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Propagar os ideias da verdadeira direita dissidente.

Evolianismo e Tradicionalismo.
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A história de "Revolta Contra o Mundo Moderno", o livro cult de Julius Evola.

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«O influente pensador Conde Keyserling, autor de Das Reisetagebuch eines Philosophen (O Diário de Viagem de um Filósofo, 1919), esperava que Revolta fosse um sucesso porque "a glorificação de Evola do mundo sagrado do homem solar..." e sua afirmação de que somente o renascimento deste mundo pode salvar a humanidade da extinção, representam o melhor, aliás, o único ponto de partida possível para a tendência pagã dos nacional-socialistas de espiritualizar sua visão de mundo."

Mas isso nunca aconteceu. A leitura de * Revolta Contra o Mundo Moderno* permaneceu um assunto muito privado, mesmo dentro do Reich, embora os autores de *A Manhã dos Mágicos* tenham caracterizado retrospectivamente o regime com o acrônimo "Guénon + divisões Panzer". Deve-se também enfatizar que 1935 ainda pertencia ao "período de transição" pós-revolucionário. À medida que o regime começava a orientar (Gleichschaltung) sua política cultural, visando atrair ou rejeitar todas as forças centrífugas, não havia espaço no leito do rio do pensamento nacional-socialista para os pilares da Tradição, despojados de suas camadas históricas por Evola. Assim, as edições posteriores do texto da conferência romana de Evola, *A Doutrina Ariana da Luta e da Vitória*, em Viena (1941), e a tradução do * Grundriß der Faschistischen Rassenlehre* (Berlim, 1943) são, mais uma vez, apenas o resultado de uma iniciativa individual ou a manifestação de um intercâmbio cultural com a Itália.

De fato, no ambiente difuso desses primeiros anos, Evola se aproximou, não apenas por sua posição, mas também por sua pessoa, de vários outros "párias" posteriores (voluntários e involuntários), como, além de Benn, Edgar Julius Jung, autor do ferozmente antidemocrático Die Herrschaft der Minderwertigen (1930), que visava à desintegração do mundo político dos homens sem valor e sua substituição por um "novo Reich", e que foi fuzilado durante a Noite das Facas Longas; Raphael Spann, filho de Othmar Spann, o teórico do "verdadeiro Estado" (Der wahre Staat), cuja doutrina é descrita por Alfred Rosenberg em Mythos como "nova escolástica"; Walter Heinrich, um dos principais discípulos de Spann e organizador da "Kameradschaftbund" dos Sudetos, desumanizado pelos apoiadores de Henlein: "eles gostariam de governar o povo nacional da mesa verde como os maçons"; Karl Anton Rohan, fundador da influente Europäische Revue, posteriormente vilipendiado por Goebbels; e Heinrich von Gleichen, figura proeminente do Deutschen Herrenklub, com quem o visionário do "Terceiro Reich", Arthur Moeller van den Bruck, manteve estreita relação inicial. Ou seja, exclusivamente com as personalidades classificadas por Armin Mohler na nebulosa da "revolução conservadora" (Die Konservative Revolution in Deutschland 1918-1932, primeira edição de 1950), com pessoas que personificavam precisamente essas forças centrífugas (de direita), alternativas, que desejavam e pretendiam desviar a dinâmica da Nova Alemanha para um lado ou para o outro. No entanto, como Giorgio Locchi afirma corretamente, "Se eliminássemos Hitler e o nacional-socialismo, o campo da revolução conservadora, tal como nos é apresentado por Armin Mohler, certamente teria asas, mas faltaria um centro... (ver A Essência do Fascismo, 2ª edição, p. 56).»

📎 Karel Veliký, A história de "Revolta Contra o Mundo Moderno", o livro cult de Julius Evola. 📎

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A história de "Revolta Contra o Mundo Moderno", o livro cult de Julius Evola.

