Forwarded from Scientia per Excellentiam
Por uma graça especial do Espirito Santo, graça das mais secretas, sua vida foi transportada à Trindade Imutável e silenciosa. Pela fé, nas graças de um dos efeitos mais elevados do dom de Sabedoria, a alma já vive de Deus neste mundo, à maneira de Deus, inteiramente arrebatada n'Ele. Ela já não ouve senão a Palavra eterna: a Geração do Verbo e a Procissão do Amor. Todo o universo é como se não existisse mais para ela. Neste ponto, o silêncio é o refúgio supremo da alma diante do mistério de Deus.
— Frei M.M. Philipon (A Doutrina Espiritual da Irmã Elisabeth da Trindade, cap. 2)
Scientia per Excellentiam
🥰4
Forwarded from Padaria Perene | 🍞
«É deveras necessário que os discípulos de um novo Verbo sejam novos como Ele, e que aqueles que se apegam Àquele que é eterno tornem-se tão incorruptíveis quanto Ele. Nossa vida assemelha-se a uma primavera perpétua, porque a verdade que está em nós não conhece as misérias da velhice, e essa verdade, que se espalha através de nossas ações, renova-nos sem cessar. A sabedoria que nos ilumina é como uma árvore sempre verde. Esta sabedoria, longe de ser mutante e variável, é eternamente a mesma.»
— São Clemente de Alexandria, O Pedagogo
— São Clemente de Alexandria, O Pedagogo
❤2
Forwarded from Kross
Se alguma mulher, adornando-se demais, atrair para si os olhos de muitos homens, mesmo que não faça nenhum pecar, esta padecerá o fogo do inferno, porque prepara o veneno e oferece o copo, mesmo quando não encontra ninguém que o beba.
— São João Crisóstomo, In Matthaeum, Homilia XVII, n. 2.
— São João Crisóstomo, In Matthaeum, Homilia XVII, n. 2.
👏1
Forwarded from San’s Anthology🎅🎄 (San)
Por que a estrutura do casamento humano é sempre a mesma? Por isso:
«A mulher é a alma racional (anima), cujo marido — literalmente vir ou ‹homem› (com a conotação de ‹poder ativo›), não maritus ou conjunx — entende-se ser animus, que também é chamado intelecto (intellectus), mente (mens) e muitas vezes até espírito (spiritus). É deste marido que o Apóstolo diz, ‹Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher, e Deus a cabeça de Cristo›. Em outras palavras, a cabeça da anima é o intellectus, e a cabeça do intellectus é Cristo. Esta é a ordem natural da criatura humana. A alma deve ser submissa ao comando do espírito, o espírito ao de Cristo, e portanto todo o ser está submetido através de Cristo a Deus Pai... o Espírito revolve perpetuamente a Deus e é, por isso, bem chamado de marido e guia das outras partes da alma, pois nenhuma criatura está entreposta entre ele e seu criador. A razão, por sua vez, se revolve em torno do conhecimento e das causas das coisas criadas, e o espírito transmite à razão o que quer que receba através da eterna contemplação, e esta, por sua vez, o repassa à memória. A terceira parte da alma é o sentido interior, que é subordinado à razão por esta ser a faculdade superior a ele, e pela razão também é subordinada ao espírito. E, finalmente, abaixo do sentido interior, na ordem natural, está o sentido exterior, pelo qual toda a alma cresce e rege os cinco os sentidos corpóreos e anima todo o corpo. Posto, então, que a razão nada recebe das dádivas do alto senão através de seu marido, o espírito, que domina sobre toda a natureza, a mulher, ou anima, é ordenada a chamar seu marido, ou intellectus, com quem e por quem ela bebe das dádivas espirituais, e sem o qual não pode de maneira alguma participar das dádivas do alto. Por isto Jesus a diz — à mulher Samaritana no poço —, ‹Vai, chama teu marido, e vem›. Não tenha a presunção de vir a mim sem teu marido. Pois, se o intelecto está ausente, não se pode ascender às alturas da teologia, nem participar das dádivas espirituais.» (Duns Escoto)
«A mulher é a alma racional (anima), cujo marido — literalmente vir ou ‹homem› (com a conotação de ‹poder ativo›), não maritus ou conjunx — entende-se ser animus, que também é chamado intelecto (intellectus), mente (mens) e muitas vezes até espírito (spiritus). É deste marido que o Apóstolo diz, ‹Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher, e Deus a cabeça de Cristo›. Em outras palavras, a cabeça da anima é o intellectus, e a cabeça do intellectus é Cristo. Esta é a ordem natural da criatura humana. A alma deve ser submissa ao comando do espírito, o espírito ao de Cristo, e portanto todo o ser está submetido através de Cristo a Deus Pai... o Espírito revolve perpetuamente a Deus e é, por isso, bem chamado de marido e guia das outras partes da alma, pois nenhuma criatura está entreposta entre ele e seu criador. A razão, por sua vez, se revolve em torno do conhecimento e das causas das coisas criadas, e o espírito transmite à razão o que quer que receba através da eterna contemplação, e esta, por sua vez, o repassa à memória. A terceira parte da alma é o sentido interior, que é subordinado à razão por esta ser a faculdade superior a ele, e pela razão também é subordinada ao espírito. E, finalmente, abaixo do sentido interior, na ordem natural, está o sentido exterior, pelo qual toda a alma cresce e rege os cinco os sentidos corpóreos e anima todo o corpo. Posto, então, que a razão nada recebe das dádivas do alto senão através de seu marido, o espírito, que domina sobre toda a natureza, a mulher, ou anima, é ordenada a chamar seu marido, ou intellectus, com quem e por quem ela bebe das dádivas espirituais, e sem o qual não pode de maneira alguma participar das dádivas do alto. Por isto Jesus a diz — à mulher Samaritana no poço —, ‹Vai, chama teu marido, e vem›. Não tenha a presunção de vir a mim sem teu marido. Pois, se o intelecto está ausente, não se pode ascender às alturas da teologia, nem participar das dádivas espirituais.» (Duns Escoto)
❤🔥1
Forwarded from Virtualfilosofia | Psicologia
Não há cura para quem se recusa a abandonar o que o adoece.
👏2
Forwarded from Gottesfreunde ♱ (Villian)
"Se retiram-na [a vida contemplativa] dos monastérios, ela irá de novo aos desertos e às catacumbas, e então ao retiro íntimo dos corações, onde verdadeiramente está o reino de Deus, e onde nenhum profano pode penetrar."
— Pe. J. G. Arintero, O.P. (La Evolución Mística, p. 473.)
— Pe. J. G. Arintero, O.P. (La Evolución Mística, p. 473.)
❤3
Forwarded from San’s Anthology🎅🎄 (San)
"Um dos problemas do mundo moderno é que ele aumenta o valor psicológico do dinheiro tanto quanto diminui seu valor real. Como está todo mundo na merda, vivendo em completa ignorância do que seja uma vida humana normal, a única diferença perceptível para todos é que os ricos podem comprar drogas e bugigangas para se distrair de sua vida de merda. Isso faz do amor à riqueza mais de uma tentação quase irresistível, faz dele um dever moral, quase um imperativo categórico. Já se tornou quase impossível criticar os ricos sem ter que ouvir algum palhaço dizer que "é inveja'" (Luiz Gonzaga de Carvalho, via Facebook).
👏1