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Propagar os ideias da verdadeira direita dissidente.

Evolianismo e Tradicionalismo.
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O ESQUERDISMO

O esquerdismo tem por fundamento que os homens são essencialmente iguais. As desigualdades são, então, vistas como produtos de algum sistema inerentemente injusto. Com os sucessos das revoluções culturais, essa presunção de igualdade se tornou universal. Mas, ao contrário dessa fantasia, igualdade não é uma realidade: o mundo natural é estruturado em enormes distinções em todos os campos, e essas muitas vezes são complementares. Para o homem, as diferenças começam muito antes mesmo do nascimento, e apenas se intensificam a cada decisão; todos vivem e praticam desigualdade.

As "grandes religiões" geralmente promovem algum sentido de igualdade e de utopia, mas removem essas coisas do campo material e as delegam para o campo espiritual. Já o esquerdismo, como uma "religião secular", rebaixa essas coisas para o nível material; o que cria conflitos e tensões insuportáveis, já que é totalmente contrário a natureza da realidade.



Transcrição:
Parte 1
Parte 2

🌲Ninho do Adler🦅
🔥3
Forwarded from Cercle Proudhon
🇺🇲: Destruction, according to Jünger, would thus have to be accepted as a means to overcome what is merely human: as the means to attain a new ‘heroic sense of reality’ which would replace hedonism and the pursuit of happiness as the chief driving force of life.


🇧🇷: A destruição, segundo Jünger, teria assim de ser aceita como um meio para superar o que é meramente humano: como o meio para alcançar um novo 'sentido heróico da realidade' que substituiria o hedonismo e a busca da felicidade como principal força impulsionante da vida.


– Julius Evola
Forwarded from O Último Arconte ♄
A Aristocracia Verdadeira

Acredito numa verdadeira aristocracia da personalidade, na existência de homens geniais e de grandes homens que reconhecem sempre o dever de servir e sentem a necessidade não só de ascender, mas também de descender. Mas não acredito na aristocracia de um grupo, numa aristocracia fundada na seleção social. Não há nada mais repugnante do que o desprezo pela massa popular entre aqueles que se consideram a elite.

- N. Berdyaev. Escravidão e Liberdade. Introdução.
𝑨 𝑸𝑼𝑬𝑺𝑻𝑨̃𝑶 𝑫𝑬 𝑻𝑬́𝑪𝑵𝑰𝑪𝑨 𝑷𝑨𝑹𝑨 𝑯𝑬𝑰𝑫𝑬𝑮𝑮𝑬𝑹 𝑬 𝑺𝑷𝑬𝑵𝑮𝑳𝑬𝑹:

Para Oswald Spengler, a técnica é a expressão final da alma fáustica do Ocidente: um impulso de dominação, expansão e poder que nasce da própria vitalidade da cultura, mas que, ao atingir seu ápice, acelera a decadência civilizacional. A técnica fortalece o Ocidente e, ao mesmo tempo, o condena, pois cria dependência, massificação e perde o vínculo com a elite criadora que lhe deu origem. Trata-se de um destino trágico e inevitável, diante do qual resta apenas uma postura heróica.

Martin Heidegger, por sua vez, desloca o problema da história para a ontologia. A técnica moderna não é apenas um instrumento nem um fenômeno cultural, mas um modo de desvelamento do real: o Gestell, no qual tudo — inclusive o homem — aparece como recurso disponível. O verdadeiro perigo não é a decadência, mas o esquecimento do Ser. Contudo, onde reside esse perigo, também se abre a possibilidade de uma viragem: pelo pensamento, pela arte e pela poesia, o homem pode recuperar uma relação mais originária com o Ser.

Assim, enquanto Spengler vê na técnica o destino fatal de uma civilização em declínio, Heidegger a compreende como um perigo metafísico que ainda admite reflexão e abertura.


Vamos ver algumas citações curtas e essenciais de Spengler e Heidegger sobre o assunto:

A técnica é uma forma de luta, não uma forma de pensamento.

— O Homem e a Técnica, Oswald Spengler.

O homem fáustico transformou o mundo inteiro em objeto de sua técnica.

— A Decadência do Ocidente, Oswald Spengler.

O senhor do mundo tornou-se escravo da máquina.

— O Homem e a Técnica, Oswald Spengler.

Nenhuma cultura pode escapar ao seu destino.

— A Decadência do Ocidente, Oswald Spengler.

A essência da técnica não é nada de técnico.

— A Questão da Técnica, Martin Heidegger.

O enquadramento (Gestell) é o modo de desvelamento que domina a técnica moderna.

— A Questão da Técnica, Martin Heidegger.

O homem é desafiado a dispor do real como fundo de reserva.

