Wisdom – Telegram
"Em comparação com o "gênio popular" Homero, Virgílio foi considerado como poeta da decadência, da falsa dignidade, incapaz de representar a vida real. É verdade que Virgílio pertence a uma época de decadência; e é justamente por isso que não quer reproduzir a realidade que lhe pretendem impor. É artista, inventa um mundo ideal, melhor, superior. Apresenta-nos santos e heróis artificiais, porque não existem outros. Não como romano, mas como intelectual romano, Virgílio é da resistência. Opõe ao caos moral da sua época os ideais do trabalho rústico ("Labor omnia vincit improbus"), da justiça imparcial ("Parecere subjectis et debellare superbos") e do amor ao próximo ("Non ignara mali miseris succurrere disco"). A ideia central da sua obra inteira é a utopia de uma "aetas aurea": utopia romântica nas Bucólicas, utopia social nas Geórgicas, utopia política na Eneida. Sente, com amargura melancólica, a distância entre esse ideal e a sua época crepuscular ("... cadunt, altis de montibus, umbrae"), e qualquer acontecimento insignificante, como o nascimento de uma criança, lhe sugere logo esperanças indefinidas de um futuro melhor, como naquele verso - "Magnus ab integro, saeclorum nascitur ordo" - da Écloga IV das Bucólicas. Então aquele crepúsculo melancólico aparece como aurora esperançosa de uma nova era, e o poeta pagão Virgílio, insatisfeito com a religião oficial e os sistemas filosóficos, ergue a voz como um profeta no Advento. Com efeito, todos os séculos cristãos interpretaram a Écloga IV como profecia pagã do nascimento de Cristo. Compararam-se as viagens mediterrâneas de Enéias às do apóstolo Paulo, a fundação da "Urbs" à da Igreja. Lembrou-se a unificação do Império Romano por Augusto, o soberano de Virgílio, como condição indispensável da missão do cristianismo. A Idade Média não sabia explicar a profecia e o gênio de Virgílio senão transformando-o em feiticeiro poderoso, em herói de inúmeras lendas; em Dante, Virgílio já é o representante da "Razão" pagã, não batizada, mas "naturaliter christiana", e iluminando todo o mundo latino e católico. Chamaram a Virgílio "Pai do Ocidente." Otto Maria Carpeaux, A História da Literatura Ocidental, Vol I.
"A religião sempre foi e ainda é a preocupação geral da humanidade. Os legisladores fizeram dela a base de suas constituições; os sábios tomaram-na por objecto de seus estudos mais profundos; os monumentos, as leis, os escritos dos séculos passados atestam as tendências religiosas do espírito humano; as obras teológicas enchem as bibliotecas, e ainda hoje em dia a imprensa não cessa de as multiplicar. Mas eis o parecer do indiferente: "Tempo perdido! Diz ele, questões fúteis! Para julgar, que preciso eu conhecer? Estes sábios são uns insensatos, estes legisladores são uns néscios, a humanidade inteira é uma miserável ilusa, todos perdem lastimosamente o tempo em questões que nada importam." Oh! Orgulhosa fraqueza! Deplorável degradação do espírito humano! Parece-me ver os sábios e legisladores de todos os tempos levantarem-se e responder: "Quem és tu para assim nos ultrajar, para desprezar os mais profundos sentimentos do coração, as mais queridas tradições da humanidade, para declarar sem importância o que sempre foi a preocupação da terra inteira? Quem és tu? Descobririas por ventura o segredo de vencer a morte, pó que o vento dispersará amanhã? Sabes a sorte que te espera na região desconhecida, ou esperas poder mudá-la a teu bel-prazer? São para ti coisa indiferente o castigo ou a recompensa? E se existir esse juiz, de quem não queres ocupar-te, quando te chamar perante seu tribunal responder-lhe-ás que não te importas de suas determinações e existência? Antes de soltar essas palavras insensatas, passa uma vista sobre ti mesmo, pensa nessa débil organização que o mais débil acidente é capaz de transtornar, e que breve tempo basta para consumir! Assenta-se então sobre um túmulo, concentra te e medita!" Jaime Balmes, O Critério
"Existe uma sociedade que pretende ser a única depositária, a única intérprete das revelacões com que o céu favoreceu a raça humana. Pretensão tão alta deve chamar a atenção do filósofo que aspire à verdade.

