Introdução ao Homem e a Técnica de Spengler
Por Jhonatan Bowden 📎
(Introdução do Editor do artigo )
Segue o texto:
Parte 1
Parte 2
Parte 3
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Por Jhonatan Bowden 📎
«Segue abaixo a Introdução de Bowden à reimpressão de " O Homem e a Técnica: Uma Contribuição para uma Filosofia da Vida" , de Oswald Spengler , publicada pela Sociedade Europeia do Livro em 1993.»
(
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Introdução ao Homem e a Técnica de Spengler
Por Jhonatan Bowden
Parte 1
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Por Jhonatan Bowden
Parte 1
Oswald Spengler é um dos intelectuais mais importantes do século XX e sua principal obra, A Decadência do Ocidente , um trabalho monumental com mais de 1.000 páginas e dois volumes, vendeu 100.000 exemplares até 1927.
Oswald Spengler nasceu em 1880 e era uma figura isolada e um tanto incorrigível; um professor aposentado que suportou a penúria para concluir sua obra monumental, a magnum opus à qual dedicou sua vida. Certa vez, ele se descreveu como um escriba solitário, um homem que observava as culturas de fora — um analista de fenômenos metaculturais — um homem que dissecava a ascensão, o declínio e a queda de várias civilizações — todas as quais ele anatomizava à maneira de plantas, cujas propensões botânicas classificava à la Goethe. Em certo sentido, portanto, ele era um taxonomista da cultura; um homem que "trabalhava" as culturas, que as etiquetava, catalogava e examinava como espécimes em uma bancada de laboratório.
Oswald Spengler sempre acreditou que as razões intrínsecas do colapso ocidental poderiam ser trazidas à tona, e isso ressoou particularmente em sua mente no final da Primeira Guerra Mundial. Quando a civilização europeia estava prostrada e exausta — assolada pela dor e pela dissolução —, a fracassada Revolução Alemã teve início, levando ao colapso da monarquia prussiana e sua substituição por Weimar, uma república nominalmente democrática que se sustentava nas armas dos Freikorps, que haviam reprimido os comunistas.
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Introdução ao Homem e a Técnica de Spengler
Por Jhonatan Bowden
Parte 2
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Por Jhonatan Bowden
Parte 2
Grande parte do complexo esquema de Spengler envolvia um padrão diurno, um relato de regressão e retração, pelo qual uma cultura se desenvolvia — fosse europeia, bizantina, asiática ou qualquer outra — e declinava de maneira definida, quase como um organismo vivo, que oscilava em direção à morte, rumo ao seu inevitável declínio e queda. Spengler acreditava que qualquer tentativa de deter esse processo era pior que inútil, mas que um antídoto para o declínio ocidental poderia ser alcançado através do avanço em direção a, possivelmente a regressão a, um novo cesarismo.
Tudo isso levou o pensamento de Spengler a ser tratado como um mero epílogo do regime nazista, um convite à perspectiva de um regime autoritário, uma apologia antes e depois do ocorrido, mas isso está longe de ser verdade, pois Oswald Spengler era antinazista, conservador, rabugento e elitista. Ele considerava os nazistas como " proletários arianos " — homens incapazes de conduzir a Alemanha às novas conquistas que ele almejava, e, assim como Moeller van den Bruck, um pensador com quem compartilhava muitas semelhanças, ele desprezava Hitler pessoalmente — vendo nele o "homem das massas" — o homem das massas escolhido pelo povo, e não o líder do povo. Uma opinião que ele compartilhava com um grande número de intelectuais de Weimar, todos eles homens de direita, como Moeller van den Bruck (já mencionado), Ernst Jünger, Gottfried Benn, Stefan Georg [ sic ], Amo Bronnen [ sic ], Hauptmann e Carl Schmidtt [ sic ]. Todos eles eram considerados revolucionários conservadores, neoclássicos, reacionários, românticos e revolucionários de direita; homens que acreditavam no prussianismo e no socialismo (para citar o título de um dos livros de Spengler).
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Introdução ao Homem e a Técnica de Spengler
Por Jhonatan Bowden
Parte 3
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Por Jhonatan Bowden
Parte 3
Homem e Técnica , por sua vez, é um resumo de A Decadência do Ocidente . Mais precisamente, é uma compressão, uma versão condensada da obra maior. É um panfleto intelectual, um ensaio ou resumo sobre o tema da "Decadência". Onde esse tema é o desenvolvimento e a decadência, o crescimento e a adaptação — sobretudo a morfologia — das sociedades humanas.
Como chegamos aonde estamos e como isso pode ser rastreado até de onde viemos!
A obra contém algumas inconsistências, diversos erros antropológicos que já foram refutados pelo avanço acadêmico, como a ideia de que os seres humanos não começaram a falar antes do surgimento das sociedades agrícolas, mas ainda assim vale a pena lê-la.