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«O leitor mais influente e atento de Erhebung wider die moderne Welt [Revolta Contra o Mundo Moderno] foi, sem dúvida, Heinrich Himmler, cujos fundos privados permitiram ao autor continuar a operar ocasionalmente dentro do Reich, numa esfera estritamente definida e rigidamente controlada. Mais reveladores do que a própria biografia de Evola (na qual ele menciona, entre outros, outros "revolucionários conservadores" como Hans Blüher, Ernst von Salomon e Ernst Jünger) e suas Notas sobre o Terceiro Reich são os documentos sobreviventes reimpressos por Hans Werner Neulen e Nicola Cospito em Julius Evola nei documenti segreti del Terzo Reich (1986; sobre este ponto, veja pelo menos E. Gugenberger, Hitler's Visionaries , Gateway 2002). Diz-se que o barão não hesitava em discutir seu conhecimento, adquirido não apenas por meio de estudos, mas também pelo método da intuição (in-tu-eri), com o Reichsführer da SS. O fato de Himmler ter lhe confiado a redação de seu artigo, que Evola publicou no suplemento cultural ("Diorama") do jornal Il Regime fascista em 15 de junho de 1939, talvez ateste o respeito deste último por aquele. Ou talvez reflita uma época em que o inconformista Hermann Wirth já havia sido há muito tempo substituído na presidência da Ahnenerbe por Walter Wüst, reitor da faculdade de filosofia de Munique. A relutância com que a "visão polar" de Wirth (ver Der Aufgang der Menschheit, 1928), embora projetada no contexto de vários "fatos comprováveis" parciais, foi tratada por pesquisadores mais acadêmicos, já havia sido observada por Evola, ele próprio um inconformista, como convidado do segundo Encontro Nórdico, organizado por L. Roselli em Bremen, em 1934. De fato, entre os convidados italianos, a resposta mais calorosa, para grande desgosto de Evola, foi dada a Giulio Cogni, que estabeleceu uma ligação entre o atualismo de Gentile, elevado ao status de filosofia fascista oficial, e a doutrina racial científica popular de Günther, com a qual os cadetes do Partido Nazista cresceram na década de 1920...

Julius Evola permaneceu desconhecido na Checoslováquia e no Protetorado da Boêmia e Morávia. A primeira e, por muito tempo, a última menção a ele encontra-se no livro Fascismo . Na página 346, apenas um trecho do artigo de Evola para a revista Critica Fascista de Bottai , de outubro de 1926, é citado em conexão com o "fascismo aristocrático" ou "superfascismo" .

Quanto à recepção do livro no pós-guerra, voltarei a falar sobre isso "em outra ocasião"...»


📎 Karel Veliký, A história de "Revolta Contra o Mundo Moderno", o livro cult de Julius Evola. 📎

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[🇵🇹 DIVISÃO LUSÓFONA 🇧🇷]

O que nós enfrentamos no Brasil não é uma crise política que pode ser resolvida com uma eleição ou com a iniciativa política. Nós temos que recivilizar o Brasil. NÓS TEMOS QUE REFUNDAR A CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA.

~ Olavo de Carvalho
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O Herói e o Império, por Valdemar Abrantes

Parte 1

«Tradição Imperial guerreira é a forma assumida pela essência do espírito kshatrya.

O Imperium é sua forma macrocósmica e o Herói é sua forma microcósmica.

A visão de mundo metafísica, a aristocracia, o princípio sagrado da Honra e a exaltação da guerra como atitude do Espírito, são todos elementos próprios do germe imperial que nasce em uma elite. Germe este que se concreta no real ideal de Imperium quando ascende o enviado divino, aquele que será o centro de orientação de todo um povo e paradigma de valor, entrega e sacrifício: o líder, o rei, o imperador. Este é reconhecido pela comunidade não através de seus meros dotes administrativos ou organizacionais, ou seja, por nenhuma percepção de ordem racional; o rei ou líder só pode ser reconhecido como tal através de estratos suprarracionais do ser, precisamente através da esfera transcendente do sangue espiritual.

Um Imperium surge, em seus primórdios, de uma emanação espiritual provinda de um plano transcendente regido por Deuses solares que, através de uma mística, leva alguns poucos homens a perceberem a realidade de forma diferenciada. Este é o princípio das duas naturezas, o mundo transcendente do ser atuando sobre o mundo materializado do devir. Como imagem dessa lei sagrada vemos o governante divino Khrisna clamando ao herói Arjuna no Bhagavad-Gita: “Exceto tu, não ficará um só dos soldados que constituem os dois exércitos ... levanta-te e busca a glória, triunfa sobre teus inimigos e adquire um grande império”.