Que sociedade é essa? dura há pouco tempo? Conta dezoito séculos de duração, e estes séculos não os considera senão como um período da sua existência, e, subindo mais acima, vai explicando sua ininterrompida genealogia, e se remonta até ao princípio do mundo.

Que esta sociedade conta dezoito séculos de existência, que sua história se confunde com a de um povo cuja origem se perde na mais remota antiguidade, verdades são estas tão certas como a existência das repúblicas de Roma e da Grécia.

Que provas apresenta ela em apoio da sua doutrina? - Está de posse do livro mais antigo que se conhece; este livro contém a mais pura moral, um admirável sistema de legislação, uma história cheia de prodígios. Até ao presente, ninguém tem posto em dúvida o mérito eminente deste livro, o que deve espantar tanto mais, quanto ele nos foi transmitido por um povo cuja civilização esteve longe de igualar a de muitas outras nações da antiguidade.

E não oferece a aludida sociedade outros títulos que justifiquem suas pretensões? Independentemente dos mais numerosos e imponentes testemunhos, eis um que só de per si bastaria: afirma que a transição da sociedade antiga para a moderna se efetuou do modo que anunciava o livro misterioso; que no tempo predito apareceu sobre a terra um Homem­-Deus, que foi ao mesmo tempo o complemento da lei antiga e o autor da nova lei; que a antiguidade não era mais que sombras e figuras e que este Homem-Deus foi a realidade; que fundou a sociedade que chamamos Igreja católica, prometeu-lhe sua assistência até à consumação dos séculos, selou com seu sangue a doutrina que trouxe à terra, quebrou, ao terceiro dia depois de seu suplício, as cadeias da morte, enviou seu Espírito, como prometera, e que há de vir no fim dos séculos para julgar os vivos e mortos.

É verdade que neste homem se cumpriram as antigas profecias? - É inegável. Ao ler algumas delas parece estar-se lendo as narrações evangélicas.

Este homem deu provas da sua divindade? - Atestam-na numerosos milagres; e o que ele próprio profetizou aconteceu ou vai ou vai acontecendo com maravilhosa exatidão.

Qual foi sua vida? - Passou sobre a terra espalhando o bem a mãos largas; desprezou as riquezas e o fausto, suportou com serenidade as privações, os ultrajes, os tormentos, a morte afrontosa, enfim: tanto a sua vida, como a sua morte foram superiores à fraca humanidade.

E sua doutrina? - Jamais o espírito humano se elevara tão alto; tal é a sua moral, que os seus mais violentos inimigos se têm visto forçados a fazer-lhe justiça e a inclinar-se diante dela.

Que mudança operou este homem na sociedade? - Recordai-vos do que era o antigo mundo romano, e vede o que o mundo é hoje.
Comparai os povos nos quais ainda não penetrou o cristianismo, aos que, desde séculos, têm vivido debaixo da sua influência e conservam ainda seus preceitos, bem que entre alguns se achem desfigurados.

De que meios dispôs ele? - Não tinha de seu onde repousar a cabeça; enviou doze homens escolhidos entre a ínfima classe do povo, nas mais humildes condições; estes dispersaram-se aos quatro ventos da terra, e a terra ouviu sua voz e teve fé!

Esta religião passou pelo crisol das perseguições? Não sofreu contrariedades de nenhuma espécie? - Aí está o sangue de infinitos mártires, aí os escritos de numerosos filósofos que a examinaram, aí os muitos monumentos que atestam as tremendas lutas que sustentou com os príncipes, com os sábios, com as paixões, com todos os elementos de resistência que era possível combinarem-se na terra.

De que meios se valeram os propugnadores do cristianismo? - O exemplo é a prédica, confirmados pelos milagres. E estes milagres não pode a crítica mais escrupulosa refutá-los; e se os refutara, resultaria disso o maior dos milagres, - a conversão do mundo sem milagres. O cristianismo sempre contou, e ainda hoje no número de seus filhos conta inteligências das mais elevadas, corações dos mais nobres. A civilização cristã foi muitíssimo além da civilização dos mais célebres povos antigos. Não há religião sobre que tanto se tenha disputado e escrito. As bibliotecas estão cheias de obras críticas, dogmáticas, filosóficas, científicas, literárias, obras capitais devidas a homens que humildemente submeteram a sua inteligência à disciplina da fé. Não se pode acusar o cristianismo de não ter florescido senão entre povos ignorantes e bárbaros; possui todos os caracteres de religião verdadeira, de procedência divina." Jaime Balmes, O Critério
"Apolo timbreu, délio e lício
residente no templo,
ó divina cabeça, vem
armado de arco, vem à noite,
ó guia da escolta, preserva
o varão, assiste os Dardânidas,
ó onipotente, ó construtor
dos priscos muros de Troia!