A Sociedade Europeia do Livro oferece "Homem e Técnica" como uma reimpressão clássica, uma contribuição para o debate atual e um adendo útil a " O Declínio do Ocidente" (publicado por George, Allen & Unwin).
Pretendemos publicar uma vasta gama de material de autores como Berdyaev, Jabotinsky, de Benoist e outros, a fim de iniciar um renascimento intelectual da direita neste país.
Jonathan Bowden,
Editor-chefe
da Sociedade Europeia do Livro.
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Forwarded from 𝕳𝖛𝖎𝖙𝖗𝖆𝖒𝖆𝖓𝖓𝖆𝖑𝖆𝖓𝖉
Julius Evola, no seu livro "O Mistério do Graal", nos expõe de forma comparativa as semelhanças da Mitologia Celta-Irlandesa com a Nórdica-Escandinava e seus mitos comparativos perenes.
— O Mistério Do Graal, Julius Evola.
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A história lendária da Irlanda centraliza-se nas vicissitudes de raças que sucessivamente ocuparam a região e a dominaram, sendo provenientes de um misterioso centro nórdico-atlântico, ao qual eventualmente voltaram. A Historia brittorum muitas vezes denomina esse centro com o nome de Hibéria, mas na realidade esse termo é somente a fantasiosa transcrição das palavras irlandesas mag-mô, trag-môr ou mag-mell, que indicam a "Terra dos Mortos", isto é, o centro primitivo nórdico-atlântico. Inúmeras são as vicissitudes dessas raças: elas estão em eterna luta contra os Fomoros, gigantes ou seres obscuros e monstruosos, assimilados significativamente nos elementos cristianizados da saga, aos gigantes antediluvianos ou às naturezas selvagens descendentes de Cham e de Caim. Esses Fomoros são o equivalente das "naturezas elementares" ou dos "gigantes", contra os quais, na tradição nórdica dos Edda, estão os Asi, os "heróis divinos". Eles representam as forças de um ciclo da "idade do bronze", obscuras forças telúricas, associadas às profundezas das águas (no ciclo de Ulster), como a esta já foi associado o telúrico Poseidon; ou seja, correspondem a forças do ciclo originário que se materializaram e se degradaram em sentido titânico. Esse segundo aspecto parece resultar nas tradições celtas, pelo fato de que ao rei dos Fomoros, Tethra, às vezes é relacionada a mesma pátria misteriosa além do Oceano, e pelo fato de que a inconquistável torre de Conann, outro rei dos Fomoros, na "Ilha de vidro no meio do oceano", afinal, é ela própria visivelmente uma representação do centro primitivo.
De qualquer modo, os Fomoros, em seu aspecto essencial de raça obscura e telúrica, são vencidos por um primeiro núcleo de civilizadores, que se instalaram na Irlanda, provenientes da região atlântica, da raça de Partholon. Essa raça se extingue, e a ela se sobrepõe um segundo povo da mesma origem, a raça de Neimheidh. O nome Neimheidh, que provém de uma raiz celta que significa "celeste" e também "antigo", "venerável", "sagrado", permite-nos conceber esse mesmo novo ciclo como uma criação dos representantes da tradição primitiva ainda em seu estado puro, "olímpico". Na época de Neimheidh, deve ser lembrado um episódio simbólico que encontra eco num episódio análogo dos Edda. Nos Edda, os Asi, os "heróis divinos", dirigem-se aos "seres elementares", para que estes lhes reconstruam a fortaleza da "região central", o Asgard do Mitgard. Como retribuição para um empreendimento de tal porte, os gigantes querem para si a "mulher divina", Freja, e juntamente com ela, "a Lua e o Sol". Como não obtêm o que desejam isto é, por terem os Asi impedido essa usurpação das forças do alto provocada pelo fato de eles terem se servido das potências elementares - origina-se uma luta, que acaba provocando fatalmente o "declínio dos deuses". Do mesmo modo, no ciclo irlandês, Neimheidh serve-se dos Fomoros para construir uma fortaleza, mas em seguida, temendo que eles se apossem da obra, promove a eliminação dos Fomoros. Isso de nada lhe adianta. Os descendentes de Neimheidh acabam sendo subjugados pelos Fomoros que habitam a Tor-inis, fortaleza existente numa ilha novamente na posição norte-oeste da Irlanda. Nessa situação, são massacrados após uma tentativa de rebelião, da mesma maneira como, na saga dos Edda, termina a luta contra as forças elementares: com o ocaso dos Asi. Em ambos os casos, tem-se a representação do advento de um ciclo "titânico" sobre as ruínas de uma civilização diretamente derivada da civilização primitiva.