— A Questão da Técnica, Martin Heidegger.

O verdadeiro perigo não está nas máquinas, mas na essência da técnica.

— A Questão da Técnica, Martin Heidegger.

Onde mora o perigo, cresce também o que salva.

— Citação de Hölderlin retomada no livro A Questão da Técnica, Martin Heidegger.

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A metáfora de cavalgar o tigre

A imagem de cavalgar o tigre tem uma origem oriental. Origina-se de um provérbio extremo-oriental que diz que "aquele que cavalga o tigre não pode descer" porque, naturalmente, o animal o atacaria. Em vez disso, se ele mantiver o controle, poderá prosseguir em sua cavalgada. Símbolos semelhantes, porém, podem ser encontrados em outros lugares no mesmo domínio religioso. Nos antigos mistérios de Mitra, dos quais conhecemos a grande difusão que tiveram no Império Romano, especialmente entre as legiões, Mitra, o herói divino, foi retratado como aquele que agarra um touro furioso pelos chifres, deixa-se arrastar por ele em uma corrida louca e não abandona a presa até que o animal, exausto, pare. Então ele o mata.

Um paralelo característico pode ser encontrado no chamado Zen, uma doutrina reputada como sendo a dos samurais, ou seja, da aristocracia guerreira japonesa. Também aqui, em uma sequência muito difundida e muito antiga de dez imagens simbólicas, o touro aparece. Entretanto, o episódio da execução final está faltando. Ao invés disso, no final, o animal exausto segue docilmente a pessoa que o montou sem se permitir ser ultrapassado.


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Judeus na Rússia de Putin

Vladimir Putin chegou ao poder na Rússia na virada do século. Sua abordagem em relação aos judeus quebrou antigos estereótipos. Putin é autoritário, maquiavélico, um homem que, segundo muitos relatos, assassinou seus oponentes. Ele emergiu, no entanto, como o governante mais filosemita da história russa. Construiu um museu da tolerância, dedicado aos judeus, introduziu rabinos no exército russo e desfruta de uma relação cordial com Israel.

Dmitry Medvedev, ex-presidente e ex-primeiro-ministro de Putin, criticou duramente Volodymyr Zelensky, o presidente judeu ucraniano, chamando-o de traidor do povo judeu por suas alianças políticas com nacionalistas ucranianos. A guerra com a Ucrânia é apresentada no discurso oficial russo como a libertação do país dos nazistas, que perseguiram russos e judeus.

Ao mesmo tempo, Dugin, que supostamente é próximo de Putin, comparou os russos ortodoxos aos judeus que foram abertamente perseguidos e assediados por causa de sua etnia e cultura. É evidente que as imagens de filosemitas e as imagens correlatas dos judeus como um corpo unificado são simplistas e não correspondem à complexa realidade. Também é evidente que o antigo discurso soviético sobre judeus versus Estado não se aplica mais – e que a narrativa ideológica predominante na Rússia no período pós-URSS é a do hipernacionalismo – de que qualquer pessoa que fale russo ou seja culturalmente russa é russa – e não a divisão étnica ou religiosa. A guerra de Moscou contra a Ucrânia é uma manifestação disso.


- 📎Putin, o maior filosemita da Rússia📎

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A Guerra como Experiência Interior

De quando em quando, irrompe e eleva-se, nos horizontes do espírito, um novo astro de uma claridade tão luminosa que fere os olhos e não lhes consente o sono, toque a rebate de uma anunciação, sinal de uma viragem dos mundos, como sucedeu outrora com os Reis Magos vindos do Oriente. As estrelas ao redor precipitam-se no seu braseiro incandescente, as estátuas dos ídolos estilhaçam-se em cacos de barro, e uma vez mais todas as formas cunhadas fundem-se em mil fornos, para serem vertidas em novos valores.

São assim os tempos encapelados cuja espuma nos cerca por todos os lados: cérebro, sociedade, Estado, Deus, arte, Eros, moral: escombros, fermentação – ressurreição? As imagens esvoaçam incessantemente, os átomos rodopiam sem descanso nas caldeiras em ebulição das grandes cidades. E, contudo, esta tempestade terá de se dissipar, esta torrente escaldante haverá de arrefecer e se moldar à ordem. Sempre a fúria se despedaçou contra pardas ruínas, ou encontrou quem, com mão de ferro, a atrelasse ao seu carro triunfal.

Por quê está nosso tempo tão carregado de forças de destruição e de criação? Por quê traz no seio tamanhas promessas? Matem as febres o que matarem, a chama continuará na mesma a arder, fabricando, em mil retortas, os prodígios do futuro. É o que mostram, a despeito de todos os profetas, uma volta pela rua ou uma vista de olhos pelos jornais.