Essa força mística transmuta-se em pura vontade quando atinge os homens de espíritos superiores. Forma-se assim uma elite, cuja visão de mundo própria, aristocrática, inspirada na pura transcendência vertical, em direção às alturas, vai organizando a realidade em base dos significados superiores de todos os processos, de todos os entes e de todos os fenômenos; cria-se, enfim, um significado total de vida superior, onde o transcendente vai incorporando o imanente, no sentido de que o superior, desde uma instância olímpica e solar, vai moldando e iluminando a esfera contingente do inferior, daquilo que é reflexo e aparência do meramente humano. A esfera do sagrado forma-se, assim, pela vontade daqueles que sabem, e não pela devoção daqueles que tem fé. Quando os destinos se fixam a este ideal de vida superior surge então a marca do épico, do grandioso, do olímpico, e o sentido de uma existência pautada pelas necessidades físicas, pelos prazeres e recompensas, é substituído pela emergência do ideal heróico de vitórias e glórias. A ação supera então a contemplação e o Imperium se concreta como criação gloriosa do espírito e da tradição kshatrya. Este é o momento das conquistas, da luta metafísica contra as forças do caos e contra as raças que carregam a marca da Kali Yuga.»

- 📎 O Herói e o Império, por Valdemar Abrantes 📎

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O Herói e o Império, por Valdemar Abrantes

Aristocracia, Castas e Hereditariedade

Parte 2

«Essa visão de mundo aristocrática, tornada real e viva pela vontade superior dos poucos homens, vai se espalhando paulatinamente pelos estratos humanos que formam uma comunidade. Toma então preeminência, em cada ser, aquele significado interior que mais se liga ao imutável, àquilo que um homem é por toda sua existência: sua natureza própria. Surgem, assim, as castas. Estas marcam o princípio da diferença como valor social de ordenação das individualidades. Desde o plano transcendente emerge, então, através das castas, como uma calma energia, o amor pela organização, pela disciplina e o repúdio à mescla e a tudo que seja indiferenciado como sinônimo de promiscuidade. Todos os homens são postos em seus devidos lugares dentro do organismo imperial, todos só fazem aquilo que já nasceram sabendo fazer, na forma de uma intuição luminosa, segundo as limitações de suas castas. A sociedade imperial estrutura-se então como um organismo duro semelhante uma rocha, mas ao mesmo tempo leve como uma pena, e é, assim, sustentado de forma vitoriosa pelo princípio da ação mantido pela casta superior da nobreza régia e guerreira, que atua semelhante a um pai o qual é o responsável último por sua família. O mesmo organismo é ainda protegido e cuidado pelo conhecimento universal orientador contido na casta lunar dos líderes espirituais e sacerdotes, que atuam semelhante a uma mãe que cuida de seus filhos. A terceira casta, dos mercadores e profissionais, cuida, por sua vez, do funcionamento das necessidades materiais básicas do organismo social; e, por fim, a quarta casta, dos servos, subsiste como o pólo contingente a ser constantemente moldado, cuja virtude máxima dentro do organismo social é a obediência. Como projeção coletiva humana provinda do plano transcendente o organismo imperial necessita de mínimos meios coercivos para seu funcionamento e sua duração.

O Imperium, como fruto da espiritualidade solar, contida de forma mais pura na casta da nobreza guerreira, é ainda sacralizado e sua lei tornada pétrea através da ascensão da Honra como elemento de ligação dos homens com os deuses, dos homens entre si e entre suas respectivas castas. A Honra é o cimento do Imperium. É através dela que surge a exaltação da fidelidade, da lealdade e do valor, que por sua vez formam a base da Ética heróica. A Honra é, portanto, o núcleo ético do homem da tradição. É o supravalor espiritual e antimaterial por excelência. É uma verdadeira força ontológica que dentro do Imperium é capaz de parar a roda de decadência da Kali Yuga, uma vez que qualquer ato de honra tem a propriedade transcendente de quebrar a racionalidade contida nessa idade de trevas.