— O Mistério Do Graal, Julius Evola.
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Forwarded from 🌲Ninho do Adler🦅
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O ESQUERDISMO
Transcrição:
Parte 1
Parte 2
🌲Ninho do Adler🦅
O esquerdismo tem por fundamento que os homens são essencialmente iguais. As desigualdades são, então, vistas como produtos de algum sistema inerentemente injusto. Com os sucessos das revoluções culturais, essa presunção de igualdade se tornou universal. Mas, ao contrário dessa fantasia, igualdade não é uma realidade: o mundo natural é estruturado em enormes distinções em todos os campos, e essas muitas vezes são complementares. Para o homem, as diferenças começam muito antes mesmo do nascimento, e apenas se intensificam a cada decisão; todos vivem e praticam desigualdade.
As "grandes religiões" geralmente promovem algum sentido de igualdade e de utopia, mas removem essas coisas do campo material e as delegam para o campo espiritual. Já o esquerdismo, como uma "religião secular", rebaixa essas coisas para o nível material; o que cria conflitos e tensões insuportáveis, já que é totalmente contrário a natureza da realidade.
Transcrição:
Parte 1
Parte 2
🌲Ninho do Adler🦅
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Forwarded from Cercle Proudhon
🇺🇲: Destruction, according to Jünger, would thus have to be accepted as a means to overcome what is merely human: as the means to attain a new ‘heroic sense of reality’ which would replace hedonism and the pursuit of happiness as the chief driving force of life.
🇧🇷: A destruição, segundo Jünger, teria assim de ser aceita como um meio para superar o que é meramente humano: como o meio para alcançar um novo 'sentido heróico da realidade' que substituiria o hedonismo e a busca da felicidade como principal força impulsionante da vida.
– Julius Evola
Forwarded from O Último Arconte ♄
A Aristocracia Verdadeira
- N. Berdyaev. Escravidão e Liberdade. Introdução.
Acredito numa verdadeira aristocracia da personalidade, na existência de homens geniais e de grandes homens que reconhecem sempre o dever de servir e sentem a necessidade não só de ascender, mas também de descender. Mas não acredito na aristocracia de um grupo, numa aristocracia fundada na seleção social. Não há nada mais repugnante do que o desprezo pela massa popular entre aqueles que se consideram a elite.
- N. Berdyaev. Escravidão e Liberdade. Introdução.
Forwarded from 𝕳𝖛𝖎𝖙𝖗𝖆𝖒𝖆𝖓𝖓𝖆𝖑𝖆𝖓𝖉
𝑨 𝑸𝑼𝑬𝑺𝑻𝑨̃𝑶 𝑫𝑬 𝑻𝑬́𝑪𝑵𝑰𝑪𝑨 𝑷𝑨𝑹𝑨 𝑯𝑬𝑰𝑫𝑬𝑮𝑮𝑬𝑹 𝑬 𝑺𝑷𝑬𝑵𝑮𝑳𝑬𝑹:
Para Oswald Spengler, a técnica é a expressão final da alma fáustica do Ocidente: um impulso de dominação, expansão e poder que nasce da própria vitalidade da cultura, mas que, ao atingir seu ápice, acelera a decadência civilizacional. A técnica fortalece o Ocidente e, ao mesmo tempo, o condena, pois cria dependência, massificação e perde o vínculo com a elite criadora que lhe deu origem. Trata-se de um destino trágico e inevitável, diante do qual resta apenas uma postura heróica.
Martin Heidegger, por sua vez, desloca o problema da história para a ontologia. A técnica moderna não é apenas um instrumento nem um fenômeno cultural, mas um modo de desvelamento do real: o Gestell, no qual tudo — inclusive o homem — aparece como recurso disponível. O verdadeiro perigo não é a decadência, mas o esquecimento do Ser. Contudo, onde reside esse perigo, também se abre a possibilidade de uma viragem: pelo pensamento, pela arte e pela poesia, o homem pode recuperar uma relação mais originária com o Ser.
Assim, enquanto Spengler vê na técnica o destino fatal de uma civilização em declínio, Heidegger a compreende como um perigo metafísico que ainda admite reflexão e abertura.
Vamos ver algumas citações curtas e essenciais de Spengler e Heidegger sobre o assunto:
— O Homem e a Técnica, Oswald Spengler.
— A Decadência do Ocidente, Oswald Spengler.
— O Homem e a Técnica, Oswald Spengler.
— A Decadência do Ocidente, Oswald Spengler.
— A Questão da Técnica, Martin Heidegger.
— A Questão da Técnica, Martin Heidegger.
— A Questão da Técnica, Martin Heidegger.
— A Questão da Técnica, Martin Heidegger.
— Citação de Hölderlin retomada no livro A Questão da Técnica, Martin Heidegger.