Foi a guerra que fez dos homens e dos tempos aquilo que são. Nunca uma raça como a nossa descera à arena da Terra para disputar entre si o poder de dominar a época. Porque nunca uma geração transpusera um portal tão sombrio e tão portentoso como foi esta guerra, para ressurgir na luz da vida. Eis o que não podemos negar, ainda que alguns o quisessem: o combate, pai de todas as coisas, é também nosso pai. Foi ele que nos martelou, cinzelou e temperou, para fazer de nós o que somos. E enquanto a roda da vida vibrar em nós, esta guerra será sempre o eixo em torno do qual ela gira. Talhou-nos para o combate, e combatentes seremos enquanto existirmos. Já terminou, é certo; os seus campos de massacre estão abandonados e amaldiçoados como a câmara de tortura ou o monte do patíbulo, mas o seu espírito entrou nos servos da sua gleba, e nunca os libertará do serviço. E se está em nós, está em toda parte, pois, contempladores no sentido mais criador, somos nós que formamos o mundo e não o contrário. Não o ouvis como ruge vindo de milhares de cidades, trovoada que nos rodeia e se encastela ameaçadora, como quando os anéis das batalhas nos cercavam? Não vedes como a sua chama arde nos olhos de cada um? De vez em quando, talvez adormeça, mas se acontece a terra tremer, é ele que jorra a ferver de todos os vulcões em chamas.


Não importa: o combate não só é nosso pai, é também nosso filho. Geramo-lo como ele a nós. Fomos martelados e cinzelados, mas também somos os que brandimos o martelo, manejamos o cinzel, ferreiros e aço faiscante simultaneamente, mártires dos nossos atos, movidos pelos nossos impulsos.

No casulo bem fechado de uma mesma cultura, vivíamos todos juntos, mais próximos do que homens alguma vez o foram, dispersos pelos nossos trabalhos e prazeres, circulando por praças banhadas de claridade e por poços subterrâneos, nos cafés onde nos rodeavam espelhos resplandecentes, as ruas, grinaldas carregadas de luz, os bares cheios de licores de colorido variável, as mesas de conferência e o último grito, a cada hora sua novidade, a cada dia seu problema resolvido, a cada semana sua sensação, no fundo, uma enorme e irresistível insatisfação.

Técnicos e produtivos, atingíamos, com o riso de Ben Akiba[1], o fim da arte, tínhamos resolvido os enigmas do universo, ou acreditávamos estar presentes a chegar lá. Alcançara-se quase o ponto de cristalização, o advento do super-homem estava próximo.
[1] O proverbial sorriso do rabi Akiba alude ao seu otimismo na esperança da reconstrução futura, respondendo ao choro pessimista dos rabis que o acompanhavam diante das ruínas do Templo de Jerusalém destruído, pelos Romanos.

~Ernst Jünger

N.A.R.C 🏴‍☠
1
Forwarded from Lance's Legion
"This battle is life, and life in the true Nietzschean sense of a cruel, ruthless, and relentless battle that stems from the will to power."
— Spengler, Man and Technics
🔥2
Forwarded from Hexis Aristokratika
"A guerra é progresso, a paz é estagnação."

~ Friedrich Hegel
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Guénon vs Evola: bramanes contra xátrias

[...] «em toda ''civilização normal'' (ou seja, em toda sociedade organizada segundo a Tradição), os brâmanes exerceriam a autoridade sobre os Ksatryias. Estes útimos detinham todo o poder na ordem mundana, porém se curvariam aos sacerdotes e mestres (brâmanes) que detinham o ensinamento tradicional de ordem mais elevada. Como o Rei nada mais era que um ksatryia, estaria sempre limitado pelo sacerdócio.

Evola pensava diferente. Ele fazia notar a existência de um estado anterior à divisão de varnas, o estado do próprio Realizado. Em tal estado, os poderes de brâmanes e Ksatryias estariam sintetizados. A função social que corresponderia a esse estado seria a do Rei-Sacerdote, o Pontifex supremo. O Ksatryia teria características que lhe permitiriam conquistar o poder sacerdotal e atingir esse elevado patamar espiritual, sem mediação brâmane. Tal via régia colocaria o Monarca em uma posição superior à do sacerdote.

A resposta guenoniana ao argumento do Barão é de que não vivemos mais na Era de Ouro, em que alguns homens já nasciam Iniciados. No momento atual de degeneração, a Era de Trevas, a posição de Evola não faria sentido.