A lei transcendente do espírito determina o rebaixamento do fluir temporal e de tudo que é expressão deste devir a um plano secundário que necessita ser constantemente superado pela expressão daquilo que é duradouro, estável e imutável. Derivado disso surge o valor incorruptível da Ancestralidade, como significado daquilo que é permanente e por isso é marcadamente presente em todas as gerações, desde as origens. A exaltação da ancestralidade é baseada num aspecto particular da tradição que é precisamente a tradição de sangue. Esta é baseada no reconhecimento direto por parte de cada família, de cada estirpe ou de cada povo, das glórias e conquistas construídas sobre o sangue dos ancestrais. Uma doutrina de tal tipo invariavelmente é propagada em linguagem épica onde os antepassados atingem o nível do verdadeiramente divino. Como a ancestralidade possui uma essência específica de cada família, estirpe ou povo, ou seja, como cada um possui seus próprios ancestrais, ela atua, no organismo imperial, como um elemento oposto a qualquer sentido de universalismo ou de nivelamento.»


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O Herói e o Império, por Valdemar Abrantes

O culto aos ancestrais, a Virilidade e a Nobreza

Parte 3

«Na Roma Imperial era tradição familiar o culto aos ancestrais em datas determinadas ou em funerais de algum membro, onde o rito mandava que fossem proferidos discursos em honra dos mesmos. Também se guardavam máscaras feitas de gesso do rosto dos antepassados que eram postas em evidência em determinadas datas ou cerimônias públicas.

Nota-se através da exaltação da ancestralidade que o Imperium possui um sentido histórico eminentemente contrário ao tempo linear, estando alinhado com o passado e hostil a tudo que seja promessa futura. O Imperium parece possuir um tempo próprio, um tempo compreensivo-simbólico, não extensivo-linear, que reflete não o fluir e o mero envelhecer dos entes e dos homens, como sobreposição de fatos históricos cuja valorização e preeminência são determinadas por critérios culturais, mas sim um sentido que é emanado diretamente do transcendente sendo marcado pelo direcionamento à eternidade e sincronizado com os símbolos eternos reconhecidos por todos. Por isso, estando o símbolo sagrado do progresso e da felicidade futura destruídos, qualquer avanço tecnológico-material ou antropológico que venha se dar dentro do ambiente imperial, terá por função exatamente a estabilidade e a permanência das leis que regem o império, ou seja, qualquer dita “evolução” neste sentido vem desde o alto.

Todo valor e toda expressão do plano transcendente só se sustentam de forma luminosa e ativa mediante uma natureza viril. Virilidade espiritual é uma marca, portanto, de toda elite e nobreza guerreira. Este tipo de atitude viril é uma síntese entre a força física e a coragem, como expressões diretas da vitalidade da estirpe, e a transcendência vertical; síntese essa que forjou um tipo humano superior, digno de ser eternamente relembrado. São exemplos desse tipo os patrícios e legionários romanos, hoplitas gregos e espartanos, a cavalaria medieval, dentre outros.

Todos esses exércitos verdadeiramente divinos constituíram-se como a força vital dos respectivos impérios que representavam, e tiveram como unidade formadora aquele homem que em si possui a marca transcendente do heroísmo.

O Herói é, portanto, o microcosmo da tradição kshatrya.

O Herói é um tipo de homem que além das três esferas constitutivas do ser – a esfera física corporal, a esfera psíquica, anímica, sede dos desejos e dos medos, sustentada por aquilo que se entende por alma, e a esfera propriamente espiritual, construída pelo Espírito, aquilo que o homem tem de mais semelhante à divindade – é marcado pela presença de uma quarta esfera, a esfera da Magia.»


