𝐎 𝐇𝐨𝐦𝐞𝐦 𝐝𝐨 𝐒𝐮𝐛𝐬𝐨𝐥𝐨 – Telegram
𝐎 𝐇𝐨𝐦𝐞𝐦 𝐝𝐨 𝐒𝐮𝐛𝐬𝐨𝐥𝐨
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Devaneios envoltos em arte, literatura, filosofia e metafísica.
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(...) está bem explícita no hermetismo a assimilação ao estado de corporeidade, correspondente às «formas puras» aristotélicas e aos «anjos» da teologia católica; está bem explícita, visto que, para o hermetismo, «o homem esclarecido não será menos do que os espíritos celestes, será em tudo e por tudo semelhante a eles», num «corpo inalterável e incorruptível». «Uma Alma nova glorificada unir-se-á ao corpo imortal e incorruptível; e assim se constituirá um novo céu.» E com um simbolismo muito semelhante ao das tradições gnóstico-mistéricas, fala-se da «veste de púrpura tíria», «cintilante e flamejante, incapaz de mudanças e alterações, sobre a qual nem mesmo o céu ou o zodíaco têm poder, aquela cujo esplendor radiante e deslumbrante parece comunicar ao homem algo de super-celestial, fazendo com que o homem, quando contempla e conhece tal esplendor, pasme, estremeça e frema ao mesmo tempo.»


Julius Evola em "A Tradição Hermética"


@Homemdosubsolo
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(...) A posição do poeta na Índia antiga e na Irlanda medieval forneceu aos estudiosos muito mais material para comparação. Em ambos os países, a poesia era uma profissão hereditária que se exercia em certas famílias, a arte passava de pai para filho, como nas seis famílias de Rishis responsáveis pelos livros 2-7 do Rigveda. O poeta tinha que adquirir todos os aspectos técnicos da arte e dominar um vasto conjunto de temas tradicionais. Isto significava um longo período de formação rigorosa. César diz que o programa de estudos dos druidas podia ocupar até vinte anos. O fili, segundo os primeiros textos irlandeses, treinava durante sete anos, atingindo graus sucessivos. Ele tinha que aprender de cor um grande número de narrativas e genealogias, para além de outros saberes. Para a educação do brâmane, as Leis de Manu especificam trinta e seis anos.


M. L. West em "Indo-European Poetry and Myth


@Homemdosubsolo
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As coisas do mundo invisível me atraem mais do que as coisas do mundo prático.


Ibn Arabi


@Homemdosubsolo
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Forwarded from Khnopff's Shrine
L'Encens, 1898
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«Para Schuon, o mundo moderno constitui uma civilização meio vaicha, meio shudra, o que explica seu desprezo pela contemplação, seu caráter mercantil e sua preocupação obsessiva com a economia e o "bem-estar", este concebido em modo puramente materialista, sem levar em conta qualquer aspiração espiritual.»
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As asas perdem-se no vento,
Os sons da lira no ruído,
No fogo as faíscas,
Todos os nossos sonhos na noite.

O mundo é uma ratoeira
Onde o prazer leva ao remorso,
Onde o amor leva ao pó,
Onde a ação leva à morte.

E o tempo continua, um enorme círculo,
à volta de um eixo imóvel.
E nada muda a não ser a forma.
E nada permanece a não ser Deus.

- Armand Renaud, Celui qui est


@Homemdosubsolo
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Na Teogonia o reino do ser é o não-esquecimento, a aparição (alethéa); toda negação de ser vem da manifestação da Noite e seus filhos, entre eles o Esquecimento (léthe, lesmosyne). A linguagem, - que é concebida e experimentada por Hesíodo como uma força múltipla e numinosa que ele nomeia com o nome de Musas, - é filha da Memória, ou seja: deste divino Poder trazer à Presença o não-presente, coisas passadas ou futuras.


- Jaa Torrano, em "Teogonia: a origem dos deuses"


Pintura: Hésiode et la Muse, Gustav Moreau.



@Homemdosubsolo
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"Nature" by Arild Rosenkrantz.


@homemdosubsolo
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O ponto de vista exotérico, com efeito, está fadado, desde que não é mais vivificado pela presença interior do esoterismo do qual é ao mesmo tempo a irradiação exterior e o véu, a acabar negando a si próprio, no sentido de que a religião, na medida em que nega as realidades metafísicas e iniciáticas e se cristaliza num dogmatismo literalista, engendra inevitavelmente a descrença; a atrofia causada aos dogmas pela privação de sua “dimensão interna” recai sobre eles do exterior, sob a forma de negações heréticas e ateias.


Frithjof Schuon em "A Unidade Transcendente das Religiões"


@Homemdosubsolo
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Sivinanda Saraswati escreveu: 'A semente é energia dinâmica que tem que ser convertida em energia espiritual' (ojas), e acrescentou: 'Aquele que busca a realização divina com verdadeiro zelo deve observar estrita castidade'. ... É um antigo ensinamento esotérico que o domínio de cada impulso de uma dada força, mesmo que meramente física, liberta uma energia mais elevada e mais subtil; portanto, o mesmo deve ser o caso com o impulso e o desejo sexual. Como resultado da acumulação de ojas desta forma, contempla-se, entre outras coisas, a formação de uma 'aura magnética' especial numa 'personalidade que inspira admiração sagrada', juntamente com o poder de influenciar outras pessoas por palavras e um simples olhar. A mesma energia, ojas ou ojas-shakti, também pode ser aplicada para a contemplação e realização espiritual.