No que diz respeito à Cristandade Latina, o mesmo tema da discordância de ambos exemplifica-se por meio das pendengas entre o Papado e o Império -- ou, na terminologia italiana, entre guelfos e gibelinos. Mas a questão também toma forma no tema do fortalecimento das Monarquias, no alvorecer da Modernidade, com a Realeza submetendo o clero e insistindo em teorias como a do Direito Divino.

A discordância neste ponto está longe de ser banal, e traz implicações para a análise da decadência espiritual e civilizacional. A tese principal de Guénon era a da Rebelião dos Ksatryias (contra os brâmanes), que causaria uma ruptura no reflexo pessoal e social do Mancatropo. As considerações de Evola sobre o ''Retrocesso das Castas" são um tanto diferentes, bem como os meios para se evitar ou 'retificar' a situação.»


Visões tradicionalistas sobre o poder: Guénon e Evola, ou Realeza e Sacerdócio

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A história de "Revolta Contra o Mundo Moderno", o livro cult de Julius Evola.

(1/3)

«Quando A Revolta Contra o Mundo Moderno (Rivolta contro il mondo moderno) foi publicado pela primeira vez na Itália, em 1934, o livro passou quase despercebido. Não que não tenha encontrado leitores, pois seu autor, o Barão Julius Evola (1898-1974), então com trinta e cinco anos, já era bastante famoso em certos círculos (artísticos, herméticos, filosóficos e políticos), mas sim porque foi marginalizado pelas autoridades locais. Seis anos antes, em 1928, justamente no momento da reaproximação entre o Estado italiano e a Igreja Católica, que logo culminaria nos Tratados de Latrão, o Barão enfrentou ataques indiscriminados tanto do lado católico quanto do regime fascista após publicar uma coletânea de seus ensaios sob o título Imperialismo Pagano (Imperialismo Pagão). Isso, porém, apenas serviu para aumentar a notoriedade tanto do título quanto do autor. Desta vez, portanto, os oponentes de Evola decidiram manter sua obra em relativo silêncio...

Na Alemanha, a situação era diferente. Lá, o Imperialismo Pagão (Heidnischer Imperialismus. Armanen, Leipzig 1933) já havia recebido uma recepção favorável de muitos círculos, que agora resumimos, por uma questão de brevidade, sob o termo "revolução conservadora". Para a edição alemã de "A Revolta" (Erhebung wider die moderne Welt. Deutsche Verlags-Anstalt, Stuttgart 1935), o barão revisou o texto, acrescentou novas anotações, embora as existentes já fossem bastante abrangentes, e pediu ao poeta Gottfried Benn, que ele podia considerar um de seus leitores mais assíduos desde "Paganismo", que garantisse a precisão da linguagem na tradução.

Benn, que dividia a mesma editora com Evola, também escreveu posteriormente uma longa e entusiasmada resenha, na qual se pode ler, entre outras coisas:

"Este é um livro cuja ideia central repensa quase todos os problemas dos europeus, incluindo a justificação dos seus horizontes, e os conduz a algo até então desconhecido e sem precedentes; aqueles que lerem o livro verão a Europa de forma diferente. É, além disso, a primeira exposição verdadeiramente abrangente da força motriz espiritual fundamental que atua na Europa hoje, e 'atuar' significa: uma força que define eras, destrói o mundo como um todo, subverte e reorienta — é a força motriz fundamental contra a história. Só por esta razão, este livro é eminentemente importante para a Alemanha, porque a história é um problema especificamente alemão, e a história da filosofia explica o modo germânico de autorreflexão."

O livro recebeu críticas entusiasmadas no Die Literarische Welt, no Deutsches Adelsblatt (jornal da aristocracia alemã), bem como no Völkische Kultur e no Der Hammer de Fritsch . Vários outros críticos ofereceram comentários positivos, embora com ressalvas. No entanto, em privado, como evidenciado por correspondências particulares que sobreviveram, vozes se levantaram em advertências e críticas. O nome que tem maior peso hoje é o de Hermann Hesse, que, em uma carta de abril de 1935 ao editor Peter Suhrkamp, descreveu Evola como um autor "brilhante, interessante, mas perigoso".

"Compartilho em grande parte de sua concepção esotérica básica: por quase vinte anos, tenho visto a história mundial não como uma espécie de "progresso", mas, precisamente como os antigos chineses, como o declínio gradual de uma antiga ordem divina. Mas a maneira como Evola aborda isso, ora com a história "verdadeira", ora com ocultismo ostentoso, é simplesmente perigosa. Na Itália, quase ninguém se deixou enganar por isso; na Alemanha, é diferente (veja G. Benn, etc.)."»



📎 Karel Veliký, A história de "Revolta Contra o Mundo Moderno", o livro cult de Julius Evola. 📎

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A história de "Revolta Contra o Mundo Moderno", o livro cult de Julius Evola.