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O Herói e o Império, por Valdemar Abrantes

A força mágica do Herói: os pólos de sua estrutura transcendente

Parte 4

«Tal dimensão mágica no Herói fez com que ele fosse admitido nas civilizações tradicionais como um intermediário entre os homens e os Deuses. É através desta esfera que o Espírito pode romper os laços anímicos e físicos que o ligam àquilo que é simplesmente humano, atingindo as alturas olímpicas mais distantes, chegando à mors triunphalis. Essa esfera mágica é uma estância essencialmente bélica, por isso o herói é um guerreiro nato, que, independente da forma cultural que assuma, governante, pensador ou criador, por exemplo, sempre sua conduta ou suas criações resultarão em armas, sejam de defesa ou de ataque. Sejam obras literárias, sejam criações de arte, provindas elas da magia heróica, terão sempre uma forma transcendente que se equivale extraordinariamente a um escudo, para defesa do Imperium, ou a uma lâmina ou arco, para ataque sobre os agentes da matéria e do caos. Esta propriedade divina do Herói só pode ser captada por uma máxima transcendência vertical, mais além de qualquer explicação metafísica ou teoria filosófica.

Esta esfera mágica possui ainda, digamos, dois pólos. O primeiro é o pólo que de onde se expressa a Honra Heróica. É através deste pólo que a tradição guerreira caracteriza-se por uma postura masculina e viril diante dos Deuses. E por falta ou pouco desenvolvimento dela é que a tradição lunar sacerdotal põe-se de forma feminina e devocional frente ao plano do divino. O outro pólo mágico é constituído de pura Vontade, e é justamente através deste pólo que a dimensão espiritual dos Deuses e Heróis mortos em combate faz-se poder, potência e ato real, e o Sagrado torna-se vivo entre os homens.

A Vontade mágica, inquebrável e invencível, é, então, o eixo de conexão entre dois mundos: o mundo macrocósmico do transcendente, o qual forma o Imperium, e o cosmos interior do homem heróico.

Por falta desta esfera mágica, ou por materialização e anquilosamento da mesma, é que a espiritualidade sacerdotal nunca constrói impérios. E sem a solaridade de um organismo imperial que se sustente a si mesmo frente às contingências do mundo material e humano, e frente a inimigos diversos, só resta ao espírito lunar aceitar a dependência sem almejar qualquer superioridade em qualquer aspecto que seja. O Cristianismo, exemplo do espírito devocional do Oriente, deve sua existência aos organismos imperiais romano e gibelino nos quais se amparou para subsistir nos povos do Ocidente [não é completamente factual está afirmação]. Portanto, o puro sacerdote, o fiel, o religioso, o intelectual, devem venerar por toda comunidade o heroísmo régio aristocrático como o verdadeiro agente paterno de proteção e sustentação de todo organismo.»

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A supremacia da casta Guerreira, e o ponto fraco do Herói

Parte 5

«Toda vez que a casta sacerdotal deseja tomar preeminência em alguma tradição originalmente guerreira e imperial, ela assume o papel do vírus da antitradição, e, propagando um universalismo próprio, destrói o sentido vertical que tinha a contemplação quando sustentada pelo heroísmo do ambiente imperial. O sacerdote, ou sua forma mais cultural assumida pelo intelectual, transformam-se então em agentes de desagregação, dissolvendo o elo de ligação do plano transcendente do divino com mundo dos homens, que atuava como elemento primordial e justificativo de todos os processos. Rompe-se a ligação do corpo com o espírito, confunde-se o concreto com o abstrato, esquece-se a substância por trás do real, o sagrado vai, então, recolhendo-se para um lugar em separado, um subterrâneo anímico, passando a ser acessível somente através de estados psíquicos do ser, sejam eles de culto devocional, sentimentalistas ou mesmo de euforia tribal; em todos esses estados o sentido espiritual vai decaindo ao longo do tempo. Esta separação horizontal vai de encontro a estrutura vertical e hierárquica do mundo da Tradição, originando, então, um certo sentido de nivelamento; assim, desde instâncias meramente psicológicas, lunares, sem o crivo do Espírito, da Vontade e da Honra, este nivelamento transforma-se em força ativa, e posteriormente resultará em igualitarismo, democracia e direitos humanos. O mesmo processo é passível de ocorrer quando na terceira casta emerge o mesmo desejo de domínio, surge, então, através dela, o materialismo capitalista, a subversão, a visão de mundo mecânica, o amor pelo luxo e pela usura. O mesmo, ainda, pode ser dito quando os servos desejam preeminência, nascendo então o caos espiritual, o rebaixamento intelectual, a brutalidade, a promiscuidade e a perversão. Este é o próprio sentido da decadência da Kali Yuga.

