Forwarded from Architecture of the Byzantine world
The fortified Romanian monastery of Secu, built in the 17th century.
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Forwarded from Glass Seraph (Enzo)
Growth of Paris from Roman Empire times up untill 1735 - High resolution file on comments
Forwarded from Instituto Hugo de São Vítor
Educação só para quem quer.
Na parábola do semeador, diz-se que saiu aquele que semeia para semear em um campo. Na semeadura, uma parte das sementes caiu em um terreno pedregoso, outra em terreno espinhoso, outra ainda na beira do caminho em um terreno seco e foi pisada pelos homens. Padre Antônio Vieira em um conhecido sermão a respeito desta passagem diz que o semeador é o pregador do evangelho; a semente é a palavra de Deus e os diferentes solos e condições que a semente encontra para germinar são os diferentes corações dos homens.
Se transpusermos a figura do lavrador à figura do educador e professor, não apenas dos outros, mas como professores de nós mesmos, e que esta semente é plantada por nós no nosso próprio intelecto, deveremos examinar se andamos agindo como pedras, vegetais ou animais, tal como na parábola, deixando simplesmente que as coisas aconteçam como aconteceriam normalmente, ou se agimos como seres racionais, olhando onde estão as sementes e evitando pisá-las.
O ser racional, portanto, tem duas opções nesta vereda, ou pisar nas sementes ou desviar no caminho, mas quem desvia no caminho o faz porque sabe que ali há algo que não pode ser pisado e que se o pisar, frustrará o crescimento da semente. Além disso, necessita de muita atenção para notar as sementes no solo, visto que são muito pequenas; precisa manter uma concentração intensa para enxergá-las e desviar delas. E assim acaba sendo a vida de estudos, a autoeducação e a educação de outras pessoas.
A educação, neste sentido, não é para todos. É só para quem quer. Para quem quer desviar das sementes para que não sejam pisoteadas e para que daqui a cinquenta ou cem anos tenhamos uma árvore que alimente muitas pessoas bem como a nós mesmos. A cultura é algo imaterial, passada de uma alma para outra; e este deve ser o desejo de uma pessoa de estudos, de alguém que busca uma verdadeira educação, fazer com que esta cultura viva dentro dela para que as próximas gerações e ela mesma se beneficiem disto futuramente.
Na parábola do semeador, diz-se que saiu aquele que semeia para semear em um campo. Na semeadura, uma parte das sementes caiu em um terreno pedregoso, outra em terreno espinhoso, outra ainda na beira do caminho em um terreno seco e foi pisada pelos homens. Padre Antônio Vieira em um conhecido sermão a respeito desta passagem diz que o semeador é o pregador do evangelho; a semente é a palavra de Deus e os diferentes solos e condições que a semente encontra para germinar são os diferentes corações dos homens.
Se transpusermos a figura do lavrador à figura do educador e professor, não apenas dos outros, mas como professores de nós mesmos, e que esta semente é plantada por nós no nosso próprio intelecto, deveremos examinar se andamos agindo como pedras, vegetais ou animais, tal como na parábola, deixando simplesmente que as coisas aconteçam como aconteceriam normalmente, ou se agimos como seres racionais, olhando onde estão as sementes e evitando pisá-las.
O ser racional, portanto, tem duas opções nesta vereda, ou pisar nas sementes ou desviar no caminho, mas quem desvia no caminho o faz porque sabe que ali há algo que não pode ser pisado e que se o pisar, frustrará o crescimento da semente. Além disso, necessita de muita atenção para notar as sementes no solo, visto que são muito pequenas; precisa manter uma concentração intensa para enxergá-las e desviar delas. E assim acaba sendo a vida de estudos, a autoeducação e a educação de outras pessoas.
A educação, neste sentido, não é para todos. É só para quem quer. Para quem quer desviar das sementes para que não sejam pisoteadas e para que daqui a cinquenta ou cem anos tenhamos uma árvore que alimente muitas pessoas bem como a nós mesmos. A cultura é algo imaterial, passada de uma alma para outra; e este deve ser o desejo de uma pessoa de estudos, de alguém que busca uma verdadeira educação, fazer com que esta cultura viva dentro dela para que as próximas gerações e ela mesma se beneficiem disto futuramente.