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Para Oswald Spengler, a técnica é a expressão final da alma fáustica do Ocidente: um impulso de dominação, expansão e poder que nasce da própria vitalidade da cultura, mas que, ao atingir seu ápice, acelera a decadência civilizacional. A técnica fortalece o Ocidente e, ao mesmo tempo, o condena, pois cria dependência, massificação e perde o vínculo com a elite criadora que lhe deu origem. Trata-se de um destino trágico e inevitável, diante do qual resta apenas uma postura heróica.
Martin Heidegger, por sua vez, desloca o problema da história para a ontologia. A técnica moderna não é apenas um instrumento nem um fenômeno cultural, mas um modo de desvelamento do real: o Gestell, no qual tudo — inclusive o homem — aparece como recurso disponível. O verdadeiro perigo não é a decadência, mas o esquecimento do Ser. Contudo, onde reside esse perigo, também se abre a possibilidade de uma viragem: pelo pensamento, pela arte e pela poesia, o homem pode recuperar uma relação mais originária com o Ser.
Assim, enquanto Spengler vê na técnica o destino fatal de uma civilização em declínio, Heidegger a compreende como um perigo metafísico que ainda admite reflexão e abertura.
Vamos ver algumas citações curtas e essenciais de Spengler e Heidegger sobre o assunto:
A técnica é uma forma de luta, não uma forma de pensamento.
— O Homem e a Técnica, Oswald Spengler.
O homem fáustico transformou o mundo inteiro em objeto de sua técnica.
— A Decadência do Ocidente, Oswald Spengler.
O senhor do mundo tornou-se escravo da máquina.
— O Homem e a Técnica, Oswald Spengler.
Nenhuma cultura pode escapar ao seu destino.
— A Decadência do Ocidente, Oswald Spengler.
A essência da técnica não é nada de técnico.
— A Questão da Técnica, Martin Heidegger.
O enquadramento (Gestell) é o modo de desvelamento que domina a técnica moderna.
— A Questão da Técnica, Martin Heidegger.
O homem é desafiado a dispor do real como fundo de reserva.
— A Questão da Técnica, Martin Heidegger.
O verdadeiro perigo não está nas máquinas, mas na essência da técnica.
— A Questão da Técnica, Martin Heidegger.
Onde mora o perigo, cresce também o que salva.
— Citação de Hölderlin retomada no livro A Questão da Técnica, Martin Heidegger.
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A metáfora de cavalgar o tigre
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A imagem de cavalgar o tigre tem uma origem oriental. Origina-se de um provérbio extremo-oriental que diz que "aquele que cavalga o tigre não pode descer" porque, naturalmente, o animal o atacaria. Em vez disso, se ele mantiver o controle, poderá prosseguir em sua cavalgada. Símbolos semelhantes, porém, podem ser encontrados em outros lugares no mesmo domínio religioso. Nos antigos mistérios de Mitra, dos quais conhecemos a grande difusão que tiveram no Império Romano, especialmente entre as legiões, Mitra, o herói divino, foi retratado como aquele que agarra um touro furioso pelos chifres, deixa-se arrastar por ele em uma corrida louca e não abandona a presa até que o animal, exausto, pare. Então ele o mata.
Um paralelo característico pode ser encontrado no chamado Zen, uma doutrina reputada como sendo a dos samurais, ou seja, da aristocracia guerreira japonesa. Também aqui, em uma sequência muito difundida e muito antiga de dez imagens simbólicas, o touro aparece. Entretanto, o episódio da execução final está faltando. Ao invés disso, no final, o animal exausto segue docilmente a pessoa que o montou sem se permitir ser ultrapassado.
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Judeus na Rússia de Putin
- 📎Putin, o maior filosemita da Rússia📎
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Vladimir Putin chegou ao poder na Rússia na virada do século. Sua abordagem em relação aos judeus quebrou antigos estereótipos. Putin é autoritário, maquiavélico, um homem que, segundo muitos relatos, assassinou seus oponentes. Ele emergiu, no entanto, como o governante mais filosemita da história russa. Construiu um museu da tolerância, dedicado aos judeus, introduziu rabinos no exército russo e desfruta de uma relação cordial com Israel.
Dmitry Medvedev, ex-presidente e ex-primeiro-ministro de Putin, criticou duramente Volodymyr Zelensky, o presidente judeu ucraniano, chamando-o de traidor do povo judeu por suas alianças políticas com nacionalistas ucranianos. A guerra com a Ucrânia é apresentada no discurso oficial russo como a libertação do país dos nazistas, que perseguiram russos e judeus.