Vá aos navios, seja
espião da tropa grega,
e retorne aos altares
da casa do pai em Ílion.
Vá ante éguas de Ftia,
se rei mata Ares aqueu;
o Nume do mar as dá
a Peleu, filho de Éaco.

[...]

O imolador rasteiro imitador
quadrúpede de fera na terra
ferirá que aqueus nas tendas?
Mate Menelau! Mate
e leve a cabeça de Agamêmnon
a Helena para chorar mau aliado,
que contra a urbe,
contra a terra troiana veio
com a frota de mil navios!"
Eurípides, Reso
"Ainda quando resistis ao orgulho com a única arma verdadeiramente poderosa, a abnegação cristã, ele se não confessa vencido: temei suas traições, suas emboscadas. Até na humildade ele se oculta; o réptil arrancado de vosso seio se arrasta e rola ainda a vossos pés: esmagais-lhe a cabeça e ele vos morde o calcanhar." Jaime Balmes, O Critério
"'And God said, Let us make man in our image, after our likeness: and let them have dominion over the fish of the sea, and over the fowl of the air, and over the cattle, and over all the earth, and over every creeping thing that creepeth upon the earth.' [Genesis 1: 26]

O human, you are a ruling being. And why do you serve the passions as a slave? Why do you throw away your own dignity and become a slave of sin? For what reason do you make yourself a prisoner of the devil? You were appointed to rule creation, and you have renounced the nobility of your own nature." St. Basil the Great, On The Human Condition
"'The human being is great, and a merciful man is honored' [Prov 20.6]

'Lord, what is the human being that you are made known to him?' [Ps 143.3]

The Psalmist despises the living being as worthless, but the proverb glorifies the human as something great.

But for me the history of the human being's creation that has been read resolves this kind of question. For now we heard that God took "dust from the earth" and "molded the human being" [Gen 2.7]. I discovered from this word both that the human is nothing and that the human is great. If you look toward our nature alone, it is nothing and is worthy of nothing, but if you look toward the honor with which he was honored, the human is great. What is that?