(2/3)

«O influente pensador Conde Keyserling, autor de Das Reisetagebuch eines Philosophen (O Diário de Viagem de um Filósofo, 1919), esperava que Revolta fosse um sucesso porque "a glorificação de Evola do mundo sagrado do homem solar..." e sua afirmação de que somente o renascimento deste mundo pode salvar a humanidade da extinção, representam o melhor, aliás, o único ponto de partida possível para a tendência pagã dos nacional-socialistas de espiritualizar sua visão de mundo."

Mas isso nunca aconteceu. A leitura de * Revolta Contra o Mundo Moderno* permaneceu um assunto muito privado, mesmo dentro do Reich, embora os autores de *A Manhã dos Mágicos* tenham caracterizado retrospectivamente o regime com o acrônimo "Guénon + divisões Panzer". Deve-se também enfatizar que 1935 ainda pertencia ao "período de transição" pós-revolucionário. À medida que o regime começava a orientar (Gleichschaltung) sua política cultural, visando atrair ou rejeitar todas as forças centrífugas, não havia espaço no leito do rio do pensamento nacional-socialista para os pilares da Tradição, despojados de suas camadas históricas por Evola. Assim, as edições posteriores do texto da conferência romana de Evola, *A Doutrina Ariana da Luta e da Vitória*, em Viena (1941), e a tradução do * Grundriß der Faschistischen Rassenlehre* (Berlim, 1943) são, mais uma vez, apenas o resultado de uma iniciativa individual ou a manifestação de um intercâmbio cultural com a Itália.

De fato, no ambiente difuso desses primeiros anos, Evola se aproximou, não apenas por sua posição, mas também por sua pessoa, de vários outros "párias" posteriores (voluntários e involuntários), como, além de Benn, Edgar Julius Jung, autor do ferozmente antidemocrático Die Herrschaft der Minderwertigen (1930), que visava à desintegração do mundo político dos homens sem valor e sua substituição por um "novo Reich", e que foi fuzilado durante a Noite das Facas Longas; Raphael Spann, filho de Othmar Spann, o teórico do "verdadeiro Estado" (Der wahre Staat), cuja doutrina é descrita por Alfred Rosenberg em Mythos como "nova escolástica"; Walter Heinrich, um dos principais discípulos de Spann e organizador da "Kameradschaftbund" dos Sudetos, desumanizado pelos apoiadores de Henlein: "eles gostariam de governar o povo nacional da mesa verde como os maçons"; Karl Anton Rohan, fundador da influente Europäische Revue, posteriormente vilipendiado por Goebbels; e Heinrich von Gleichen, figura proeminente do Deutschen Herrenklub, com quem o visionário do "Terceiro Reich", Arthur Moeller van den Bruck, manteve estreita relação inicial. Ou seja, exclusivamente com as personalidades classificadas por Armin Mohler na nebulosa da "revolução conservadora" (Die Konservative Revolution in Deutschland 1918-1932, primeira edição de 1950), com pessoas que personificavam precisamente essas forças centrífugas (de direita), alternativas, que desejavam e pretendiam desviar a dinâmica da Nova Alemanha para um lado ou para o outro. No entanto, como Giorgio Locchi afirma corretamente, "Se eliminássemos Hitler e o nacional-socialismo, o campo da revolução conservadora, tal como nos é apresentado por Armin Mohler, certamente teria asas, mas faltaria um centro... (ver A Essência do Fascismo, 2ª edição, p. 56).»

📎 Karel Veliký, A história de "Revolta Contra o Mundo Moderno", o livro cult de Julius Evola. 📎

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A história de "Revolta Contra o Mundo Moderno", o livro cult de Julius Evola.

(3/3)

