"Tomai as rédeas vós do Reino vosso:
Dareis matéria a nunca ouvido canto.
Comecem a sentir o peso grosso
(Que pelo mundo todo faça espanto)
De exércitos e feitos singulares,
De África as terras, e do Oriente os mares.
Em vós os olhos tem o Mouro frio,
Em quem vê seu exício afigurado;
Só com vos ver o bárbaro Gentio
Mostra o pescoço ao jugo já inclinado;
Tethys todo o cerúleo senhorio
Tem para vós por dote aparelhado;
Que afeiçoada ao gesto belo e tenro,
Deseja de comprar-vos para genro.
Em vós se vêm da olímpica morada
Dos dois avós as almas cá famosas,
Uma na paz angélica dourada,
Outra pelas batalhas sanguinosas;
Em vós esperam ver-se renovada
Sua memória e obras valerosas;
E lá vos tem lugar, no fim da idade,
No templo da suprema Eternidade."
~ Camões
Dareis matéria a nunca ouvido canto.
Comecem a sentir o peso grosso
(Que pelo mundo todo faça espanto)
De exércitos e feitos singulares,
De África as terras, e do Oriente os mares.
Em vós os olhos tem o Mouro frio,
Em quem vê seu exício afigurado;
Só com vos ver o bárbaro Gentio
Mostra o pescoço ao jugo já inclinado;
Tethys todo o cerúleo senhorio
Tem para vós por dote aparelhado;
Que afeiçoada ao gesto belo e tenro,
Deseja de comprar-vos para genro.
Em vós se vêm da olímpica morada
Dos dois avós as almas cá famosas,
Uma na paz angélica dourada,
Outra pelas batalhas sanguinosas;
Em vós esperam ver-se renovada
Sua memória e obras valerosas;
E lá vos tem lugar, no fim da idade,
No templo da suprema Eternidade."
~ Camões
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Forwarded from Catolicismoposting ❤️🔥 (Will)
«A ação divina, como plenitude que é, ilimitada, não pode apoderar-se duma alma senão enquanto essa alma está vazia de toda a confiança na sua própria ação, porque esta confiança é uma plenitude encoberta que exclui a ação divina.
O obstáculo mais próprio para a deter é o que a alma encontra em si mesma; porque os obstáculos exteriores, esses sabe ela, quando lhe apraz, transformá-los em meios. Tudo lhe é igualmente próprio e tudo lhe é igualmente inútil. Sem ela, tudo é nada, e o nada é tudo por ela. Meditação, contemplação, orações vocais, silêncio interior, atos das potências, sensíveis ou distintos ou menos percebidos, retiro ou ação, sejam em si mesmos o que se quiser; o melhor de tudo isso, para a alma, é o que Deus quer no momento presente; e tudo isso, a alma deve olhar com uma perfeita indiferença, como não sendo absolutamente nada.» (Pe. Jean de Caussade, O abandono à Divina Providência)
O obstáculo mais próprio para a deter é o que a alma encontra em si mesma; porque os obstáculos exteriores, esses sabe ela, quando lhe apraz, transformá-los em meios. Tudo lhe é igualmente próprio e tudo lhe é igualmente inútil. Sem ela, tudo é nada, e o nada é tudo por ela. Meditação, contemplação, orações vocais, silêncio interior, atos das potências, sensíveis ou distintos ou menos percebidos, retiro ou ação, sejam em si mesmos o que se quiser; o melhor de tudo isso, para a alma, é o que Deus quer no momento presente; e tudo isso, a alma deve olhar com uma perfeita indiferença, como não sendo absolutamente nada.» (Pe. Jean de Caussade, O abandono à Divina Providência)
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Forwarded from Filocalia
"Não imaginemos que as virtudes dos homens de Deus sejam inatingíveis."
Cardeal Robert Sarah
Cardeal Robert Sarah
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Forwarded from Padaria Perene | 🍞
Piedade religiosa
Fazer o pão: práticas “secas” e regulares, tradicionalmente estabelecidas, como jejuns, esmolas e oração. A oração é a mais importante, porém todas são importantes. As orações são aquelas prescritas, como o Pai Nosso, a Ave Maria, os Salmos, e aquelas em que se fala livremente. A mentalidade adequada para a piedade é que se acredite no Deus Todo-Poderoso, que criou o Céu e a Terra e nunca os abandonou, estando presente em toda parte, que recompensa os bons e pune os maus, e que não precisa da nossa adoração — mas é melhor para nós adorá-Lo. Os resultados da prática são destruir maus hábitos e, dependendo da pessoa, nenhuma sensação diferente. O objetivo é não ir para o inferno depois da morte, porque, se nada for feito, certamente alguma coisa ruim nos aguarda.
Fazer o vinho: ele é feito pela pureza de intenção. Como é um alimento mais refinado que o pão, ele vem depois. Além disso, o que sustenta, de fato, é o pão. A intenção adiciona qualidade à prática.