"God said, let there be light, and light came to be" [Gen 1.3]. Compare the creation of the human and the creation of light. There it says, "Let a firmament come to be" [Gen 1.6]. The great heaven, having been stretched out above us, came to be by a word of God. Stars and sun and moon, and all things which we contemplate with the eye and which we behold above as great, have being by a word. Sea and land and what is set in order in them, all kinds of species of animals, diverse varieties of plants, all these have come to be by a word. But what about the human being? It was not said, "Let a human come to be:' as, "Let a firmament come to be:' but you see something more in the human. Above light, above heaven, above luminaries, above all things is the creation of the human being. "The Lord God took:' Our body is quite worthy to be entirely molded by his own hands. He did not command an angel. The earth did not automatically cast us forth as it did the cicadas. He did not tell the ministering angelic powers to make this or that. But by his own hands, as an artist, he took earth. When you focus on what is taken, what is the human being? When you understand the One doing the molding, the human is great, indeed he is nothing because of the material and great through the honor." St. Basil, The Great, On The Human Condition
"When you see these rulers, preceded by a herald with an uplifted voice, when you see them terrorizing one and torturing another, confiscating this one's property and delivering that one to death, do not fear what you see, do not be dismayed by those who command that these things happen, do not let your imagination astound you. Take to heart that God molded the human being, dust from the earth. If he is something else, fear him, but if he is dust from the earth, despise him." St. Basil, The Great, On The Human Condition
"Não seria demais considerar o mito a abertura secreta através da qual as inexauríveis energias do cosmos penetram nas manifestações culturais humanas" Joseph Campbell, O Herói de Mil Faces
"Todo o Oriente foi abençoado pela dádiva que Gautama Buda trouxe consigo seu maravilhoso ensinamento da Boa Lei , tal como o Ocidente o foi pelo Decálogo de Moisés. Os gregos atribuíram o fogo, o primeiro apoio de toda cultura humana, à façanha, que transcendeu o mundo, do seu Prometeu, e os romanos atribuíram a fundação da sua cidade, suporte do mundo, a Enéias, realizada após sua partida da decadente Tróia e de sua visita ao lúgubre mundo inferior dos mortos. Em todos os lugares, pouco importando a esfera do interesse (religioso, político ou pessoal), os atos verdadeiramente criadores são representados como atos gerados por alguma espécie de morte para o mundo; e aquilo que acontece no intervalo durante o qual o herói deixa de existir - necessário para que ele volte renascido, grandioso e pleno de poder criador - também recebe da humanidade um relato unânime. Assim sendo, temos apenas que seguir uma multidão de figuras heróicas, ao longo dos estágios clássicos da aventura universal, para ver outra vez o que sempre foi revelado. Isso nos auxiliará a compreender, não apenas o significado dessas imagens para a vida contemporânea, mas também a unidade do espírito humano em termos de aspirações, poderes, vicissitudes e sabedoria." Joseph Campbell, O Herói de Mil Faces
"Therefore be attentive to yourself, neither remaining in mortal things as if they were eternal, nor despising eternal things as if they were passing" St. Basil, the Great, On The Human Condition
"Consider those who have entered the way of the Spirit. Look what has happened to Adam; see how many years he spent in mourning; Contemplate the deluge of Noah and all that patriarch suffered at the hands of the wicked. Consider Abraham, who was full of love for God; he suffered tortures and was thrown into the fire. See the unfortunate Ishmael offered up in the way of divine love. Turn towards Jacob who became blind from weeping for his son. Look at Joseph, admirable in his power as in his slavery, in the pit and in prison. Remember the unhappy Job stretched on the earth a prey to worms and wolves. Think of Jonah who, having strayed from the Way, went from the moon to the belly of the fish. Follow Moses from his birth: a box served him for a cradle, and Pharaoh exalted him. Think of David, who made himself a breast-plate and whose sighs melted the iron like wax. Look at Solomon whose empire was mastered by the Jinn. Remember Zacharias, so ardent with the love of God that he kept silent when they killed him; and John the Baptist, despised before the people, whose head was put on a plate. Stand and wonder at Christ at the foot of the cross, when he saved himself from the hands of the Jews. And finally, ponder over all that the Chief of Prophets suffered from the insults and injuries of the wicked.

After this, do you think it will be easy to arrive at a knowledge of spiritual things? It means no less than to die to everything." - Attar of Nishapur, The Conference of the Birds
"Pouco tempo depois dessa façanha, vieram de Cândia os homens do rei Minos, pedir pela terceira vez o tributo que pagavam os de Atenas em tal ocasião. Andrógeo, filho primogênito do rei Minos, foi morto à traição dentro do país da Ática, em razão do que Minos, objetivando a vingança dessa morte, fez a guerra com extrema aspereza aos Atenienses e muitos prejuízos lhes causou; mas, além disso, os deuses ainda perseguiram e afligiram de maneira extremamente dura todo o país, tanto por esterilidade e fome como po r pestilências e outros males, até fazer secar os rios. O que vendo aqueles de Atenas, recorreram ao oráculo de Apolo: o qual lhes respondeu que apaziguassem Minos e, quando estivessem reconciliados com ele, a ira dos deuses cessaria também contra eles e suas aflições teriam fim. Assim enviaram incontinente os de Atenas perante ele e lhe requereram a paz: a qual ele lhes
outorgou sob a condição de que, durante o espaço de nove anos, seriam obrigados a enviar cada ano a Cândia, em forma de tributo, sete meninos e outras tantas meninas. Ora, até aqui, todos os historiadores estão bem de acordo, mas, quanto ao resto, não; e aqueles que parecem afastar-se mais da verdade contam que, quando esses meninos chegaram a Cândia, fizeram-nos devorar pelo Minotauro dentro do Labirinto, ou melhor, encerraram-nos dentro do Labirinto e eles foram errando aqui e acolá, sem poderem encontrar saída para escapar, até que morreram de fome; e era esse Minotauro, assim como diz o poeta Eurípides:

'Um corpo misto, um monstro com figura
De homem e touro em dúplice natura.'