«O leitor mais influente e atento de Erhebung wider die moderne Welt [Revolta Contra o Mundo Moderno] foi, sem dúvida, Heinrich Himmler, cujos fundos privados permitiram ao autor continuar a operar ocasionalmente dentro do Reich, numa esfera estritamente definida e rigidamente controlada. Mais reveladores do que a própria biografia de Evola (na qual ele menciona, entre outros, outros "revolucionários conservadores" como Hans Blüher, Ernst von Salomon e Ernst Jünger) e suas Notas sobre o Terceiro Reich são os documentos sobreviventes reimpressos por Hans Werner Neulen e Nicola Cospito em Julius Evola nei documenti segreti del Terzo Reich (1986; sobre este ponto, veja pelo menos E. Gugenberger, Hitler's Visionaries , Gateway 2002). Diz-se que o barão não hesitava em discutir seu conhecimento, adquirido não apenas por meio de estudos, mas também pelo método da intuição (in-tu-eri), com o Reichsführer da SS. O fato de Himmler ter lhe confiado a redação de seu artigo, que Evola publicou no suplemento cultural ("Diorama") do jornal Il Regime fascista em 15 de junho de 1939, talvez ateste o respeito deste último por aquele. Ou talvez reflita uma época em que o inconformista Hermann Wirth já havia sido há muito tempo substituído na presidência da Ahnenerbe por Walter Wüst, reitor da faculdade de filosofia de Munique. A relutância com que a "visão polar" de Wirth (ver Der Aufgang der Menschheit, 1928), embora projetada no contexto de vários "fatos comprováveis" parciais, foi tratada por pesquisadores mais acadêmicos, já havia sido observada por Evola, ele próprio um inconformista, como convidado do segundo Encontro Nórdico, organizado por L. Roselli em Bremen, em 1934. De fato, entre os convidados italianos, a resposta mais calorosa, para grande desgosto de Evola, foi dada a Giulio Cogni, que estabeleceu uma ligação entre o atualismo de Gentile, elevado ao status de filosofia fascista oficial, e a doutrina racial científica popular de Günther, com a qual os cadetes do Partido Nazista cresceram na década de 1920...

Julius Evola permaneceu desconhecido na Checoslováquia e no Protetorado da Boêmia e Morávia. A primeira e, por muito tempo, a última menção a ele encontra-se no livro Fascismo . Na página 346, apenas um trecho do artigo de Evola para a revista Critica Fascista de Bottai , de outubro de 1926, é citado em conexão com o "fascismo aristocrático" ou "superfascismo" .

Quanto à recepção do livro no pós-guerra, voltarei a falar sobre isso "em outra ocasião"...»


📎 Karel Veliký, A história de "Revolta Contra o Mundo Moderno", o livro cult de Julius Evola. 📎

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[🇵🇹 DIVISÃO LUSÓFONA 🇧🇷]

O que nós enfrentamos no Brasil não é uma crise política que pode ser resolvida com uma eleição ou com a iniciativa política. Nós temos que recivilizar o Brasil. NÓS TEMOS QUE REFUNDAR A CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA.

~ Olavo de Carvalho
3
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O Herói e o Império, por Valdemar Abrantes

Parte 1

«Tradição Imperial guerreira é a forma assumida pela essência do espírito kshatrya.

O Imperium é sua forma macrocósmica e o Herói é sua forma microcósmica.

A visão de mundo metafísica, a aristocracia, o princípio sagrado da Honra e a exaltação da guerra como atitude do Espírito, são todos elementos próprios do germe imperial que nasce em uma elite. Germe este que se concreta no real ideal de Imperium quando ascende o enviado divino, aquele que será o centro de orientação de todo um povo e paradigma de valor, entrega e sacrifício: o líder, o rei, o imperador. Este é reconhecido pela comunidade não através de seus meros dotes administrativos ou organizacionais, ou seja, por nenhuma percepção de ordem racional; o rei ou líder só pode ser reconhecido como tal através de estratos suprarracionais do ser, precisamente através da esfera transcendente do sangue espiritual.

Um Imperium surge, em seus primórdios, de uma emanação espiritual provinda de um plano transcendente regido por Deuses solares que, através de uma mística, leva alguns poucos homens a perceberem a realidade de forma diferenciada. Este é o princípio das duas naturezas, o mundo transcendente do ser atuando sobre o mundo materializado do devir. Como imagem dessa lei sagrada vemos o governante divino Khrisna clamando ao herói Arjuna no Bhagavad-Gita: “Exceto tu, não ficará um só dos soldados que constituem os dois exércitos ... levanta-te e busca a glória, triunfa sobre teus inimigos e adquire um grande império”.

Essa força mística transmuta-se em pura vontade quando atinge os homens de espíritos superiores. Forma-se assim uma elite, cuja visão de mundo própria, aristocrática, inspirada na pura transcendência vertical, em direção às alturas, vai organizando a realidade em base dos significados superiores de todos os processos, de todos os entes e de todos os fenômenos; cria-se, enfim, um significado total de vida superior, onde o transcendente vai incorporando o imanente, no sentido de que o superior, desde uma instância olímpica e solar, vai moldando e iluminando a esfera contingente do inferior, daquilo que é reflexo e aparência do meramente humano. A esfera do sagrado forma-se, assim, pela vontade daqueles que sabem, e não pela devoção daqueles que tem fé. Quando os destinos se fixam a este ideal de vida superior surge então a marca do épico, do grandioso, do olímpico, e o sentido de uma existência pautada pelas necessidades físicas, pelos prazeres e recompensas, é substituído pela emergência do ideal heróico de vitórias e glórias. A ação supera então a contemplação e o Imperium se concreta como criação gloriosa do espírito e da tradição kshatrya. Este é o momento das conquistas, da luta metafísica contra as forças do caos e contra as raças que carregam a marca da Kali Yuga.»