Ao mesmo tempo, Dugin, que supostamente é próximo de Putin, comparou os russos ortodoxos aos judeus que foram abertamente perseguidos e assediados por causa de sua etnia e cultura. É evidente que as imagens de filosemitas e as imagens correlatas dos judeus como um corpo unificado são simplistas e não correspondem à complexa realidade. Também é evidente que o antigo discurso soviético sobre judeus versus Estado não se aplica mais – e que a narrativa ideológica predominante na Rússia no período pós-URSS é a do hipernacionalismo – de que qualquer pessoa que fale russo ou seja culturalmente russa é russa – e não a divisão étnica ou religiosa. A guerra de Moscou contra a Ucrânia é uma manifestação disso.
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A Guerra como Experiência Interior
1] O proverbial sorriso do rabi Akiba alude ao seu otimismo na esperança da reconstrução futura, respondendo ao choro pessimista dos rabis que o acompanhavam diante das ruínas do Templo de Jerusalém destruído, pelos Romanos.
~Ernst Jünger
N.A.R.C 🏴☠
De quando em quando, irrompe e eleva-se, nos horizontes do espírito, um novo astro de uma claridade tão luminosa que fere os olhos e não lhes consente o sono, toque a rebate de uma anunciação, sinal de uma viragem dos mundos, como sucedeu outrora com os Reis Magos vindos do Oriente. As estrelas ao redor precipitam-se no seu braseiro incandescente, as estátuas dos ídolos estilhaçam-se em cacos de barro, e uma vez mais todas as formas cunhadas fundem-se em mil fornos, para serem vertidas em novos valores.[
São assim os tempos encapelados cuja espuma nos cerca por todos os lados: cérebro, sociedade, Estado, Deus, arte, Eros, moral: escombros, fermentação – ressurreição? As imagens esvoaçam incessantemente, os átomos rodopiam sem descanso nas caldeiras em ebulição das grandes cidades. E, contudo, esta tempestade terá de se dissipar, esta torrente escaldante haverá de arrefecer e se moldar à ordem. Sempre a fúria se despedaçou contra pardas ruínas, ou encontrou quem, com mão de ferro, a atrelasse ao seu carro triunfal.
Por quê está nosso tempo tão carregado de forças de destruição e de criação? Por quê traz no seio tamanhas promessas? Matem as febres o que matarem, a chama continuará na mesma a arder, fabricando, em mil retortas, os prodígios do futuro. É o que mostram, a despeito de todos os profetas, uma volta pela rua ou uma vista de olhos pelos jornais.
Foi a guerra que fez dos homens e dos tempos aquilo que são. Nunca uma raça como a nossa descera à arena da Terra para disputar entre si o poder de dominar a época. Porque nunca uma geração transpusera um portal tão sombrio e tão portentoso como foi esta guerra, para ressurgir na luz da vida. Eis o que não podemos negar, ainda que alguns o quisessem: o combate, pai de todas as coisas, é também nosso pai. Foi ele que nos martelou, cinzelou e temperou, para fazer de nós o que somos. E enquanto a roda da vida vibrar em nós, esta guerra será sempre o eixo em torno do qual ela gira. Talhou-nos para o combate, e combatentes seremos enquanto existirmos. Já terminou, é certo; os seus campos de massacre estão abandonados e amaldiçoados como a câmara de tortura ou o monte do patíbulo, mas o seu espírito entrou nos servos da sua gleba, e nunca os libertará do serviço. E se está em nós, está em toda parte, pois, contempladores no sentido mais criador, somos nós que formamos o mundo e não o contrário. Não o ouvis como ruge vindo de milhares de cidades, trovoada que nos rodeia e se encastela ameaçadora, como quando os anéis das batalhas nos cercavam? Não vedes como a sua chama arde nos olhos de cada um? De vez em quando, talvez adormeça, mas se acontece a terra tremer, é ele que jorra a ferver de todos os vulcões em chamas.
Não importa: o combate não só é nosso pai, é também nosso filho. Geramo-lo como ele a nós. Fomos martelados e cinzelados, mas também somos os que brandimos o martelo, manejamos o cinzel, ferreiros e aço faiscante simultaneamente, mártires dos nossos atos, movidos pelos nossos impulsos.
No casulo bem fechado de uma mesma cultura, vivíamos todos juntos, mais próximos do que homens alguma vez o foram, dispersos pelos nossos trabalhos e prazeres, circulando por praças banhadas de claridade e por poços subterrâneos, nos cafés onde nos rodeavam espelhos resplandecentes, as ruas, grinaldas carregadas de luz, os bares cheios de licores de colorido variável, as mesas de conferência e o último grito, a cada hora sua novidade, a cada dia seu problema resolvido, a cada semana sua sensação, no fundo, uma enorme e irresistível insatisfação.