Julius Evola em "Eros and the mysteries of love"


@Homemdosubsolo
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No mito nórdico, os deuses mantêm-se longe do envelhecimento comendo certas maçãs que estão sob a custódia da deusa Idunn. Essas frutas lembram as maçãs douradas do mito grego que crescem no jardim das Hespérides no extremo oeste (onde Eurípides localiza as fontes de ambrosia) e são guardadas por uma grande serpente. A aquisição delas por Hércules pode ter sido um passo essencial para sua obtenção da imortalidade. Há um outro paralelo na lenda ossética, que fala de uma árvore na qual cresciam maçãs douradas que davam vida. Elas eram regularmente roubadas por três pombas que as levavam para o exterior.


M. L. West em "Indo-European Poetry and Myth"


Pintura: "The Garden of Hesperides", Edward Burne-Jones.


@Homemdosubsolo
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(...) Esta simultaneidade da profundidade e da ingenuidade é precisamente um dos traços mais salientes da arte sacra. Essa ingenuidade ou candura, longe de ser uma inferioridade espontânea ou afetada, revela, ao contrário, o que é o estado normal da alma humana, seja a do homem mediano ou a do homem superior; já a aparente inteligência do naturalismo, ou seja, sua habilidade quase satânica de copiar a natureza e não transmitir, assim, senão as aparências e as emoções, só poderia corresponder a uma mentalidade deformada, isto é, que se desviou da simplicidade ou inocência primordial; é evidente que tal deformação, feita de superficialidade intelectual e de virtuosismo mental, é incompatível com o espirito tradicional e, por conseqüência, não encontra nenhum lugar numa civilização fiel a este espírito.

Frithjof Schuon em "A Unidade Transcendente das Religiões"


@Homemdosubsolo
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Os Padres do século VIII, bem diferentes neste ponto das autoridades religiosas dos séculos XV e XVI, que traíram a arte cristã abandonando-a à paixão impura dos mundanos e à imaginação ignorante dos profanos, tinham plena consciência da santidade de todos os meios de expressão da tradição; assim, eles estipularam, no segundo Concílio de Niceia, que 'só a arte (a perfeição integral do trabalho) pertence ao pintor, enquanto a ordenação (isto é, a escolha do tema) e a disposição (o tratamento do tema, tanto do ponto de vista simbólico como do ponto de vista técnico ou material) pertencem aos Padres.'

Frithjof Schuon em "A Unidade Transcendente das Religiões"


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(...) segundo a narrativa tradicional, dois anjos abriram o peito da criança Muhammad e lavaram-lhe, com neve, o 'pecado original', que apareceu sob a forma de uma mancha preta sobre o coração. Muhammad, como Maria, ou como a 'natureza humana' de Jesus, não é, portanto, um homem comum, e é por isso que se diz que 'Muhammad é simplesmente um homem, não como os homens (comuns) são, mas como uma jóia entre as pedras (comuns)' (Muhammedun basharun la kal- hasharí bal hua kal-yaquti bayn al-hajar), o que nos recorda a fórmula da Ave Maria: 'Bendita és tu entre as mulheres', que indica que a Virgem, em si mesma e independentemente da recepção do Espirito Santo, é uma 'jóia' em relação às outras criaturas, portanto uma espécie de 'norma sublime'.


Frithjof Schuon em "A Unidade Transcendente das Religiões"


@Homemdosubsolo
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A evidência da unidade transcendente das religiões resulta não só da unidade da Verdade, mas também da unidade do gênero humano. A razão suficiente da criatura humana é saber pensar, não qualquer coisa, mas o que importa e, em última análise, a única coisa que importa. O homem é o único ser sobre a terra que pode prever a morte e desejar sobreviver; que deseja - e pode - saber o porquê do mundo, da alma, da existência. Ninguém pode negar que está na natureza profunda do homem colocar-se essas questões e ter, por conseqüência, direito às respostas; e também ter acesso a elas em virtude mesmo desse direito, seja pela Revelação ou pela Intelecção, cada uma destas fontes agindo segundo suas leis próprias e no marco das condições correspondentes.

Frithjof Schuon em "A Unidade Transcendente das Religiões"


@Homemdosubsolo
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"Portanto, levante-se. Prepare-se para lutar e conquistar a glória. Vença seus inimigos e desfrute um reino próspero. Por Meu arranjo, eles já estão mortos, e você, ó Savyasācī, é apenas um instrumento na luta."

Bhagavad Gita, 11.33


@Homemdosubsolo
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Os índios vermelhos eram raças gloriosas com o seu próprio estilo, a sua própria dignidade, sensibilidade e formas de religiosidade; não sem justificação, um escritor tradicionalista, F. Schuon, falou da presença no seu ser, de algo '𝘢𝘲𝘶𝘪𝘭𝘪𝘯o e 𝘴𝘰𝘭𝘢𝘳'.

E não hesitaremos em afirmar que se tivesse sido o seu espírito - nos seus melhores aspectos e num plano apropriado - a imbuir apreciavelmente o material humano lançado no 'caldeirão cultural americano', o nível da civilização americana seria provavelmente mais elevado.


Julius Evola


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Nicholas Roerich (1874 - 1947) foi um artista, escritor, filósofo e arqueólogo russo. Suas obras refletem o seu profundo interesse pela espiritualidade, sobretudo a oriental. Tamanho era esse interesse que Roerich se mudou para a Índia em 1928, passando a produzir uma grande quantidades de obras após esse período, principalmente quadros retratando as montanhas do Himalaia.
A arte de Roerich, com uma atmosfera contemplativa e mística, mostra o fascínio que ele tinha pela luz que perpassava as mais diversas tradições religiosas.


@Homemdosubsolo
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