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O Herói e o Império, por Valdemar Abrantes

Aristocracia, Castas e Hereditariedade

Parte 2

«Essa visão de mundo aristocrática, tornada real e viva pela vontade superior dos poucos homens, vai se espalhando paulatinamente pelos estratos humanos que formam uma comunidade. Toma então preeminência, em cada ser, aquele significado interior que mais se liga ao imutável, àquilo que um homem é por toda sua existência: sua natureza própria. Surgem, assim, as castas. Estas marcam o princípio da diferença como valor social de ordenação das individualidades. Desde o plano transcendente emerge, então, através das castas, como uma calma energia, o amor pela organização, pela disciplina e o repúdio à mescla e a tudo que seja indiferenciado como sinônimo de promiscuidade. Todos os homens são postos em seus devidos lugares dentro do organismo imperial, todos só fazem aquilo que já nasceram sabendo fazer, na forma de uma intuição luminosa, segundo as limitações de suas castas. A sociedade imperial estrutura-se então como um organismo duro semelhante uma rocha, mas ao mesmo tempo leve como uma pena, e é, assim, sustentado de forma vitoriosa pelo princípio da ação mantido pela casta superior da nobreza régia e guerreira, que atua semelhante a um pai o qual é o responsável último por sua família. O mesmo organismo é ainda protegido e cuidado pelo conhecimento universal orientador contido na casta lunar dos líderes espirituais e sacerdotes, que atuam semelhante a uma mãe que cuida de seus filhos. A terceira casta, dos mercadores e profissionais, cuida, por sua vez, do funcionamento das necessidades materiais básicas do organismo social; e, por fim, a quarta casta, dos servos, subsiste como o pólo contingente a ser constantemente moldado, cuja virtude máxima dentro do organismo social é a obediência. Como projeção coletiva humana provinda do plano transcendente o organismo imperial necessita de mínimos meios coercivos para seu funcionamento e sua duração.

O Imperium, como fruto da espiritualidade solar, contida de forma mais pura na casta da nobreza guerreira, é ainda sacralizado e sua lei tornada pétrea através da ascensão da Honra como elemento de ligação dos homens com os deuses, dos homens entre si e entre suas respectivas castas. A Honra é o cimento do Imperium. É através dela que surge a exaltação da fidelidade, da lealdade e do valor, que por sua vez formam a base da Ética heróica. A Honra é, portanto, o núcleo ético do homem da tradição. É o supravalor espiritual e antimaterial por excelência. É uma verdadeira força ontológica que dentro do Imperium é capaz de parar a roda de decadência da Kali Yuga, uma vez que qualquer ato de honra tem a propriedade transcendente de quebrar a racionalidade contida nessa idade de trevas.

A lei transcendente do espírito determina o rebaixamento do fluir temporal e de tudo que é expressão deste devir a um plano secundário que necessita ser constantemente superado pela expressão daquilo que é duradouro, estável e imutável. Derivado disso surge o valor incorruptível da Ancestralidade, como significado daquilo que é permanente e por isso é marcadamente presente em todas as gerações, desde as origens. A exaltação da ancestralidade é baseada num aspecto particular da tradição que é precisamente a tradição de sangue. Esta é baseada no reconhecimento direto por parte de cada família, de cada estirpe ou de cada povo, das glórias e conquistas construídas sobre o sangue dos ancestrais. Uma doutrina de tal tipo invariavelmente é propagada em linguagem épica onde os antepassados atingem o nível do verdadeiramente divino. Como a ancestralidade possui uma essência específica de cada família, estirpe ou povo, ou seja, como cada um possui seus próprios ancestrais, ela atua, no organismo imperial, como um elemento oposto a qualquer sentido de universalismo ou de nivelamento.»


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O Herói e o Império, por Valdemar Abrantes

O culto aos ancestrais, a Virilidade e a Nobreza

Parte 3

«Na Roma Imperial era tradição familiar o culto aos ancestrais em datas determinadas ou em funerais de algum membro, onde o rito mandava que fossem proferidos discursos em honra dos mesmos. Também se guardavam máscaras feitas de gesso do rosto dos antepassados que eram postas em evidência em determinadas datas ou cerimônias públicas.