Técnicos e produtivos, atingíamos, com o riso de Ben Akiba[1], o fim da arte, tínhamos resolvido os enigmas do universo, ou acreditávamos estar presentes a chegar lá. Alcançara-se quase o ponto de cristalização, o advento do super-homem estava próximo.
~Ernst Jünger
N.A.R.C 🏴☠
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Forwarded from Lance's Legion
"This battle is life, and life in the true Nietzschean sense of a cruel, ruthless, and relentless battle that stems from the will to power."
— Spengler, Man and Technics
— Spengler, Man and Technics
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Forwarded from Instituto Rothbard
Instituto Rothbard Brasil
A notável historiografia de David Irving - Instituto Rothbard Brasil
Tenho o prazer de anunciar que nossa seleção de Livros HTML agora contém obras do renomado historiador da Segunda Guerra Mundial David Irving, incluindo seu magistral Hitler’s War, nomeado pelo renomado historiador militar Sir John Keegan como um dos volumes…
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Guénon vs Evola: bramanes contra xátrias
Visões tradicionalistas sobre o poder: Guénon e Evola, ou Realeza e Sacerdócio
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[...] «em toda ''civilização normal'' (ou seja, em toda sociedade organizada segundo a Tradição), os brâmanes exerceriam a autoridade sobre os Ksatryias. Estes útimos detinham todo o poder na ordem mundana, porém se curvariam aos sacerdotes e mestres (brâmanes) que detinham o ensinamento tradicional de ordem mais elevada. Como o Rei nada mais era que um ksatryia, estaria sempre limitado pelo sacerdócio.
Evola pensava diferente. Ele fazia notar a existência de um estado anterior à divisão de varnas, o estado do próprio Realizado. Em tal estado, os poderes de brâmanes e Ksatryias estariam sintetizados. A função social que corresponderia a esse estado seria a do Rei-Sacerdote, o Pontifex supremo. O Ksatryia teria características que lhe permitiriam conquistar o poder sacerdotal e atingir esse elevado patamar espiritual, sem mediação brâmane. Tal via régia colocaria o Monarca em uma posição superior à do sacerdote.
A resposta guenoniana ao argumento do Barão é de que não vivemos mais na Era de Ouro, em que alguns homens já nasciam Iniciados. No momento atual de degeneração, a Era de Trevas, a posição de Evola não faria sentido.
No que diz respeito à Cristandade Latina, o mesmo tema da discordância de ambos exemplifica-se por meio das pendengas entre o Papado e o Império -- ou, na terminologia italiana, entre guelfos e gibelinos. Mas a questão também toma forma no tema do fortalecimento das Monarquias, no alvorecer da Modernidade, com a Realeza submetendo o clero e insistindo em teorias como a do Direito Divino.
A discordância neste ponto está longe de ser banal, e traz implicações para a análise da decadência espiritual e civilizacional. A tese principal de Guénon era a da Rebelião dos Ksatryias (contra os brâmanes), que causaria uma ruptura no reflexo pessoal e social do Mancatropo. As considerações de Evola sobre o ''Retrocesso das Castas" são um tanto diferentes, bem como os meios para se evitar ou 'retificar' a situação.»
Visões tradicionalistas sobre o poder: Guénon e Evola, ou Realeza e Sacerdócio
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Frente Sol da Pátria
Visões tradicionalistas sobre o poder: Guénon e Evola, ou Realeza e Sacerdócio
A discordância neste ponto está longe de ser banal, e traz implicações para a análise da decadência espiritual e civilizacional
A história de "Revolta Contra o Mundo Moderno", o livro cult de Julius Evola.
(1/3)
– 📎 Karel Veliký, A história de "Revolta Contra o Mundo Moderno", o livro cult de Julius Evola. 📎
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(1/3)
«Quando A Revolta Contra o Mundo Moderno (Rivolta contro il mondo moderno) foi publicado pela primeira vez na Itália, em 1934, o livro passou quase despercebido. Não que não tenha encontrado leitores, pois seu autor, o Barão Julius Evola (1898-1974), então com trinta e cinco anos, já era bastante famoso em certos círculos (artísticos, herméticos, filosóficos e políticos), mas sim porque foi marginalizado pelas autoridades locais. Seis anos antes, em 1928, justamente no momento da reaproximação entre o Estado italiano e a Igreja Católica, que logo culminaria nos Tratados de Latrão, o Barão enfrentou ataques indiscriminados tanto do lado católico quanto do regime fascista após publicar uma coletânea de seus ensaios sob o título Imperialismo Pagano (Imperialismo Pagão). Isso, porém, apenas serviu para aumentar a notoriedade tanto do título quanto do autor. Desta vez, portanto, os oponentes de Evola decidiram manter sua obra em relativo silêncio...
