"Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem,
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: «Fui eu?»
Deus sabe, porque o escreveu."
~ Fernando Pessoa
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem,
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: «Fui eu?»
Deus sabe, porque o escreveu."
~ Fernando Pessoa
❤1
Eu
"Sou louco e tenho por memória
Uma longínqua e infiel lembrança
De qualquer dita transitória
Que sonhei ter quando criança.
Depois, malograda trajetória
Do meu destino sem esperança,
Perdi, na névoa da noite inglória
O saber e o ousar da aliança.
Só guardo como um anel pobre
Que a todo o herdado só faz rico
Um frio perdido que me cobre
Como um céu dossel de mendigo,
Na curva inútil em que fico
Da estrada certa que não sigo."
~ Fernando pessoa
"Sou louco e tenho por memória
Uma longínqua e infiel lembrança
De qualquer dita transitória
Que sonhei ter quando criança.
Depois, malograda trajetória
Do meu destino sem esperança,
Perdi, na névoa da noite inglória
O saber e o ousar da aliança.
Só guardo como um anel pobre
Que a todo o herdado só faz rico
Um frio perdido que me cobre
Como um céu dossel de mendigo,
Na curva inútil em que fico
Da estrada certa que não sigo."
~ Fernando pessoa
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Forwarded from Padaria Perene | 🍞
«As palavras que Deus pronuncia expressamente para nós, são as que, propriamente falando, nos instruem bem. Não é pelos livros, nem pela investigação curiosa das histórias que nos tornamos sábios na ciência de Deus. Esses meios não produzem, por si mesmos, senão uma ciência vã e confusa, capaz somente de ensoberbecer. O que nos instrui é o que hora a hora, momento a momento, nos vai sucedendo; isso é o que forma em nós a ciência experimental, que Jesus Cristo quis adquirir antes de ensinar. Era de fato a única em que podia crescer, segundo a expressão do Evangelho, pois, como Deus, não há grau algum de ciência especulativa que Ele não possuísse. Mas se esta ciência foi útil ao próprio Verbo Encarnado, a nós é-nós absolutamente necessária para falarmos ao coração das pessoas que Deus manda ao nosso encontro.» (Pe. Jean de Caussade, O abandono à Providência Divina)
Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tende piedade de mim, pecador!
Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tende piedade de mim, pecador!
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É importante ter o conhecimento sobre o estado maleável da mente. - Assim é possível ter uma perspectiva de evolução. - Muitos se identificam com os seus pensamentos, impondo uma limitação contra si mesmos:
"Eu sou ruim", "Eu sou fraco", "Eu sou preguiçoso". Essa identificação ocorre por causa do seu modo de vida, essa impressão existe por conta daquilo que é cultivado todos os dias. Isso também é suscetível de mudanças.
A vida é uma jornada espiritual, uma aventura metafísica e excêntrica nesse era de profunda degenerescência. É preciso travar uma guerra de insurreição contra a própria fraqueza, buscando evoluir e trilhar o nobre caminho da Verdade. Precisamos renunciar ao personagem decaído que outrora nos identificamos para conseguir renascer como o protagonista e herói da nossa própria vida.
-Hexis Aristokratika
"Eu sou ruim", "Eu sou fraco", "Eu sou preguiçoso". Essa identificação ocorre por causa do seu modo de vida, essa impressão existe por conta daquilo que é cultivado todos os dias. Isso também é suscetível de mudanças.
A vida é uma jornada espiritual, uma aventura metafísica e excêntrica nesse era de profunda degenerescência. É preciso travar uma guerra de insurreição contra a própria fraqueza, buscando evoluir e trilhar o nobre caminho da Verdade. Precisamos renunciar ao personagem decaído que outrora nos identificamos para conseguir renascer como o protagonista e herói da nossa própria vida.
-Hexis Aristokratika
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Forwarded from Imagens Católicas
"A Tentação de Santo Antão (c. 1645)
Por David Teniers, o Jovem (Flamengo, 1610 - 1690)
"Eu vi todas as ciladas do Diabo espalhadas sobre a Terra, e eu gemi e disse: 'Quem pode passar por elas?' E ouvi uma Voz que me dizia: 'Humildade'"
Santo Antão, o Grande
Por David Teniers, o Jovem (Flamengo, 1610 - 1690)
"Eu vi todas as ciladas do Diabo espalhadas sobre a Terra, e eu gemi e disse: 'Quem pode passar por elas?' E ouvi uma Voz que me dizia: 'Humildade'"
Santo Antão, o Grande
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"Aquilo de que o homem necessita na vida é amor, amar e ser amado. A felicidade não é possível sem o amor. Amar outra pessoa é querer sua liberdade, acercar-se o máximo possível dela, ou seja, do bem. Essa é a grande meta do amor. Ajudar a outra pessoa a progredir, ajudá-la a exteriorizar tudo, fazê-la contente e feliz com sua existência."
~ Enrique Rojas
~ Enrique Rojas
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"O que é amar alguém? O que significa? Amar outra pessoa é desejar-lhe o melhor, cuidar dela, tratá-la de forma excepcional, dar-lhe o melhor de nós mesmos. O que inicialmente atrai é a aparência física, a beleza, que depois se transforma em beleza psicológica e espiritual. Em geral, podemos afirmar que o amor baseado e concentrado na beleza fisica só pode ter um futuro incerto. Com esse tipo de amor o casal não vai muito longe e por essa razão, no surgimento do amor, o sentimento essencial é 'preciso de você', 'você é meu projeto de vida'. Em termos mais coloquiais, 'você é minha vida', Maurice Blondel define o amor assim: 'L'amour est par excellence ce qui fait etre', 'O amor é antes de tudo o que faz ser'. (...)"
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Forwarded from San’s Anthology🎅🎄 (San)
“Em seu traço mais típico, o homem medieval não era nem o sonhador nem o peregrino. Era um organizador, um decodificador, um construtor de sistemas. Queria ‘um lugar para tudo e tudo no seu lugar’. Distinção, definição e tabulação eram os seus maiores prazeres. Embora cheio de atividades turbulentas, também estava cheio de motivação para formalizá-las. Formalizava-se a guerra (na sua intenção), pela arte da heráldica e pelas regras de cavalaria; a paixão sexual (na sua intenção), por um código de amor elaborado. Uma especulação teológica altamente original e sublime se espremia num padrão dialético rígido, copiado de Aristóteles. Estudos como Direito e Teologia Moral, que demandam a ordenação de particularidades muito diversas, florescem de maneira especial. Todas as formas em que um poeta pode escrever (incluindo aquelas que teria sido melhor evitar) são classificadas na arte retórica. Não havia nada que o povo medieval gostasse mais, ou fizesse melhor, do que selecionar e ordenar as coisas.” (C.S. Lewis, A Imagem Descartada).
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