Mas Filócoro escreve que os de Cândia não confessam isso, antes dizem que esse Labirinto era uma cadeia na qual não havia outro mal senão o de que não podiam dali sair os que ali eram encerrados; e que Minos, em memória de seu filho Andrógeo, instituíra festas e jogos de prendas, onde ele dava aos que obtinham a vitória esses meninos Atenienses, os quais entretanto eram cuidadosamente guardados dentro da cadeia do Labirinto, sendo que, nos primeiros jogos, um dos capitães do rei, nomeado Tauro, que mais crédito tinha junto ao senhor, ganhou o prêmio. Esse Tauro foi homem revesso e desgracioso de natura, que tratou muito dura e soberbamente esses meninos de Atenas; e, quanto a ser isso verdadeiro, o próprio filósofo Aristóteles, falando da coisa pública dos Botieus, mostra não estimar que Minos tivesse jamais feito morrer as crianças Atenienses, antes diz que elas envelheceram em Cândia, ganhando a vida em servir pobremente. Pois escreve que os Candiotas, cumprindo um voto que muito tempo antes haviam feito, enviaram por vezes os principais de seus homens a Apolo, na cidade de Delfos, e entre eles se misturam também aqueles que eram descendentes dos antigos prisioneiros de Atenas, e então se foram com eles. Mas, porque não puderam viver ali, tomaram caminho primeiramente da Itália, onde demoraram algum tempo na província de Apúlia, e depois se transportaram ainda daí às marcas da Trácia, motivo por que tiveram esse nome de Botieus: em memória do que as jovens Botiéias, num solene sacrifício que fazem, costumam cantar este refrão: «Vamos a Atenas», Mas nisso pode-se ver quanto é perigoso incorrer na malevolência de uma cidade que sabe parlamentar e onde as letras e a eloquência florescem, Pois desde esse tempo Minos tem sido sempre difamado e injuriado pelos teatros de Atenas, e de nada lhe serviu o testemunho de Hesíodo, ao chamar-lhe digníssimo rei, nem a recomendação de Homero, que o nomeia familiar amigo de Júpiter,porque os poetas trágicos ganharam não obstante o extremo oposto: e do catafaldo onde se jogavam suas tragédias expandiram sempre diversas palavras injuriosas e ataques difamatórios contra ele, como contra um homem que teria sido cruel e inumano, embora comumente se considere que Minos seja o rei que estabeleceu as leis e Radamanto o juiz e conservador que as faz observar." - Plutarco, Vidas Paralelas
"If the veil which hides the mysteries from our eyes should fall, nothing would be left in the world. All visible forms would be reduced to nothing." - Attar of Nishapur, The Conference of the Birds
"THE PHOENIX

The Phoenix is an admirable and lovely bird which lives in Hindustan. It has no mate and lives alone. Its beak, which is very long and hard, is pierced like a flute with nearly a hundred holes. Each of these holes gives out a sound and in each sound is a particular secret. Sometimes he makes music through the holes, and when the birds and the fishes hear his sweet plaintive notes they are agitated, and the most ferocious beasts are in rapture; then they all become silent. A philosopher once visited this bird and learnt from him the science of music. The Phoenix lives about a thousand years and he knows exactly the day of his death. When his time comes he gathers round him a quantity of palm leaves and, distraught among the leaves, utters plaintive cries. From the openings in his beak he sends forth varied notes, and this music is drawn from the depths of his heart. His lamentations express the sorrow of death, and he trembles like a leaf. At the sound of his trumpet the birds and the beasts draw near to assist at the spectacle. Now they fall into bewilderment, and many die because their strength fails them. While the Phoenix still has breath, he beats his wings and ruffies his feathers, and by this produces fire. The fire spreads to the palm fronds, and soon both the fronds and the bird are reduced to living coals and then to ashes. But when the last spark has flickered out a new small Phoenix arises from the ashes.

Has it ever happened to anyone to be re-born after death? Even if you lived as long as the Phoenix, nevertheless you would die when the measure of your life was taken. His thousand years of life are filled with lamentations and he remains alone without companions or children, and has contact with no one. When the end comes he throws his ashes to the wind so that you may know that none can escape death whatever trick he may use. Learn then from the miracle of the Phoenix. Death is a tyrant, but we must always keep death in mind. And, although we have much to endure, it is nothing compared with dying." - Attar of Nishapur, The Conference of the Birds
"There is no other remedy for death than to look death constantly in the face. We all are born to die; life will not stay with us; we must submit. Even he who held the world under the seal of his ring is now only a mineral in the earth." - Attar of Nishapur, The Conference of the Birds