O homem heróico é caracterizado ainda, na esfera física do corpo, por uma vitalidade e uma força física calma, uma resistência a condições intempéries fora do comum e um vigor supra-humano. No âmbito psíquico, na esfera lunar da alma, contida em cada homem, o herói é marcadamente intenso e verdadeiro em todos os seus desejos, mas estes são fixados num limiar superior pelo ethos heróico que, como foi dito, é reflexo direto da Honra como medida de todos os atos. Fidelidade e lealdade substituem qualquer sentido de sentimentalismo anímico. Camaradagem cavalheiresca substitui qualquer mera amizade ou utilitarismo na relação entre os homens. A mulher, para o espírito heróico, é a Dama. Aquela que possui em si o mistério máximo do amor, único ponto-fraco do Herói. É aquela que lhe mostra a saída do labirinto dos rigores do mundo humano. É a inspiração inicial do superar-se a si mesmo.

Como visto, o Herói é um microcosmo ascendente, como uma flecha apontada para o alto, semelhante e análogo ao seu reflexo macrocósmico imperial

~Valdemar Abrantes

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Jonathan Bowden sobre Cristianismo e Paganismo

Tradução da fala de Jhonatan Bowden:
"O Cristianismo influenciou nossa cultura por 2.000 anos; ele forneceu a superestrutura ética e estética através da qual a maioria dos ocidentais pensa. No entanto, a realidade é pagã, o homem é pagão, a natureza é pagã.

Os pagãos [modernos] reagiram contra o Cristianismo — que é, no fundo, uma religião 'de esquerda', de humanismo, amor e tolerância — de uma forma agressiva, esquerdista e alternativa [tal fala não representa minha opinião pessoal, nem a visão do canal]. Os pagãos contemporâneos acreditam que os cristãos são conservadores, que são 'caretas', que defendem os valores do jornal Daily Mail e da família tradicional. Eles se rebelam contra isso em todos os aspectos.

Por outro lado, os cristãos pensam nos pagãos como esquerdistas alternativos e confusos que querem destruir tudo. Na verdade, o paganismo é pré-cristão, é bárbaro, é orientado pela lei natural, é moralmente fascista.

No entanto, os pagãos gritariam e sairiam correndo da sala diante dessa ideia. E o Cristianismo é uma religião de tolerância, amor e paz. Então, eles estão invertidos. Eles estão completamente invertidos. E nessa falsa simetria, ou assimetria, eles indicam tudo o que aconteceu.

Isso faz parte da tragédia geral: muitos cristãos que ainda restam são residualmente patrióticos e bastante de direita, enquanto muitos pagãos são leitores do The Guardian [perfil progressista]. Os dois estão do lado errado. A razão pela qual o Cristianismo teve uma influência tão inacreditável em nossa cultura — a ponto de eu não ser anti-cristão no sentido de renegá-lo culturalmente, porque se você fizer isso, corta 70% do que o Ocidente alcançou — é que isso não pode e não deve ser tentado, na minha visão.

A mudança é ética. No fundo, todo mundo é pagão: se alguém te empurra, você empurra de volta."
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Forwarded from Cabo Das Tormentas
O Cabo das Tormentas deseja a todos os simpatizantes, colaboradores e amigos um Feliz Natal do Senhor!
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Cristo nasceu.
Feliz natal a todos.

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Few suspect that the holidays of today, even in an age of skyscrapers, radio, and the great movements of the masses, continue a very remote tradition, one that leads us back to times when, almost at the dawn of humanity, the ascending movement of the first Aryan civilization began. A tradition in which what is expressed is not so much a particular belief, but rather the great voice of those men themselves.
One must first recall a fact that is unknown to most, namely that at its origins the date of Christmas coincided with that of the beginning of the new year. This date was not chosen arbitrarily, but was connected to a precise cosmic event: the winter solstice. In Rome as well, December 25 was celebrated as the birth of the Sun, the unconquered god, Natalis Solis Invicti … This solar birth of Rome in the imperial age, in turn, referred back to a still more remote tradition of Nordic-Aryan origin.