Na Alemanha, a situação era diferente. Lá, o Imperialismo Pagão (Heidnischer Imperialismus. Armanen, Leipzig 1933) já havia recebido uma recepção favorável de muitos círculos, que agora resumimos, por uma questão de brevidade, sob o termo "revolução conservadora". Para a edição alemã de "A Revolta" (Erhebung wider die moderne Welt. Deutsche Verlags-Anstalt, Stuttgart 1935), o barão revisou o texto, acrescentou novas anotações, embora as existentes já fossem bastante abrangentes, e pediu ao poeta Gottfried Benn, que ele podia considerar um de seus leitores mais assíduos desde "Paganismo", que garantisse a precisão da linguagem na tradução.
Benn, que dividia a mesma editora com Evola, também escreveu posteriormente uma longa e entusiasmada resenha, na qual se pode ler, entre outras coisas:
"Este é um livro cuja ideia central repensa quase todos os problemas dos europeus, incluindo a justificação dos seus horizontes, e os conduz a algo até então desconhecido e sem precedentes; aqueles que lerem o livro verão a Europa de forma diferente. É, além disso, a primeira exposição verdadeiramente abrangente da força motriz espiritual fundamental que atua na Europa hoje, e 'atuar' significa: uma força que define eras, destrói o mundo como um todo, subverte e reorienta — é a força motriz fundamental contra a história. Só por esta razão, este livro é eminentemente importante para a Alemanha, porque a história é um problema especificamente alemão, e a história da filosofia explica o modo germânico de autorreflexão."
O livro recebeu críticas entusiasmadas no Die Literarische Welt, no Deutsches Adelsblatt (jornal da aristocracia alemã), bem como no Völkische Kultur e no Der Hammer de Fritsch . Vários outros críticos ofereceram comentários positivos, embora com ressalvas. No entanto, em privado, como evidenciado por correspondências particulares que sobreviveram, vozes se levantaram em advertências e críticas. O nome que tem maior peso hoje é o de Hermann Hesse, que, em uma carta de abril de 1935 ao editor Peter Suhrkamp, descreveu Evola como um autor "brilhante, interessante, mas perigoso".
"Compartilho em grande parte de sua concepção esotérica básica: por quase vinte anos, tenho visto a história mundial não como uma espécie de "progresso", mas, precisamente como os antigos chineses, como o declínio gradual de uma antiga ordem divina. Mas a maneira como Evola aborda isso, ora com a história "verdadeira", ora com ocultismo ostentoso, é simplesmente perigosa. Na Itália, quase ninguém se deixou enganar por isso; na Alemanha, é diferente (veja G. Benn, etc.)."»
– 📎 Karel Veliký, A história de "Revolta Contra o Mundo Moderno", o livro cult de Julius Evola. 📎
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A história de "Revolta Contra o Mundo Moderno", o livro cult de Julius Evola.
(2/3)
— 📎 Karel Veliký, A história de "Revolta Contra o Mundo Moderno", o livro cult de Julius Evola. 📎
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«O influente pensador Conde Keyserling, autor de Das Reisetagebuch eines Philosophen (O Diário de Viagem de um Filósofo, 1919), esperava que Revolta fosse um sucesso porque "a glorificação de Evola do mundo sagrado do homem solar..." e sua afirmação de que somente o renascimento deste mundo pode salvar a humanidade da extinção, representam o melhor, aliás, o único ponto de partida possível para a tendência pagã dos nacional-socialistas de espiritualizar sua visão de mundo."
Mas isso nunca aconteceu. A leitura de * Revolta Contra o Mundo Moderno* permaneceu um assunto muito privado, mesmo dentro do Reich, embora os autores de *A Manhã dos Mágicos* tenham caracterizado retrospectivamente o regime com o acrônimo "Guénon + divisões Panzer". Deve-se também enfatizar que 1935 ainda pertencia ao "período de transição" pós-revolucionário. À medida que o regime começava a orientar (Gleichschaltung) sua política cultural, visando atrair ou rejeitar todas as forças centrífugas, não havia espaço no leito do rio do pensamento nacional-socialista para os pilares da Tradição, despojados de suas camadas históricas por Evola. Assim, as edições posteriores do texto da conferência romana de Evola, *A Doutrina Ariana da Luta e da Vitória*, em Viena (1941), e a tradução do * Grundriß der Faschistischen Rassenlehre* (Berlim, 1943) são, mais uma vez, apenas o resultado de uma iniciativa individual ou a manifestação de um intercâmbio cultural com a Itália.