O pão e o vinho, frutos do trabalho do homem, são como os dons ofertados na Divina Liturgia, antes de serem consagrados.
Fazer o pão: práticas “secas” e regulares, tradicionalmente estabelecidas, como jejuns, esmolas e oração. A oração é a mais importante, porém todas são importantes. As orações são aquelas prescritas, como o Pai Nosso, a Ave Maria, os Salmos, e aquelas em que se fala livremente. A mentalidade adequada para a piedade é que se acredite no Deus Todo-Poderoso, que criou o Céu e a Terra e nunca os abandonou, estando presente em toda parte, que recompensa os bons e pune os maus, e que não precisa da nossa adoração — mas é melhor para nós adorá-Lo. Os resultados da prática são destruir maus hábitos e, dependendo da pessoa, nenhuma sensação diferente. O objetivo é não ir para o inferno depois da morte, porque, se nada for feito, certamente alguma coisa ruim nos aguarda.
Fazer o vinho: ele é feito pela pureza de intenção. Como é um alimento mais refinado que o pão, ele vem depois. Além disso, o que sustenta, de fato, é o pão. A intenção adiciona qualidade à prática.
O pão e o vinho, frutos do trabalho do homem, são como os dons ofertados na Divina Liturgia, antes de serem consagrados.
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Forwarded from Clube Carvalho (Leandro Santtos)
"A oração é a melhor arma que temos; é a chave do coração de Deus. Você deve falar com Jesus não apenas com seus lábios, mas com o seu coração. De fato, em algumas ocasiões, você deve falar apenas com o seu coração"
— Santo Padre Pio de Pieltrecina
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Forwarded from 𝐎 𝐇𝐨𝐦𝐞𝐦 𝐝𝐨 𝐒𝐮𝐛𝐬𝐨𝐥𝐨
(...) Apenas após ter se livrado de todas as possíveis pretensões, retornando à existência tal como é, o homem pode alcançar a tranquilidade que constitui a base da felicidade humana.
— Johann W. Goethe, “Os sofrimentos do Jovem Werther”
Pintura por Paul Hey.
@Homemdosubsolo
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Forwarded from 𝕆 𝕊𝕒𝕓𝕖𝕣 𝕕𝕠𝕤 𝔸𝕟𝕥𝕚𝕘𝕠𝕤 (dom nicolaus)
LÍNGUA PORTUGUESA
- Olavo Bilac
"Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura;
Ouro nativo, que, na ganga impura,
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceanos largos!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: 'meu filho!'
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!"
- Olavo Bilac
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Forwarded from Filocalia
Santos são poucos, mais devemos viver com os poucos, se nos quisermos salvar com os poucos “, escreve São João Clímaco.
“Quem quer levar vida perfeita, deve levar vida singular “.
“Quem quer levar vida perfeita, deve levar vida singular “.
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Forwarded from 𝕆 𝕊𝕒𝕓𝕖𝕣 𝕕𝕠𝕤 𝔸𝕟𝕥𝕚𝕘𝕠𝕤 (dom nicolaus)
Os polímatas, tipos tão comuns em evos passados, parecem ter se extinguido justamente quando o avanço da tecnologia e a acessibilidade à informação pareciam lhes garantir um terreno favorabiíssimo, isso sem mencionar as estáveis posições sociais necessárias à uma ordenada vida de estudos, e que foram conquistadas pela intelligentsia através da multiplicação das universidades.
Mas o que se deu foi justamente o contrário: a Intelectualidade moderna marcha para uma especialização cada vez mais estreita e pobre, e que não é senão a barbárie, a barbárie do nuevo barbaro, e que não resiste à uma comparação nem com os renascentistas nem com os escolásticos, que dirá com os gregos clássicos.
Talvez os estudiosos desses tempos mais rudes, justamente por não terem ao seu dispor as grandes muralhas da burocracia universitária, nem uma monstruosa gama de registros acessíveis para absorver, podiam antes de tudo concentrar-se em questões concretas, em angústias reais, sem distrair-se com o estudo exaustivo de autores específicos e de campos fragmentários do conhecimento.
Mas o que se deu foi justamente o contrário: a Intelectualidade moderna marcha para uma especialização cada vez mais estreita e pobre, e que não é senão a barbárie, a barbárie do nuevo barbaro, e que não resiste à uma comparação nem com os renascentistas nem com os escolásticos, que dirá com os gregos clássicos.
Talvez os estudiosos desses tempos mais rudes, justamente por não terem ao seu dispor as grandes muralhas da burocracia universitária, nem uma monstruosa gama de registros acessíveis para absorver, podiam antes de tudo concentrar-se em questões concretas, em angústias reais, sem distrair-se com o estudo exaustivo de autores específicos e de campos fragmentários do conhecimento.
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