Julius Evola, “Roma e il natale solare nella tradizione nordico-aria,” La Difesa della Razza, December 20, 1940.
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O Labirinto de Dugin: kasha v golove 🇷🇺

Dugin consegue escrever um livro em uma noite”, disse-me Marat Guelman, ex-consultor político do governo de Boris Yeltsin e antigo conhecido de Dugin. “Ele é um poço de palavras.” Algumas dessas palavras são bastante sensatas. Em “Templários do Proletariado”, de 1997, Dugin observa que “a ideia nacional russa” é “paradoxal” e que “um trabalho colossal da alma é necessário para compreendê-la”. Mas, justamente quando se pensa que ele está abordando algo sério, ele diz algo ridiculamente fútil. Em seu livro de 2012, “Putin vs. Putin”, ele apresenta páginas de argumentos admissíveis sobre a falta de visão de Putin para o futuro da Rússia, apenas para anunciar, com um tom de clímax portentoso, que Putin assumiu o cargo em uma data prevista por Nostradamus. Uma crítica ao líder soviético Mikhail Gorbachev, que disseca lucidamente as contradições da perestroika, é minada por reflexões sobre as implicações ocultas da “marca característica” na testa do ex-premiê. Os críticos russos de Dugin gostam de dizer que ele tem “kasha v golove” — mingau na cabeça. Alexander Verkhovsky, um estudioso do extremismo russo, disse-me secamente: “Seus livros são muito impressionantes, especialmente se, ao lê-los, você não estiver pensando muito”.

-The Imperialist Philosopher Who the Ukraine War

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A Geopolítica do Sangue: O Pensamento de Dugin sobre a Ucrânia.

Em abril passado, Dugin foi entrevistado por Tucker Carlson durante a visita do comentarista à Rússia. A expressão de ceticismo amigável que Carlson demonstrara em uma entrevista anterior com Putin transformou-se em uma carranca perplexa quando Dugin lhe disse que o triunfo do liberalismo ocidental, que promove o “individualismo” e rejeita todos os tipos de “identidades coletivas”, havia levado a humanidade à “estação terminal histórica”, onde todos os laços com o passado — religião, família, Estado-nação — foram cortados e a “identidade humana” foi “abandonada”. Seu ativismo antiocidental é tão intenso que os Estados Unidos e a União Europeia impuseram sanções contra ele.

Mais dramaticamente, os procuradores ucranianos acusaram Dugin de genocídio, embora ele aparentemente não tenha desempenhado nenhum papel material na guerra. Seu crime é retórico: ele argumenta que a destruição da Ucrânia é essencial para a continuidade da existência da Rússia. Em seu livro de 1997, “Fundamentos da Geopolítica: O Futuro Geopolítico da Rússia”, que o tornou famoso em seu país natal, ele escreve: “A existência da Ucrânia dentro de suas fronteiras atuais e com seu status atual de 'Estado soberano' equivale a desferir um golpe monstruoso na segurança geopolítica da Rússia”. Embora outros intelectuais russos tenham defendido a incorporação da Ucrânia à Federação Russa, nenhum o fez por tanto tempo, ou com um tom tão assassino, quanto Dugin. “A Rússia pode ser grande ou não ser nada”, escreve ele em seu livro de 2014, “Ucrânia: Minha Guerra”, acrescentando: “É claro que, pela grandeza, as pessoas sempre, em todos os séculos, pagam um preço muito alto, às vezes derramando mares de sangue”.


-The Imperialist Philosopher Who Demanded the Ukraine War, By James Verini, March 1, 2025

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O Id Imperial: As Raízes Ideológicas e Messiânicas da Invasão Russa 🇷🇺

A decisão de Putin, em 2022, de tentar conquistar toda a Ucrânia não pode ser explicada por extrapolações a partir de invasões anteriores. Tratava-se menos de uma manobra de um mestre da Realpolitik do que de uma aposta temerária de um ideólogo, e o impulso de invadir pertence a uma antiga tradição do pensamento político russo — um imperialismo messiânico que não tem origem na União Soviética (que o ex-agente da KGB Putin foi acusado, imprecisamente, de querer reviver), mas sim na Rússia czarista.