Nota-se através da exaltação da ancestralidade que o Imperium possui um sentido histórico eminentemente contrário ao tempo linear, estando alinhado com o passado e hostil a tudo que seja promessa futura. O Imperium parece possuir um tempo próprio, um tempo compreensivo-simbólico, não extensivo-linear, que reflete não o fluir e o mero envelhecer dos entes e dos homens, como sobreposição de fatos históricos cuja valorização e preeminência são determinadas por critérios culturais, mas sim um sentido que é emanado diretamente do transcendente sendo marcado pelo direcionamento à eternidade e sincronizado com os símbolos eternos reconhecidos por todos. Por isso, estando o símbolo sagrado do progresso e da felicidade futura destruídos, qualquer avanço tecnológico-material ou antropológico que venha se dar dentro do ambiente imperial, terá por função exatamente a estabilidade e a permanência das leis que regem o império, ou seja, qualquer dita “evolução” neste sentido vem desde o alto.

Todo valor e toda expressão do plano transcendente só se sustentam de forma luminosa e ativa mediante uma natureza viril. Virilidade espiritual é uma marca, portanto, de toda elite e nobreza guerreira. Este tipo de atitude viril é uma síntese entre a força física e a coragem, como expressões diretas da vitalidade da estirpe, e a transcendência vertical; síntese essa que forjou um tipo humano superior, digno de ser eternamente relembrado. São exemplos desse tipo os patrícios e legionários romanos, hoplitas gregos e espartanos, a cavalaria medieval, dentre outros.

Todos esses exércitos verdadeiramente divinos constituíram-se como a força vital dos respectivos impérios que representavam, e tiveram como unidade formadora aquele homem que em si possui a marca transcendente do heroísmo.

O Herói é, portanto, o microcosmo da tradição kshatrya.

O Herói é um tipo de homem que além das três esferas constitutivas do ser – a esfera física corporal, a esfera psíquica, anímica, sede dos desejos e dos medos, sustentada por aquilo que se entende por alma, e a esfera propriamente espiritual, construída pelo Espírito, aquilo que o homem tem de mais semelhante à divindade – é marcado pela presença de uma quarta esfera, a esfera da Magia.»


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O Herói e o Império, por Valdemar Abrantes

A força mágica do Herói: os pólos de sua estrutura transcendente

Parte 4

«Tal dimensão mágica no Herói fez com que ele fosse admitido nas civilizações tradicionais como um intermediário entre os homens e os Deuses. É através desta esfera que o Espírito pode romper os laços anímicos e físicos que o ligam àquilo que é simplesmente humano, atingindo as alturas olímpicas mais distantes, chegando à mors triunphalis. Essa esfera mágica é uma estância essencialmente bélica, por isso o herói é um guerreiro nato, que, independente da forma cultural que assuma, governante, pensador ou criador, por exemplo, sempre sua conduta ou suas criações resultarão em armas, sejam de defesa ou de ataque. Sejam obras literárias, sejam criações de arte, provindas elas da magia heróica, terão sempre uma forma transcendente que se equivale extraordinariamente a um escudo, para defesa do Imperium, ou a uma lâmina ou arco, para ataque sobre os agentes da matéria e do caos. Esta propriedade divina do Herói só pode ser captada por uma máxima transcendência vertical, mais além de qualquer explicação metafísica ou teoria filosófica.

Esta esfera mágica possui ainda, digamos, dois pólos. O primeiro é o pólo que de onde se expressa a Honra Heróica. É através deste pólo que a tradição guerreira caracteriza-se por uma postura masculina e viril diante dos Deuses. E por falta ou pouco desenvolvimento dela é que a tradição lunar sacerdotal põe-se de forma feminina e devocional frente ao plano do divino. O outro pólo mágico é constituído de pura Vontade, e é justamente através deste pólo que a dimensão espiritual dos Deuses e Heróis mortos em combate faz-se poder, potência e ato real, e o Sagrado torna-se vivo entre os homens.

A Vontade mágica, inquebrável e invencível, é, então, o eixo de conexão entre dois mundos: o mundo macrocósmico do transcendente, o qual forma o Imperium, e o cosmos interior do homem heróico.

Por falta desta esfera mágica, ou por materialização e anquilosamento da mesma, é que a espiritualidade sacerdotal nunca constrói impérios. E sem a solaridade de um organismo imperial que se sustente a si mesmo frente às contingências do mundo material e humano, e frente a inimigos diversos, só resta ao espírito lunar aceitar a dependência sem almejar qualquer superioridade em qualquer aspecto que seja. O Cristianismo, exemplo do espírito devocional do Oriente, deve sua existência aos organismos imperiais romano e gibelino nos quais se amparou para subsistir nos povos do Ocidente [não é completamente factual está afirmação]. Portanto, o puro sacerdote, o fiel, o religioso, o intelectual, devem venerar por toda comunidade o heroísmo régio aristocrático como o verdadeiro agente paterno de proteção e sustentação de todo organismo.»

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