De fato, no ambiente difuso desses primeiros anos, Evola se aproximou, não apenas por sua posição, mas também por sua pessoa, de vários outros "párias" posteriores (voluntários e involuntários), como, além de Benn, Edgar Julius Jung, autor do ferozmente antidemocrático Die Herrschaft der Minderwertigen (1930), que visava à desintegração do mundo político dos homens sem valor e sua substituição por um "novo Reich", e que foi fuzilado durante a Noite das Facas Longas; Raphael Spann, filho de Othmar Spann, o teórico do "verdadeiro Estado" (Der wahre Staat), cuja doutrina é descrita por Alfred Rosenberg em Mythos como "nova escolástica"; Walter Heinrich, um dos principais discípulos de Spann e organizador da "Kameradschaftbund" dos Sudetos, desumanizado pelos apoiadores de Henlein: "eles gostariam de governar o povo nacional da mesa verde como os maçons"; Karl Anton Rohan, fundador da influente Europäische Revue, posteriormente vilipendiado por Goebbels; e Heinrich von Gleichen, figura proeminente do Deutschen Herrenklub, com quem o visionário do "Terceiro Reich", Arthur Moeller van den Bruck, manteve estreita relação inicial. Ou seja, exclusivamente com as personalidades classificadas por Armin Mohler na nebulosa da "revolução conservadora" (Die Konservative Revolution in Deutschland 1918-1932, primeira edição de 1950), com pessoas que personificavam precisamente essas forças centrífugas (de direita), alternativas, que desejavam e pretendiam desviar a dinâmica da Nova Alemanha para um lado ou para o outro. No entanto, como Giorgio Locchi afirma corretamente, "Se eliminássemos Hitler e o nacional-socialismo, o campo da revolução conservadora, tal como nos é apresentado por Armin Mohler, certamente teria asas, mas faltaria um centro... (ver A Essência do Fascismo, 2ª edição, p. 56).»
— 📎 Karel Veliký, A história de "Revolta Contra o Mundo Moderno", o livro cult de Julius Evola. 📎
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A história de "Revolta Contra o Mundo Moderno", o livro cult de Julius Evola.
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– 📎 Karel Veliký, A história de "Revolta Contra o Mundo Moderno", o livro cult de Julius Evola. 📎
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«O leitor mais influente e atento de Erhebung wider die moderne Welt [Revolta Contra o Mundo Moderno] foi, sem dúvida, Heinrich Himmler, cujos fundos privados permitiram ao autor continuar a operar ocasionalmente dentro do Reich, numa esfera estritamente definida e rigidamente controlada. Mais reveladores do que a própria biografia de Evola (na qual ele menciona, entre outros, outros "revolucionários conservadores" como Hans Blüher, Ernst von Salomon e Ernst Jünger) e suas Notas sobre o Terceiro Reich são os documentos sobreviventes reimpressos por Hans Werner Neulen e Nicola Cospito em Julius Evola nei documenti segreti del Terzo Reich (1986; sobre este ponto, veja pelo menos E. Gugenberger, Hitler's Visionaries , Gateway 2002). Diz-se que o barão não hesitava em discutir seu conhecimento, adquirido não apenas por meio de estudos, mas também pelo método da intuição (in-tu-eri), com o Reichsführer da SS. O fato de Himmler ter lhe confiado a redação de seu artigo, que Evola publicou no suplemento cultural ("Diorama") do jornal Il Regime fascista em 15 de junho de 1939, talvez ateste o respeito deste último por aquele. Ou talvez reflita uma época em que o inconformista Hermann Wirth já havia sido há muito tempo substituído na presidência da Ahnenerbe por Walter Wüst, reitor da faculdade de filosofia de Munique. A relutância com que a "visão polar" de Wirth (ver Der Aufgang der Menschheit, 1928), embora projetada no contexto de vários "fatos comprováveis" parciais, foi tratada por pesquisadores mais acadêmicos, já havia sido observada por Evola, ele próprio um inconformista, como convidado do segundo Encontro Nórdico, organizado por L. Roselli em Bremen, em 1934. De fato, entre os convidados italianos, a resposta mais calorosa, para grande desgosto de Evola, foi dada a Giulio Cogni, que estabeleceu uma ligação entre o atualismo de Gentile, elevado ao status de filosofia fascista oficial, e a doutrina racial científica popular de Günther, com a qual os cadetes do Partido Nazista cresceram na década de 1920...
Julius Evola permaneceu desconhecido na Checoslováquia e no Protetorado da Boêmia e Morávia. A primeira e, por muito tempo, a última menção a ele encontra-se no livro Fascismo . Na página 346, apenas um trecho do artigo de Evola para a revista Critica Fascista de Bottai , de outubro de 1926, é citado em conexão com o "fascismo aristocrático" ou "superfascismo" .
Quanto à recepção do livro no pós-guerra, voltarei a falar sobre isso "em outra ocasião"...»
– 📎 Karel Veliký, A história de "Revolta Contra o Mundo Moderno", o livro cult de Julius Evola. 📎
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