Hoje, Putin fala como um fanático da era Romanov. Este outrora lacônico burocrata parece ter sucumbido à noção, como Dostoiévski colocou em "Os Irmãos Karamázov", de que "todos os verdadeiros russos são filósofos". Putin até passou a citar Dostoiévski; não muito tempo atrás, a ideia de que ele sequer tivesse lido Dostoiévski seria risível. Putin discorre sobre a "identidade civilizacional" que fundamenta as reivindicações da Rússia à dominância cultural e sobre o "espaço histórico e espiritual" da Grande Rússia, que, naturalmente, inclui toda a Ucrânia. "O mundo entrou em um período de transformação fundamental e revolucionária", declarou ele em um discurso meses depois da tentativa de derrubar Kiev. A Rússia, disse ele, estava defendendo não apenas seus interesses nacionais, mas também os oprimidos do mundo contra as "elites ocidentais" que os exploravam. Seu país havia feito "uma gloriosa escolha espiritual".

O discurso poderia ter sido escrito por Dugin. Em “Fundamentos da Geopolítica”, ele escreve: “O povo russo certamente pertence aos povos messiânicos e, como qualquer povo messiânico, possui um significado universal e pan-humano”. Putin passou a soar como Dugin a tal ponto que Dugin foi chamado de Rasputin de Putin e filósofo de Putin. “O Cérebro de Putin” foi a manchete de um perfil de Dugin na revista Foreign Affairs ; “Por Dentro do 'Cérebro de Putin'” é o título de um livro recente. Tudo isso exagera a importância da ideia. Apesar do telegrama de condolências de Putin a Dugin, há poucos indícios de que os dois homens tenham uma relação pessoal. Mas as guerras não surgem de relações pessoais. Elas surgem de ideias — da acumulação e corrupção de ideias ao longo do tempo. A assimilação do pensamento de Dugin por Putin provavelmente é indireta, talvez até inconsciente. Seria mais apropriado chamar Dugin de o id imperial do presidente russo. Quando perguntei ao historiador Andrei Tsygankov, autor de “Rússia e o Ocidente de Alexandre a Putin”, sobre a ligação entre os dois, ele disse: “Putin usa Dugin da mesma forma que os czares usavam os eslavófilos” — para “mobilizar a população para a sua causa”.


-The Imperialist Philosopher Who Demanded the Ukraine War

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«Dugin, que afirmou que “toda a história russa é uma discussão dialética com o Ocidente e contra a cultura ocidental”.»


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O Perfil de Dugin

«Dessa subcultura espiritualista emergiu o jovem Dugin, de forma inesquecível, segundo todos os relatos. Alto, imponente e de aparência formal, ele parecia "um representante de uma raça superior", disse um de seus amigos. Era um paradoxo ambulante: à maneira aristocrática russa, usava calças de montaria e pronunciava o "R" de forma vibrante; ao mesmo tempo, adotava o estilo de um camponês medieval, com direito a corte de cabelo "tigela". O escritor e poeta Eduard Limonov recorda em sua autobiografia "Minha Biografia Política" que Dugin era um "jovem rechonchudo, atrevido, barrigudo, com busto avantajado e barba", e "repleto de emoções exageradas".»
-The Imperialist Philosopher Who Damanded The Ukraine War

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Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas a espada.

— Matheus 10:34.    
O destino frequentemente salva o guerreiro não fadado, se sua coragem for suficiente.

— ⌖ Beowulf.
A guerra é o pai de todas as coisas.

— ༆ Heráclito.
É doce e honroso morrer pela pátria.

— ┣ Horácio.
A verdade corta como uma espada afiada.

— 𖥞 Buda.
O novo homem . . . deve ser ao mesmo tempo místico e guerreiro.

— ꄐ Moeller van den Bruck.
A fé que não luta é uma traição.

— ♆ Dmytro Dontsov.
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