das sereias. De fato, a familiaridade com textos perversos é um caminho para as ações. Por isso, deve-se cuidar da alma com toda guarda. Portanto não vamos elogiar os poetas em tudo, nem quando imitam pessoas que insultam, ralham, são luxuriosas ou beberronas; nem quando definem a felicidade por uma mesa repleta e o canto de odes. E menos de tudo prestaremos atenção quando conversam algo sobre deuses, sobretudo quando narram sobre muitos deles, irmão briga com irmão, pai com filhos, e há uma guerra não declarada destes com os pais." São Basílio Magno
"O texto dele (Pródico de Ceos) é mais ou menos assim: o quanto me lembro do pensamento do homem, visto que não sei de cor as palavras, sei somente que ele diz de modo simples sem metro que, quando Héracles era bastante jovem, tendo quase a mesma idade que vocês agora possuem e estava escolhendo qual caminho tomar, aquele que através de trabalhos levava à virtude, ou o fácil; apareceram para ele duas mulheres e essas eram a Virtude e a Perversidade. Logo, mesmo caladas, mostrou-se pela figura a diferença. De fato, uma é preparada com cosméticos para a beleza, perde-a por causa do luxo e leva consigo todo o enxame de prazeres. Ela, então, mostrava e prometia ainda mais do que isso, tentando arrastar Héracles para si, mas a outra era recurvada, esquálida, mas milhares de suores, trabalhos e perigos, por toda terra e todo mar, e o prêmio disso era tornar-se um deus, como dizia o discurso dele, e esta última Héracles seguiu ate a morte." São Basílio Magno, Carta aos Jovens Sobre a Utilidade da Literatura Pagã.
"Ruthless Love, great bane, great curse to mankind, from thee come deadly strifes and lamentations and groans, and countless pains as well have their stormy birth from thee. Arise, thou god, and arm thyself against the sons of our foes in such guise as when thou didst fill Medea's heart with accursed madness." - Apollonius of Rhodes, The Argonautica.
"Se bastasse ser sincero para ser original, todos seríamos artistas!" Jean Guitton, O Trabalho Intelectual
"(...) and the Sphere it self shews that it was delineated in the time of the Argonautic expedition; for that expedition is delineated in the Asterisms, together with several other ancienter Histories of the Greeks, and without any thing later. There's the golden RAM, the ensign of the Vessel in which Phryxus fled to Colchis; the BULL with brazen hoofs tamed by Jason; and the TWINS, CASTOR and POLLUX, two of the Argonauts, with the SWAN of Leda their mother. There's the Ship ARGO, and HYDRUS the watchful Dragon; with Medea's CUP, and a RAVEN upon its Carcass, the Symbol of Death. There's CHIRON the master of Jason, with his ALTAR and SACRIFICE. There's the Argonaut HERCULES with his DART and VULTURE falling down; and the DRAGON, CRAB and LION, whom he slew; and the HARP of the Argonaut Orpheus. All these relate to the Argonauts. There's ORION the son of Neptune, or as some say, the grandson of Minos, with his DOGS, and HARE, and RIVER, and SCORPION. There's the story of Perseus in the Constellations of PERSEUS, ANDROMEDA, CEPHEUS, CASSIOPEA and CETUS: That of Callisto, and her son Arcas, in URSA MAJOR and ARCTOPHYLAX: That of Icareus and his daughter Erigone in BOOTES, PLAUSTRUM and VIRGO. URSA MINOR relates to one of the Nurses of Jupiter, AURIGA to Erechthonius, OPHIUCHUS to Phorbas, SAGITTARIUS to Crolus the son of the Nurse of the Muses, CAPRICORN to Pan, and AQUARIUS to Ganimede. There's Ariadne's CROWN, Bellerophon's HORSE, Neptune's DOLPHIN, Ganimede's EAGLE, Jupiter's GOAT with her KIDS, Bacchus's ASSES, and the FISHES of Venus and Cupid, and their Parent the SOUTH FISH. These with DELTOTON, are the old Constellations mentioned by Aratus: and they all relate to the Argonauts and their Contemporaries, and to Persons one or two Generations older: and nothing later than that Expedition was delineated there Originally. ANTINOUS and COMA BERENICES are novel. The Sphere seems therefore to have been formed by Chiron and Musæus, for the use of the Argonauts: for the Ship Argo was the first long ship built by the Greeks." - Isaac Newton, The Chronology of Ancient Kingdoms Amended